quarta-feira, 20 de abril de 2011

A FEBRE DO MISTICISMO ALTERNATIVO

Muitos dos ditos alternativistas, salvo raras excepções continuam a misturar tudo no mesmo barco, pensam que shintoismo, taoismo, medicina holistica, yoga, florais de bach, acupunctura, vegetarianismo, naturismo, budismo, hinduismo, iridiologia, sexo tântrico, shiatsu, do-in, reiki, psicologia transpessoal, ayuvérdica, bruxaria pós moderna, astrologia, macrobiótica religiosa ou terapêutica, artes marciais e uns biscoitos integrais barrados com chantily de soja é a unidade, tornando-se alienados e místicos ignorantes, vitimas também eles do acaso cósmico, morrendo a maioria duplamente envenenados com receitas de cura milagrosa!
É possível perceber a utilidade das coisas com pensamento apenas analítico, sem o pensamento analógico (baseado na vivência do principio unificador)? Ninguém nega a utilidade das coisas acima referidas e de tudo o mais que existe, pois tudo tem utilidade para quem sabe usar, o problema é que sem um pensamento mais global, analógico, não existe como perceber o parcial. Quando o princípio está errado não adianta fazer esforços, a não ser para descobrir o caminho mais acertado. Sem uma revolução mental baseada numa pensamento mais integral, não existe como direccionar o destino, ainda que tenhamos todas as técnicas e meios mais milagrosos do mundo.


Texto de Walter Hanashiro

MACROBIOTICA NÃO É TERAPEUTISMO COMERCIAL NEM MISTICISMO RELIGIOSO


Muitas pessoas imaginam que a macrobiótica é um meio de atingir  paz, amor e felicidade. Melhor seria procurar uma qualquer religião e deixar de rezar o terço ao arroz integral, pois os principios da macrobiótica são os principios da simultaneadade, indivisibiliadde e porporcionalidade de paz/guerra, amor/ódio, felicidade/infelicidade, saúde/doença, etc, Outros porém menos religiosos e mais práticos pensam que a macrobiótica é uma maneira de garantir a saúde total, e de se verem livres das suas doenças e como tal prometem a cura do cancro e outras tais! Perfeita ignorância dos principios que suportam a macrobiótica, o principio da relatividade absoluta. Só tem paz relativa quem está prontificado para a guerra, principalmente interna, só tem amor provisório quem confirma a capacidade odiosa, principalmente a si mesmo, só tem felicidade efemera quem enfrenta as adversidades normais e entusiáticas da vida. Só tem vitalidade sanguinea quem corrige habitualmente a sua rota sanguinea. Mas mesmo corrigindo, sempre erramos por isso podemos recorrigir novamente. Não existe cura, existe auto-controle vital corrigido. Quem diz que a macrobiótica pode curar o cancro ou qualquer outra doença é um charlatão. Por isso a macrobiótica caiu num dos dois extremos opostos: o TERAPEUTISMO comercial, em que a doença é vista como negócio e  se lucra em cima da doença alheia, tornando o doente alienado, pagando para tal um valor altíssimo e recebendo o mínimo, esquecendo o dito terapeuta: "UM GRÃO DEZ MIL GRÃOS",  e o MISTICISMO alienante onde muitos por desconhecimento das leis vitais fogem da realidade problemática maravilhosa e se refugiam no folclore místico-religioso oriental, quer seja taoista, shintoista, budista,etc.

MASTIGAÇÃO O MELHOR SUPLEMENTO NUTRICIONAL


Se mastigarmos 50 a 100 vezes cada bocado, usando uma variedade de alimentos, sem comer em excesso, não é necessário contar as calorias do vosso menu. Os alimentos macrobiótica bem preparados e consumidos, nos proporcionaram todas os factores nutricionais requeridos nas proporções naturais. - Lima Ohsawa  (1899-2000)

EVOLUÇÃO SELECTIVA MORTAL OU ESCOLHA EVOLUTIVA VITAL?


A grande maioria das pessoas no acto de votar, abstêm-se de o fazer, isso revela a falta de confiança e o descrédito nos lideres e poder instituídos. Mas essas mesmas pessoas confundem a justiça e o direito como justificativa para se relaxar e tornar candidatos a vítimas apáticas do sistema. Ninguém pode negar a necessidade da justiça, do ensino e da medicina e ciência para uma vida mais solidária e social. Porém os que confundem justiça e direitos, como forma para fugir dos seus deveres individuais, conjugais e familiares, tornam-se candidatos a vitimas da justiça, os que confundem ensino e instrução com auto-conhecimento e auto-educação, tornam-se pessoas de personalidade incompleta e inconsequentes alienados da realidade normal, os que confundem medicina com saúde, tornam-se doentes crónicos ou cobaias laboratoriais. Para evoluir e não ser vitima da evolução selectiva por vezes fatal, necessitamos de critérios de real valor, critérios todos têm, a questão é saber se são parciais ou globais, baseados principalmente na necessidade ou no desejo. Quem baseia as suas escolhas principalmente no desejo torna-se uma pessoa indesejável, pois quando surge outra situação mais desejosa, foge, e quando surge o indesejável, também foge. Será que existe algum juiz sem juízo que não baseia as suas escolhas principalmente no desejo, será que existe algum médico drogado que não baseie a sua vida principalmente no desejo, será que existe algum líder que não seja corrupto, tirano que não viva unicamente para a satisfação dos seus desejos pessoais e esqueça as necessidades humanas e do seu povo?

UTOPISMO PANDEMONIACO- Materialismo Fatal e Espiritualidade Inútil


                               
Os sistemas depentes e manipulados pelo dinheiro estão todos a ruir fatalmente. Pois não existe nada mais destruitivo da propria matéria que o apego unilateral à matéria. Não é por acaso que nos paises mais desenvolvidos tecnologicamente é exactamante onde as pessoas sofrem a maior degeneração alguma vez vista na história da humanidade. Desde a paranoia mental, á prostituição sentimental e degeneração biológica e fisiólogica.
Simultanemente, estão a aparecer cada vez mais seitas bem intencionadas que apelam ao desapego unilateral da matéria e à elevação do espirito. Se o apego à materia liquida qualquer um, o desapego da matéria torna qualquer um inprestável, seja por esquizofrenia mental, impotência fisiologia ou apatia sentimental. A solução para não ser vitima da matéria, é usar o espirito, para o autocontrole da propria vitalidade, emocionalidade e vonluntariede. Evitando assim cair num dos dois extremos pandemoniacos, o materialismo belicista ou espiritualismo vitimizador.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

OBRA PRIMA PELA BOCA -Tomio Kikuchi

Todo mundo está preocupado com o destino imprevisível da humanidade. Diariamente recebemos, pela média noticias alarmantes sobre crises crescentes em todos os sistemas: ameaças de conflitos armados, catástrofes ecológicas, aumento das doenças. da miséria e da violência, corrupção generalizada da classe politica dirigente em todos os países, inexistência de uma educação funcional para os jovens, nosso futuro ambulante, que vivem, assim, desnorteados a se perderem no mundo das drogas e dos vícios. Quais as raizes de tamanha situação caótica em que vivemos?
Em meio a tantas dúvidas, incertezas e inseguranças, algo de visível e incontestável: a ausência de lideres capazes de se responsabilizar utilmente para solucionar os graves problemas mundiais.
Barack Obama, Por exemplo, presidente da nação mais poderosa do planeta que, a principio, acreditava-se ser capaz de assumir tal liderança, não consegue responder nem a si próprio, à sua família ao seu pais - Em verdade, Obama não consegue ao menos Parar de fumar!
Será possível assumir liderança internacional sem auto-liderança
individual? Autogoverno é fundamental. Somente quem sabe liderar a si próprio, pode liderar em relacionamentos externos mais amplos.
E como Podemos realizar o autogovemo individual?
Controlando a qualidade do nosso sangue. Porque o sangue é integrador. É ele que interliga todo o nosso organismo, determinando a nossa personalidade, o nosso destino- E como controlar o sangue? Através da matéria-Prima do sangue que entra Pela boca.
Essa que e a realidade Paradoxal: o que parece ser mais fácil é, em verdade, o mais difícil. Parece ser fácil controlar pela boca; não dependemos de ninguém, de um lugar especial, não gastamos nenhum tostão. A boca nos acompanha 24 horas em qualquer lugar e momento! Mas a maioria das pessoas acaba invertendo, perdendo o controle, degenerando, morrendo Pela boca. Evolução acontece com barriga vazia, enquanto degeneração, com barriga cheia.
A maioria dos animais que vivem na natureza sofre com carência de comida.
A Natureza não facilita; por isso os seres vivos que estão interligados com ela evoluem. O ser humano é o único bicho que está degenerando, porque vive de barriga cheia, desintegrado da Natureza.
Um exemplo de obra-Prirna ambulante, realizada com barriga vazia é Lula.
Esse homem de família pobre sofreu muito com fome, tristeza, carência, dificuldades. Nessa péssima situação, ele encontrou motivo para lutar, para evoluir.
Através de inumeráveis treinamentos de solidariedade com a classe operária, discutindo, debatendo, formando sindicatos, mesmo sem possuir escolaridade, ele aprendeu a se expressar com palavra mais focalizada penetrante, estimuladora, integral, usando o corpo inteiro. Foi assim que ele se tomou um lider popular e o presidente deste pais.
Quando assumiu a presidência, Lula convidou Frei Beto, lider de urna actividade religiosa, para ser seu conselheiro. Ele, então, sugeriu a Lula que utilizasse palavra-chave para atrair e estimular o povo brasileiro, que sofre com fome, miséria e Pobreza: "Fome zero"' O governo Lula prometeu acabar com a fome do povo.
Mas que idealismo, que utopismo deste Frei Beto! Ele não percebe nada!
Fome, carência, dificuldade, são condições indispensáveis para fortalecer a personalidade - O próprio Lula é um exernplo disto.
Quando uma Pessoa esta enfrentando forte crise, problemas, então busca meditação para tranquilizar o pensamento e encontrar solução. Meditando sempre é acompanhada de jejum. Meditação de barriga cheia não funciona. Para recuperar normalidade, vitalidade, originalidade. integralidade, personalidade tem que ser de barriga vazia.
Então é preciso mostrar aos jovens a razão do caos generalizado em vivemos e da inexistência de um futuro esperançoso para a humanidade: a inversão entre o que e Principal e o que e complementar. A parte principal de qualquer relacionamento é interna. A parte externa é complementar. Antes de querer assumir liderança externa mais ampla, o verdadeiro líder deve aprender a autogovemar-se. Portanto, a educação que precisamos oferecer aos jovens, para se tornarem verdadeiros lideres capazes de desinverter a situação caótica atual, deve ensinar a viver com fome, frio, dificuldade, carência- Eles devem aprender a lutar principalmente com si próprio. Essa é a verdadeira auto-educação que fortalece a personalidade.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

OS SEGREDOS DA LONGEVIDADE



OS TRÊS TESOURAS DA ALIMENTAÇÃO NORMAL
1º - Comer e beber pouco e a horas regulares.- SHO-SHOKU

2º - Mastigar e ensalivar bem, cerca de 50 a 80 vezes. - SO-SHYAKU

3º - Comer alimentos da estação, biológicos e de origem vegetal. - SHIZEN-SHOKU



1º - SHO-SHOKU

Comer e beber pouco e a horas regulares.

“Quem come e bebe pouco, mesmo com uma constituição débil, terá boa longevidade e prosperidade e será feliz na velhice. E normalmente não adoecerá. Tal pessoa pode parecer fraca, mas por dentro é
forte” - Namboku Mizuno (1757-1825).

“Quem come e bebe muito, mesmo com uma boa constituição, terá infortúnio, morrerá cedo e será infeliz na velhice.” - Namboku Mizuno (1757-1825).

“Quem come e bebe muito, mesmo com uma alimentação simples, terá infortúnio, morrerá cedo e será infeliz na velhice. Pessoas rurais são excepção a esta regra” - Namboku Mizuno (1757-1825).

Segundo pesquisadores da Universidade de Washington, em Saint Louis, nos Estados Unidos, o hábito de consumir refeições menos calóricas interfere na produção de diversas substâncias, entre as quais uma hormona da tiróide, o T3. E só isso, de acordo com os cientistas, já bastaria para retardar o envelhecimento precoce. As provas vivas e não similares são Canto e Owen, dois dos macacos que participaram de uma experiência de restrição calórica conduzida
pelo gerontólogo Richard Weindruch no Centro Nacional de Pesquisas com Primatas do Estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. Canto, 25 anos, 445 calorias por dia, está com o pêlo reluzente, com mais vitalidade, olhar alerta, postura correcta e boa disposição. Owen, 26 anos, 885 calorias por dia, parece pai dele, encurvado pela artrite, calvo aqui e ali, barrigudo e enrugado.
Três grupos de ratos: o primeiro, mantido em gaiolas com farta disponibilidade de alimentos (alimentados ad libitum, em linguagem técnica).
O segundo sofreu um corte de 30% no número de calorias diárias; e o terceiro, um corte de 60%. Curiosamente, os que receberam 30% menos calorias diárias viveram 30% mais, e os que tiveram um corte de 60%, viveram 60% mais do que os alimentados ad libitum. Experiências semelhantes foram repetidas com diversas espécies
unicelulares e multicelulares.

Alguns dos resultados estão relacionados
abaixo:

Paramécia (protozoário de água doce):
Dieta normal: Vida média = 7 dias / Vida máxima = 13 dias
Restrição calórica: Vida média = 13 dias / Vida máxima = 25 dias

Pulga de Água (unicelular):
Dieta normal: Vida média = 30 dias / Vida máxima = 42 dias
Restrição calórica: Vida média = 51 dias / Vida máxima = 60 dias


Aranha:
Dieta normal: Vida média = 50 dias / Vida máxima = 100 dias
Restrição calórica: Vida média = 90 dias / Vida máxima = 139 dias

P. reticulata (peixe ornamental dourado):
Dieta normal: Vida média = 33 meses / Vida máxima = 54 meses
Restrição calórica: Vida média = 46 meses / Vida máxima = 59 meses

Rato Branco:
Dieta normal: Vida média = 23 meses / Vida máxima = 33 meses
Restrição calórica: Vida média = 33 meses / Vida máxima = 47 meses

ANÁLISE DAS CONCLUSÕES:
Quando uma mesma intervenção provoca resultados semelhantes em espécies tão disparas quanto seres unicelulares, aracnídeos, peixes e mamíferos, dificilmente poderia deixar de ser válida para a espécie humana.
1. Muitos pesquisadores procuraram esclarecer se a restrição calórica por si só aumenta a longevidade, ou se o faz em virtude da ingestão de menos gordura ou outros componentes da dieta.
Os trabalhos foram unânimes em demonstrar que a primeira hipótese é a verdadeira: restrição de gordura, proteína ou carboidratos sem que haja diminuição do número de calorias ingeridas não é capaz de alterar a longevidade. Da mesma forma, estudos que testaram o papel dos suplementos alimentares com multi-vitaminas ou anti-oxidantes
na dieta falharam em demonstrar qualquer impacto no aumento da sobrevivência dos animais.
2. Para esclarecer o papel do exercício físico na duração da vida há um trabalho clássico feito com dois grupos de ratos alimentados com dietas de idêntico conteúdo calórico.
O primeiro grupo permaneceu em gaiolas pequenas, sedentário. O segundo foi colocado naquelas gaiolas com rodas penduradas, nas quais o ratinho anda o tempo todo sem sair do lugar. O exercício físico pode evitar a morte precoce devida a causas passíveis de prevenção, mas não retarda o envelhecimento. Ninguém conseguirá bater o
recorde oficial de 122 anos de vida para a espécie humana à custa do exercício, embora possa deixar de morrer de enfarte cardíaco aos 52 (o que não é pouco).
Na ilha de Okinawa, a população consome uma dieta mais tradicional, em média 17% mais pobre em calorias do que no resto do Japão. Em Okinawa, a mortalidade por doenças cardiovasculares, derrame cerebral e certos tipos de cancro é 31% a 41% mais baixa do que no resto do país. Lá, também, o número de indivíduos centenários é 40 vezes maior do que em qualquer outro lugar do Japão.
Na Suécia, altos níveis de consumo calórico estão associados a uma maior incidência de cancro da próstata. Estudos epidemiológicos sugerem que a mesma associação exista para cancro de estômago,intestino e, possivelmente, mama.
Rapidamente, acumulam-se dados sugestivos de que dietas com alto teor calórico tenham implicações na instalação da doença de Alzheimer, Parkinson, insuficiência cardíaca, aterosclerose e outras enfermidades características da idade avançada. Parece que a “restrição calórica retarda o processo de envelhecimento do coração como um todo”, diz Prolla, cujo grupo empregou poderosas técnicas moleculares para estudar aproximadamente 10.000 genes no coração.
“A descoberta mais clara e consistente com animais e seres humanos é que o excesso de calorias independente da fonte alimentar, em cobaias por exemplo a redução de 30% de calorias pode reduzir em 80% o cancro” - Walter Willet (um dos maiores nutricionistas mundiais).

“Quem come e bebe a horas irregulares, terá infortúnio, e não poderá realizar os seus objectivos. Estas pessoas realizam pouco e cansamse ao completar 80 a 90 % da sua meta” - Namboku Mizuno (1757-1825).

2º - SO-SHYAKU

Mastigar e ensalivar adequadamente.

A saliva é o melhor remédio. Os alimentos são a fonte da nossa energia vital, a origem do nosso sangue. Trinta biliões de células morrem e renascem por segundo. O que significa que a nossa possibilidade de auto-renovação e auto-cura é inacreditavelmente espantosa. A selecção adequada dos alimentos, bem como da sua preparação dependerá a nossa vitalidade psicossomática.
A mastigação e a ensalivação são as únicas actividades que podem se ser reguladas pela nossa vontade própria. A saliva ou líquido divino como é designada em japonês (shin-eki), contém: (i) gamaglobulinas, que têm um papel fun damental no con trolo da leucemia, devido à sua capacidade de coagulação do sangue; (ii) o interferão, que con trola as células cancerosas; (iii) a opiorfina, que os cientistas testaram in vivo em testes com ratos de laboratório, e descobriram
que 1 grama do analgésico salivar natural (opiorfina) tinha o mesmo efeito que 3 gramas de morfina quando a dor era induzida por uma substância química. Quando a dor era «mecânica» (através do teste dos alfinetes), era necessária uma dose seis vezes maior de morfina do que a de opiorfina para tornar as cobaias insensíveis à dor; (iv)parotina, hormona que retarda o envelhecimento; (v) enzimas bactericidas, como a lisozima, que destrói as bactérias.
Há algum anos atrás, no laboratório de pes quisas bioquímicas da Universidade de Tóquio, foram levadas a cabo experiências para determinar a acção enzimática da saliva sobre processos cancerígenos.
Culturas de bactérias foram submetidas à acção de materiais reconheci damente cancerígenos tanto de natureza orgânica, quanto inorgânica, ocorrente no meio natural ou não. Assim, sob o efeito dos materiais triptoano, aflatoxina e af-2, ocorreram transformações neoplasmáticas degenerativas imprevisíveis na estru tura das bactérias
em experiência. Porém, ao adicionar-se saliva humana à cultura de bactérias uma determinada percenta gem delas recuperou a normalidade de con dições em apenas 30 segundos! Em pouco tempo a totalidade da cultura ficou regulari zada. De facto, a mastigação completa a ensalivação. A mastigação é a condição de garantia radical contra todas as doenças, além de ser um dos principais meios de recupe ração de afec ções, as mais diversas, inclusive o cancro.

AS VANTAGENS DA MASTIGAÇÃO:

1. Melhora a Digestão

A mastigação produz saliva e a saliva (sal+iva) possui sal orgânico que evita a fermentação dos alimentos e a consequente formação de gases, com todas as consequenciais nefastas dai advindo. Quanto mais se mastigar mais facilitada será a digestão, ao mastigar estamos a fazer uma pré-digestão e sentiremos menor necessidade de
beber líquidos que também atrasam e desconcentram a digestão.
Há alguns anos atrás um americano chamado Flecther começou a difundir a necessidade da mastigação. O número de curas foi tão elevado e difundiu-se de tal forma, que chegou até a haver campeonatos de fietcherização, nome popularizado que foi dado à mastigação. Depois, caiu no esquecimento. O estadista inglês Gladstone obrigava os filhos a mastigar 36 vezes cada bocado. George Ohsawa costumava dizer que :”Devemos beber o sólido e mastigar o líquido.”

2. Produz mais Resistência

Observando os animais, reparamos que os animais carnívoros geralmente devoram as suas presas rapidamente. Esses animais movimentam-se muito rapidamente, mas somente por distâncias curtas.
Esses animais não conseguem fazer nenhuma actividade que exija resistência prolongada. O animal selvagem mais rápido que se conhece é a chita, o qual pode atingir até 110 km por hora em distâncias relativamente pequenas, ao caçar animais vegetarianos, como antílopes, veados ou coelhos. Mas se não conseguir agarrar a sua presa em pouco tempo, desiste da mesma. Os animais vegetarianos como os cavalos, búfalos, antílopes ou veados conseguem correr durante muito tempo a altas velocidades. Eles possuem força, porém também resistência. Na qualidade de humanos, queremos quantidade e qualidade de energia.

3. Promove Curas mais Rápidas

As pessoas que aprendem a cozinhar adequadamente, que se nutrem bem e que mastigam até os alimentos se tornarem líquidos, além de praticarem exercício físico diário são as que têm as melhores probabilidades
de se recuperar mais rapidamente e mais completamente das suas doenças. Em resumo, essas pessoas aprenderam a ter completa responsabilidade por si mesmo. Repetindo, a quantidade de esforço e consciência que colocamos em qualquer coisa que façamos será reflectida nos resultados obtidos.

4. Desenvolve mais Paciência e Auto-Controlo

Necessitamos de disciplina para mastigar adequadamente. E se tivermos disciplina nas refeições, haverá também disciplina nas nossas vidas. Também desenvolveremos maior paciência. Quando estivermos impacientes, sentiremos também impaciência ao mastigar. Uma produz a outra. Mais mastigação produz mais paciência; mais
paciência produz mais mastigação. O prazer momentâneo ao ingerir alimentos nocivos desaparece rapidamente.

5. Reduz o Volume de Comida Desejada

Quanto mais se mastigar menos alimentos necessitaremos, porque
conseguiremos extrair mais nutrição dos alimentos e nos saciaremos mais rápido. A mastigação é um dos melhores potencializadores nutricionais que existe. Ao diminuir a quantidade de alimentos, o estômago diminuirá também ele de tamanho, conseguindo assim produzir sucos digestivos mais concentrados e uma melhor digestão. Quando a nossa saúde melhora, precisaremos de menores quantidades de alimentos, porque absorveremos mais nutrientes com menos
alimentos. Trinta e quatro milhões de americanos têm excesso de peso. Se é uma dessas pessoas, a mastigação pode ajudá-lo a conseguir chegar a um peso ideal. Ao consumir alimentos saudáveis mastigados adequadamente o corpo se tornará mais firme e mais “enxuto”. Há indivíduos que não perdem peso, qualquer que seja a dieta que adoptem.
Os resíduos dos alimentos parcialmente digeridos permanecem dentro do corpo. Depósitos de resíduos espessos criam um bloqueio no fluxo de energia. Essa energia torna-se então estagnada.
Entretanto, ao mastigar adequadamente de maneira natural poderemos atingir o peso ideal. Até a celulite pode desaparecer. Primeiro perde-se peso e depois a gordura ao redor dos órgãos internos. A energia e força vital começarão a fluir mais vigorosamente através de todo o organismo.

6. Cria maior Discernimento e melhora a Saúde Mental

A palavra que a língua japonesa utiliza para “mastigação” significa “bom entendimento”. Na Medicina oriental, o cérebro e o intestino delgado (área do “hara”) são conectados energeticamente. A condição dos intestinos afecta a nossa maneira de pensar. Se comermos menos e mastigarmos mais, o nosso pensamento tornar-se-á mais claro e o nosso cérebro funcionará melhor, especialmente se respirarmos profundamente enquanto comemos. A maior parte do oxigénio que entra quando inspiramos vai para o nosso sistema nervoso e para o nosso cérebro. A digestão também precisa de bastante oxigénio, sendo assim, ao respirarmos profundamente não roubaremos oxigénio da digestão para o cérebro. A combinação de menos comida e mais oxigénio cria um fluxo maior de energia. Mais importante ainda, essa combinação de menos comida e mais oxigénio ajuda a transformar os alimentos em glicose, a qual fornece mais energia para o organismo.

7. Potencializa a Nutrição e Absorção

O amido contido nos hidratos de carbono só é adequadamente digerido pela acção da ptialina salivar que se encontra na saliva. O que significa que a digestão dos amidos faz-se principalmente na boca. Quem se alimenta de cereais integrais e não mastiga não absorve satisfatoriamente.

8. Economiza

Quando se mastiga bem fica-se satisfeito com menos alimentos, e, portanto, gasta-se menos no supermercado. Além disso, a saúde melhorará, reduzindo as despesas com médicos e remédios. Os americanos gastam mais de 200 bilhões de dólares por ano com cuidados médicos. Saiba que existe uma conexão entre os hábitos de alimentação e a saúde.

9. Reduz a Apetência por Doces

As pessoas que mastigam muito pouco constantemente sentem o desejo de doces a todas as refeições. Aqueles que mastigam e ensalivam satisfatoriamente os hidratos de carbono complexos notam o sabor doce inerente a esses alimentos e conseguem diminuir a sua necessidade de doces e sobremesas. É importante para as pessoas
que sofrem de hipoglicemia ou diabetes e desordens relacionadas com o pâncreas e baço (os quais controlam o açúcar do sangue) mastigar bastante - 150 vezes ou mais. Esses órgãos processam os açúcares. Quanto mais mastigarmos, mais doces os alimentos nos parecerão. O sabor adocicado dos alimentos, e reivindicar refeições sem tensões ou stress, colaborarão para diminuir a necessidade de apetência por doces.

10. Melhora o Sabor dos Alimentos

Qualquer alimento e em particular os hidratos de carbono, tornam-se mais doces quanto mais se mastiga. As pessoas que adoptaram o hábito de mastigar, passaram a dar mais valor a refeições mais simples, satisfazendo-se com menos, ao mesmo tempo que absorvem melhor. Mastigar 50 a 100 vezes torna a comida deliciosa. A mastigação revela o verdadeiro sabor dos alimentos, habilitando-nos a distinguir os alimentos bons e maus; os alimentos bons tornam-se
mais saborosos à medida que mais mastigamos.

11. Elimina a Flatulência

Muita gente sofre de gases intestinais. Há dois tipos de flatulência.Um tipo é inodoro e ocorre devido a uma mastigação inadequada e ao excesso de alimentos. Se mastigarmos os alimentos calmamente e em silêncio, de preferência com os olhos fechados, comeremos menos e reduzirá a flatulência. A flatulência mal cheirosa acontece em pessoas que têm má digestão devido a uma dieta errada, combinação imprópria de alimentos, alimentos mal cozidos e mastigação inadequada.

12. Elimina o Stress e as Tensões

Muita gente carrega consigo muita tensão e stress. Quanto mais calmamente as refeições forem feitas, maior será a energia que entra no corpo. Quando a mastigação é praticada como uma forma de meditação, a refeição transforma-se em algo semelhante à oração, porém não do tipo religioso; passa a ser uma experiência vigorosa, com efeitos calmantes e curativos, que poderá desfrutar duas a três vezes por dia.

13. Elimina o Mau Hálito

Os odores do mau hálito provêm de diversos factores. A maioria das pessoas que tem mau hálito crónico come demais ou muito frequentemente. Antes de acabar a digestão de uma refeição já começam outra. Tomam lanches e “beliscam” entre as refeições. Três refeições são suficientes se comermos correctamente. Muitos satisfazem-se com apenas duas refeições por dia. Lembre-se de que temos a opção de purificar ou putrefazer o nosso sistema digestivo. Um sistema digestivo saudável geralmente traduz-se num corpo e mente saudáveis. Há um ditado que diz: bom hálito significa boa disposição.

14. Activa as Glândulas

Uma boa mastigação afectará o sistema endócrino glandular. A mastigação activa todas as glândulas, desde a pituitária até à tiróide, o pâncreas, o baço e as gónadas. Os órgãos sexuais tornam-se mais equilibrados. A glândula que sofre a maior mudança é o timo, o qual produz as células-T, necessárias para o bom funcionamento do sistema imunitário. De acordo com as pesquisas do American Medical Dictionary, a hormona parotina, o qual é excretada durante a mastigação,
aumenta a produção das células-T. A mastigação é essencial para pessoas com SIDA ou com qualquer outra doença degenerativa.

15. Alcaliniza o Organismo

Um corpo saudável é mais alcalino que ácido. A mastigação cria uma condição mais alcalina no corpo porque a saliva é alcalina e, ao misturar-se com os alimentos, alcaliniza os alimentos que ingerimos. Até os hidratos de carbono podem criar uma condição ácida se não forem bem mastigados. O pH da saliva é de 6,8 a 7,2. O pH normal do sangue
varia dentro da pequena faixa de 7,35 a 7,45. Em comparação com a água, portanto, o sangue normal tem o pH levemente alcalino. Quando o pH do sangue está abaixo de 7,35 existe acidose; se o pH do sangue é superior a 7,45, existe alcalose. Quando a acidose é severa e o pH alcança valores abaixo de 6,85, em geral as funções
celulares alteram-se de tal forma que sobrevém a morte celular; o distúrbio é irreversível. Do mesmo modo, nas alcaloses severas e persistentes, os valores de pH superiores a 7,95 são incompatíveis com a normalidade da função celular. O distúrbio é irreversível e, em geral, ocorre a morte celular.

16. Auxilia na Cura de Úlceras

A mastigação aumenta a quantidade e a qualidade de saliva, a qual é um curativo para qualquer tecido, interno ou externo. Frequentemente recomenda-se a pessoas com desordens estomacais ou digestivas que retenham uma ameixa umeboshi na boca para estimular a produção de saliva. A saliva é um remédio natural e, quando ingerida, neutraliza o excesso de acidez no estômago e auxilia no alívio de úlceras.

17. Cria Dentes e Gengivas mais Fortes

A mastigação estimula o fluxo do sangue e dá energia para os dentes e gengivas, uma vez que os usamos mais. Reduz a ansiedade por alimentos não saudáveis. Se mastigarmos bem alimentos saudáveis, aos poucos descobriremos que a ansiedade por alimentos não saudáveis diminuirá. Quando começamos a mastigar realmente bem, o desejo por alimentos animais, incluindo peixe, fruta, sobremesas,diminui na proporção que aumenta a mastigação.

18. Desenvolve a Criatividade

Ao mastigar mais, comemos menos e comer menos estimula um fluxo mais vigoroso de energia através do organismo. Uma alimentação em excesso provoca estagnação do corpo, da mente e dos canais criativos. A inspiração tem as suas raízes na palavra “respiração”. O oxigénio consegue fluir com maior facilidade num corpo livre de estagnação
e gordura excessiva. A criatividade em todos os níveis aumenta quando estamos sincronizados com a Natureza, através de um estilo consciente de vida.


19. Promove o Rejuvenescimento

A mastigação tem efeitos rejuvenescedores. Os indivíduos da comunidade Hunza dos Himalaias são conhecidos pela sua longevidade e prática da mastigação. O Dr. Tomozaburo Ogata, professor da Escola de Medicina da Universidade de Tóquio, conduziu uma extensa pesquisa a respeito do rejuvenescimento. Essa pesquisa é mencionada no livro Natural Immunity, de Noboru Muramoto. Noboru Muramoto diz que o Dr. Ogata descobriu que a mastigação revitaliza o corpo
porque activa as glândulas parótidas, localizadas em cada lado das mandíbulas, abaixo dos ouvidos. Quanto mais mastigarmos, mais activas as glândulas se tornam, produzindo a hormona parotina. Se se mastigar poucas vezes, a hormona é engolida e destruída no estômago. Mastigando bem faz com que a hormona parotina seja absorvido
pelo sistema linfático. A hormona renova as células, afectando o sistema endócrino glandular e rejuvenescendo o corpo inteiro. O Dr. Ogata extraiu a hormona parotina da saliva da vaca e injectou-a em alguns pacientes; em poucos meses esses pacientes tinham uma aparência de dez anos mais jovens. Mas, com o tempo, os efeitos rejuvenescedores diminuíram porque a hormona era apropriada para vacas e não para seres humanos. Cada um de nós pode mastigar
bem e produzir as suas próprias hormonas rejuvenescedoras.

20. Cria maior Vitalidade e Vigor Sexual

É natural e lógico que qualquer coisa que aumente a nossa energia e melhore a nossa saúde também melhorará os nossos órgãos sexuais e a nossa vida sexual. Impotência, infertilidade, falta de orgasmo são primariamente resultados da energia bloqueada e nutrição inadequada.

21. Melhora as Condições de todos os Órgãos

Uma das razões pelas quais a mastigação é importante é porque fará com que coma menos. Como consequência terá um fígado mais saudável. Este é o primeiro passo para a longevidade e uma saúde melhor. Não existe saúde sem um bom fígado e não existe um bom fígado sem uma boa mastigação.

22. Aumenta a Eficiência na Vida

”Parece que quanto mais mastigo mais tempo tenho! Completo as minhas tarefas com maior rapidez e eficiência. O relógio passou a ser meu aliado” - Jane Quincanno. “Salivação é salvação”- Tomio Kikuchi.


3º - SHIZEN-SHOKU

Comer alimentos da estação, biológicos e de origem vegetal.

A maioria das pessoas pensa que dá demasiado trabalho comprar folhas frescas, por isso prefere congelá-las, ou comprá-las já preparadas. Estão sempre dispostas a matar o tempo e não lhe dão o real significado. Preparar os vegetais verdes é um acto humano sagrado. Na realidade dá trabalho preparar vegetais, mas o prémio é muito grande. Comê-los é sempre um prazer, não só pelo seu valor nutritivo. Os vegetais de folha verde são uma importante fonte de clorofila, elemento necessário para criar glóbulos vermelhos de boa qualidade,que transportam o oxigénio ao organismo.
Se comemos vegetais verdes o nosso cérebro funciona melhor e o pensamento é mais claro. O cérebro necessita de grande quantidade de oxigénio para funcionar. É de suma importância que o nosso organismo receba oxigénio suficiente, particularmente quando estamos doentes.
Não só o ar que respiramos deve ser fresco e limpo, mas também os glóbulos vermelhos devem ser saudáveis de maneira a aceitar o oxigénio e levá-lo a todo o organismo. É preferível cozinhar os vegetais especialmente quando o tempo é mais fresco. Os vegetais de folhas verdes são muito importantes para a vesícula biliar assim como para o cérebro. Já as raízes são benéficas para o intestino delgado. A pele dos vegetais e raízes é benéfica para a pele.
Os vegetais naturalmente doces, como a abóbora, cenoura, cebolas, repolho são benéficos para o baço. Em caso de contracção corporal, pessoas com condição yang dos rins, fígado, bexiga e intestino grosso é necessário uma boa quantidade de vegetais cozidos e crús. Os vegetais silvestres como a artemisia e o dente-de-leão são adequados para o coração e o sangue. Algumas pessoas têm uma condição anémica, mas se elegerem uma alimentação rica em cereais e vegetais, especialmente vegetais de folhas verdes melhoram mais rápido. As plantas verdes realizam a fotossíntese, absorvendo CO2 e libertando O2, e os nossos pulmões fazem o oposto, libertam CO2 e absorvem O2. . Nos vegetais verdes, a clorofila é responsável por unir o dióxido carbono com a seiva. No corpo humano, a hemoglobina é responsável por unir o oxigénio com o sangue. A clorofila contém magnésio, a hemoglobina contém ferro. Sendo bastante similares.
Quando ingerimos folhas verdes, consumimos clorofila. Na corrente sanguínea o magnésio é substituído por ferro e produz hemoglobina. Os vegetais verdes são como um jardim em miniatura que ingerimos no nosso organismo, provendo assim uma boa fonte de oxigénio e ao mesmo tempo a nutrição ideal para as bactérias intestinais.

CEREAIS INTEGRAIS

Os cereais são alimentos completos tanto do ponto de vista nutricional como energético, sendo constituídos basicamente por hidratos de carbono. Cerca de 50% a 60% da nossa refeição deveria constituir-se de cereais integrais em grão cozinhados e preparados de diversos métodos.

ARROZ INTEGRAL

O cereal mais equilibrado é o arroz integral, consumido preferencialmente sob a forma de grão. O arroz pode ser usado inteiro, integral, ou para quem tem problemas de assimilação, idosos, crianças, socado (retirar ligeiramente a película no liquidificador, mas inclui-la no cozimento) ou demolhado (mais yin). O arroz de grão curto é preferível, o arroz de grão médio e longo pode ser usado ocasionalmente em climas mais quentes. Os outros cereais e derivados podem ser usados
ocasionalmente, mas nunca como alimento principal e básico. O arroz (constituído por duas espécies, Oryza glaberrima e Oryza sativa) é uma planta da família das gramíneas. Há milhares de anos que o arroz é alimento básico de quase metade da população mundial. O arroz integral cozido é a base da dieta macrobiótica. É o alimento preferido porque a sua relação Na/K = 1/4.5 é a mais próxima do nosso plasma 1/7. 
O arroz integral é o melhor alimento para consumo diário. É o grão que contêm as mais abundantes vitaminas do complexo B e é o mais fácil de digerir. O arroz é indicado para todos os órgãos e funções, em especial, o sistema nervoso e cérebro, indicado contra as alergias, pulmões, rins, bexiga e órgãos sexuais, muito útil para hipertensão e arteriosclerose, sendo um dos melhores alimentos pata tratar problemas intestinas. Ajuda a desenvolver maior compreensão de todos os fenómenos físicos e metafísicos. O gérmen do arroz integral contém fitina (ácido fítido) que ajuda a expelir as toxinas do corpo. Se colocarmos arroz integral e arroz branco num recipiente com água,
o arroz integral brota e o arroz branco apodrece. O arroz branco praticamente só contém hidratos de carbono, enquanto que o arroz integral possui todos os ingredientes para germinar a vida. O arroz integral tem 12% de proteínas e 60% de água, além da que foi absorvida pela cozedura. A sua preparação na panela de pressão é a mais aconselhável,
produz mais energia e calor a quem o consome, além de ser mais doce, no entanto no Verão ou ocasionalmente pode ser admissível a sua confecção na panela de ferro, inox ou barro (para crianças e idosos). Deve ser utilizado diariamente como alimento principal e, da sua forma de prepara ção, dependerá essencialmente o nosso estado físico, psíquico e sentimental. O arroz integral não deve ser lavado em muitas águas, para não retirar as vitaminas e sais minerais. Como
prato prin cipal, o arroz deve ser preparado apenas com água e um pouco de sal marinho, de 15 a 20g por kilo. Depois de pronto pode-se adicionar uma colher de café de gómasio ou ameixa umeboshi amassada com umas gotas de shoyu ou furikake (condi mento feito com pó de vegetais escaldados e secos à sombra). A adição de condimentos deve ser feita ocasio nalmente e com moderação para não alterar o gosto relativamente neutro e adoci cado do arroz integral.

RAIZES,VERDURAS E LEGUMES

Cada refeição deve incluir cerca de 25% a 30% de raízes, legumes e verduras, de preferência de cultivo local e sem pesticidas preparados de diversas maneiras. Para tal é muito importante frequentar cursos de cozinha macrobiótica com alguém qualificado. Bardana, cenoura, raiz de lótus, nabo comprido fresco ou seco, nabo, pastinaga, rabanete, rábano, raiz de dente-de-leão, abóbora hokkaido, abóbora cabaça, abóbora menina, couve chinesa, agrião silvestre, couve-debruxelas, nirá (cebolinho Japonês), cebola, alho-francês, couve-flor, couve-lombarda, brócolos, agrião, cebolinho, grelos, rama de cenoura, rama de nabo, rama de rabanete, feijão verde, inhame, cará são os mais aconselháveis e equilibrados para um clima temperado e de quatro estações. As pessoas muito yin deveriam escolher apenas
as verduras e legumes mais yang, por exemplo: bardana, raiz de lótus, cenoura, nabo branco comprido seco, agrião, cebolinha, etc. A variação na confecção e no consumo destes alimentos pode ser infinita, se existir dedicação e estudo. Os legumes mais yin como:batata, batata-doce, tomate, pimentos verde e vermelho, beringela,espargos, espinafre, beterraba, alcachofra, abacate, courgettes, bem como legumes tropicais, devem ser evitados ou consumidos raramente e somente por pessoas saudáveis. Deve-se ressaltar a importância do uso de vegetais e raízes fibrosos e ricos em sais minerais como o agrião, cebolinha, nirá (cebolinho Japonês), bardana, raiz de lótus, cenoura, raiz e folhas de dente-de-leão, etc. Na preparação destes alimentos para doentes não se deve utilizar outros condimentos a não ser: sal marinho, shoyu ou missô e pequenas quantidades de óleo de sésamo. As raízes são mais yang e as folhas são mais yin, o cereal é mais neutro. Entre os produtos do reino vegetal, os mais yin são os vegetais que são maiores em tamanho, que crescem acima do solo, numa direcção ascendente ou, abaixo do solo, num sentido horizontal, que sejam mais sumarentos e tenros, mais compridos e frágeis e que se desenvolvem em climas ou estações quentes. Os vegetais yang apresentam um tamanho mais pequeno, crescem, abaixo do solo, numa direcção descendente ou, acima do solo, num sentido horizontal, são mais secos e compactos, curtos e resistentes e desenvolvem-se em climas ou estações frias. Também podemos classificar os vegetais segundo a sua cor, desde as mais yin - violeta, anil, verde e branco até às mais yang - amarelo, castanho e vermelho. As percentagens dos vários componentes químicos, tais como o sódio, que é yang, e o potássio, que é yin, determinam também a qualidade yin-yang dos vegetais e de outros alimentos.

O Sal, Shoyu e Tamari


A medicina ocidental considera que o sal é o que mais contribui para os problemas cardíacos, designadamente hipertensão. Isto é verdade até certo ponto, se o sal não é acompanhado de azeite ou exercício físico. No Deserto do Sahara a unidade monetária é a barra de sal e no entanto os problemas cardíacos não são relevantes. É necessário
um coração fraco e uma alimentação desequilibrada para produzir uma paragem cardíaca, esta é a razão pela qual não podemos atribuir a culpa apenas ao sal. O sal é particularmente nocivo ao coração se este for ingerido com gorduras animais.
O sal dá poder e energia, pois uma falta de sal marinho na comida pode resultar em falta de força e apetite sexual. Aqueles que se sentem bem com uma dieta sem sal é porque o têm armazenado no corpo devido à ingestão de carne. Os excessos de drogas e açúcar removem o sal do corpo, provocando assim um apetite pelo mesmo.
Um excesso de sal produz um excesso de saliva e assim a água é extraída do corpo. Quanto mais sal ingerimos mais água necessitamos.
O sal em excesso pode produzir retenção de água no corpo. Também pode produzir prisão de ventre, hipertensão, distúrbios do coração e rins e úlceras duodenais.
Os sintomas de excesso de sal são: pele escura, endurecimento muscular, ficam visíveis os capilares no branco do olho, dentes cerrados,e dentes inferiores sobressaídos. A medicina ocidental recomenda tomar muitos líquidos para os problemas renais. Este resultado inicialmente pode ser positivo, mas acaba por cansar os rins, é pois muito mais prático comer menos sal. Quando ingerimos muito sal o intestino grosso absorve muita água, provocando uma perda de água
e as fezes tornam-se duras e secas, redondas e castanho-escuro parecendo fezes de coelho. Como consequência ocorre uma prisão de ventre yang e as fezes ficam brilhantes e lustrosas. Para as pessoas que armazenaram no seu corpo muito sal, especialmente sal proveniente de produtos animais, recomenda-se incluir na sua dieta folhas
verdes .Os banhos quentes são especialmente eficazes. Se o banho causar fadiga em vez de eliminála
é porque a pessoa necessita de mais sal. Se ingerirmos sal sem consumir produtos animais este é menos perigoso. As pessoas que ingeriram muita carne deveriam controlar o uso de sal, até o excesso de sal ser eliminado do corpo.
Existe uma conexão entre “sal” e “solar”. Têm a mesma raiz comum.
Existe uma ligação entre o sol e o sal. Todos os fluidos corporais contêm sal. Os cereais e vegetais têm pouco sal. A carne tem muito sódio e sais minerais, mas este sal não é adequado para nós. O sal do mar é o melhor. No Oriente utilizam-se os seguintes alimentos para ajudar na assimilação do sal:
Tamari - 18% sal
Missô - 13% de sal
Sopa de missô - 9% de sal
Pickles velhos - 20% de sal
Pickles novos - 3% de sal
Umeboshi - 20% de sal
Combinado tamari, gengibre e umeboshi e chá de três anos teremos uma bebida que fortalece o coração. O gengibre tem uma boa qualidade yin que combinado com o tamari, umeboshi e chá de três anos,ajuda a promover uma boa circulação sanguínea. O sal não entra nas células sozinho, pois precisa de óleo, somente aquando o sal e o
óleo se combinam, yang e yin, o yin do óleo fortalece o yang do sal. Razão pela qual o shoyu ou o tamari é muito bom, o óleo dos feijões de soja combina-se com o sal. O shoyu é uma preparação à base de soja fermentada, sal, koji e trigo. O tamari não tem trigo e demora mais tempo a fermentar, é mais yang.
Resumindo, a melhor maneira de ingerir sal é através do shoyu ou tamari e não o eliminar totalmente da nossa dieta.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bases alimentares da terapia global - Tomio Kikuchi


Bases alimentares da terapia global


Estas recomendações são o padrão básico da dieta normal que pode ser adaptado em quan­tidade e variedade, segundo as necessidades de cada pessoa, variando-se de acordo com o sexo, a idade, o tipo de constituição física e mental, o clima, o meio ambiente, as condi­ções actuais da pessoa, etc…
Qual o significado de uma alimentação ade­quada? Uma alimentação adequada deve possuir as seguintes qualidades:

Principalidade e

Complementariedade


Há milhares de anos que todas as culturas humanas mantém, em sua pauta de hábitos, um tipo de alimento como alimento principal e outros alimentos como pratos complemen­tares. Isso foi até menos de um século atrás, quando ocorreu um grande movimento de industrializa­ção e mercantilização dos ali­mentos, na socie­dade humana. O alimento principal dessas culturas sempre era um cereal, pelo menos nas civilizações de certa relevância. Os pratos com­plementares ou secundários eram geralmente compostos de uma variedade de vegetais. A ideia e o hábito do uso de um alimento principal é coisa totalmente perdida entre os civilizados da actualidade.

Integralidade


A responsabilidade pelos alimentos passou, nos últimos cem anos, das mãos da mulher da casa, mãe ou esposa, para as mãos do dono do supermercado ou da indústria de alimentos. Essa transferência, que obedeceu ao processo de mercantilização geral dos alimentos, transformou as substâncias ali­mentares do homem em mercadorias cuja convivência ficou determinada pela facili­dade em transportar, armazenar e comercia­lizar. Dessa maneira, os alimentos em geral foram refinados, alterados e falsificados até um ponto extremo, mudando completamente a sua composição e o efeito que tem sobre o organismo vivo. Uma alimentação adequada deve considerar a maneira como nossa mãe, a Natureza, nos apresenta seus produtos. Devemos absorver os alimentos com a cons­ciência de preservar suas partes nutritivas, desenvolvendo uma culinária que respeite a ordem original dos alimentos.
Por isso mesmo, devemos limpar a cenoura sem retirar a sua casca nutritiva. Devemos consumir os grãos de cereal sem extrair-lhes a película e o germe alimentícios, etc.
A partir dessa atitude podemos, certamente, evitar alimentos altamente industrializados e, ainda, os alimentos processados e comer­cializados pelo moderníssimo negócio dos alimentos "naturais" que, inevitavelmente acaba obedecendo às mesmas "necessidades" de qualquer outra indústria: criar consumi­dores dependentes.

Equilíbrio

Tanto os animais irracionais como o homem respeitam as necessidades orgânicas de pro­mover um equilíbrio entre os componentes da sua ali­mentação. Nós o fazemos esponta­neamente, por exemplo, contrabalanceando um excesso na ingestão de sal, através de um aumento no con­sumo de água, para compen­sar. Justamente, o sal e a água são elementos que estão em permanente equilíbrio dentro do nosso organismo. Se por um ou outro motivo tentamos escapar dessa ten­dência equilibrante/desequilibrada entre sal e água, adoeceremos.
Da mesma maneira, quando uma pessoa ingere uma quantidade excessiva de carne, logo em seguida desejará comer alguma coisa mais relaxante e refrescante, como as frutas, saladas ou líquidos gelados.
É impossível e fantasioso manter-se absolu­tamente equilibrado o tempo todo, sem dese­quilibrar em nada. O que é importante é a maneira mais controlada ou descontrolada em que vivenciamos o nosso desequilíbrio.
Basicamente, para o homem o equilí­brio/desequilíbrio na alimentação se faz atra­vés dos alimentos que produzem energia e os que produzem relaxamento. Em outras pala­vras, ali­mentos positivos e negativos ou ali­mentos yin e Yang que, numa corrente alter­nada e Simultânea, faz funcionar nossos aspectos antagónicos (como trabalho físico e mental) numa Simultaneidade indivisível.
É claro que os Critérios de equilíbrio e dese­qui­líbrio são fundamentais para que os pro­cessos fisiológicos e psicológicos funcionem normal­mente. Por exemplo, o ideal não é ten­tar incons­cientemente que o corpo se satis­faça com um equilíbrio de extremos, sem a alimentação neutra como principal. Espe­cialmente nos casos de fun­cionamento anormal psicofisiológico, é interes­sante que o equilíbrio tenda a ocorrer de maneira mais simples e digerível.
Chamamos de alimentos yang aqueles que pro­movem energia e yin aos que promovem o rela­xamento. A alimentação correcta é aquela que acontece entre alimentos que não extremamente Yin nem extremamente yang. O ideal também e que o alimento principal seja o mais neutro pos­sível, ou seja que con­tenha simultaneamente yin e yang, positivos e negativos, que precisamos para trabalhar e descansar, pensar e actuar, ins­pirar e expirar e em outras palavras, realizar ade­quadamente nossa existência dentro dos inúme­ros pares de antagonismos que compõem a nossa vida.
Além dessas três condições básicas (Princi­palidade/Complementariedade e integrali­dade e Equilíbrio), e interessante que a ali­mentação seja enraizada na tradição alimen­tar da civilização humana. Por exemplo, durante milhares de anos, o cereal foi o ali­mento básico para a maior parte das Cultu­ras. No Extremo Oriente consumiu-se o arroz, em quase toda a região da União Sovié­tica, o trigo/sarraceno, na Europa e boa parte da Ásia o trigo, a cevada e a aveia, na Amé­rica o milho, etc.
Passemos, agora, a analisar sinteticamente as recomendações padronizadas, para uma ali­mentação baseada em princípios alimentares condizentes com a existência humana.
Os alimentos principais são aqueles que se inge­rem na proporção superior a 50 por cento da dieta total. Geralmente, se recomenda que a pro­porção entre o principal e o secundário, seja de 60/40 por cento. A proporção de pra­tos principais pode aumentar até 70, 80 ou mais por cento, mas recomendamos que sejam sempre mantidas a principalidade e a complementariedade.
Sugiro a leitura do livro: A arte fundamental da vida de B. Kikuchi, um dos livros mais autoriza­dos da cozinha de Culinária Macro­biótica já publicados, onde se encontrarão todas as reco­mendações bási­cas, bem como receitas para a preparação adequada dos ali­mentos.

Arroz integral cozido


O arroz integral cozido é a base da nossa dieta.
Deve ser utilizado diariamente como ali­mento principal e, da sua forma de prepara­ção, dependerá essencialmente o nosso estado físico e psíquico. Sendo o prato prin­cipal, o arroz deve ser preparado apenas com água e um pouco de sal marinho. Não se lhe deve adicionar quaisquer condimentos, a não ser, depois de pronto, no momento de servir, podemos acrescentar uma colher de café de gersal ou ameixa umeboshi amassada com umas gotas de shoyu ou furikake (condi­mento salgado em pó, feito com vegetais picados, refogados e tostados). A adição de condimento na mesa deve ser feita ocasio­nalmente e com moderação e não tentanto alterar o gosto relativamente neutro e adoci­cado do arroz integral. No livro arte fundamental da vida, serão encon­tradas diversas receitas precisas sobre como preparar o arroz diário, bem como a prepara­ção de arroz para ocasiões especiais.
As pessoas que padecem de problemas hepá­ticos devem abster-se de ingerir gersal pelo conteúdo de óleo proveniente da semente de gergelim. Aqueles que estiverem com sinto­mas de afecção renal também devem abster-se do gersal ou usá-lo apenas raramente para evitar os efeitos negativos do sal sobre os rins, neste caso, excepto em alguns casos de constipação.

Arroz integral cozido com feijão azuki


Apesar de que esta preparação é considerada como alimento principal, não deve ser con­sumida diariamente e as pessoas portadoras de quaisquer problemas intestinais devem evitar o seu uso.
O feijão azuki é um tipo de feijão mais posi­tivo (yang) e não tem o efeito negativo sobre o apa­rato digestivo que a maior parte dos outros fei­jões. Inclusive, o feijão azuki é um excelente diurético que estimula e favorece a regeneração de uma condição renal precária. De qualquer forma, o feijão azuki não deve ser consumido mais do que 3 ou 4 vezes ao mês, para a pessoa que vive na cidade com uma tendência mais para a vida sedentária. Se os feijões são consumidos em quantidade excessiva, o seu efeito é prejudi­cial, sejam eles do tipo azuki ou não. A tendência da Macrobiótica charlatã que prolifera no mundo é de se recomendar o consumo de feijão e outras leguminosas diariamente para que haja "um bom aproveitamento de proteí­nas". Isso é incorrecto pois o homem, como muitos outros animais principalmente vege­tarianos, podem perfeita­mente obter as pro­teínas necessárias a partir dos vegetais ricos em hidratos de carbono, sais minerais e clo­rofila. Vejam o exemplo do cavalo que, mesmo sendo um tremendo animal, pode se alimentar apenas de pasto verde e palha.
Especialmente as pessoas que têm uma certa tendência à debilitação digestiva, com pro­blemas de gases, diarreia ou intestinos soltos, bem como aqueles com tendência às hemor­róidas, devem limitar ou anular o seu con­sumo de feijão azuki ou quaisquer outras leguminosas até que a situação digestiva se normalize.
É preciso tomar um pouco de cuidado, pois actualmente existe um tipo de feijão cha­mado de "azuki" que é de fácil cultivo e rápida comercialização mas cujo efeito na dieta é bem diferente do feijão azuki verda­deiro. O feijão azuki autêntico é um grão quase redondo, de pele brilhante, da cor ver­melho bordô, com uma pintinha branca num dos lados. Não tem a forma mais alongada do falso "azuki".

Creme de farinha de arroz integral tostado ou farinha de sarraceno

 

Esta preparação utiliza a farinha de arroz cujos grãos foram previamente tostados e depois passados por um moinho de cereais. A farinha de sarraceno não deve ser feita com grãos previamente tostados pois este grão já é um cereal yang e tostá-lo o tornaria exces­sivamente yanguizado para a pessoa normal. O mingau de arroz pode ser preparado lavando os grãos e tostando-os numa frigi­deira na noite anterior, deixando-os descan­sar até a manhã seguinte para então moê-los e, com essa farinha, preparar o mingau. A farinha de arroz moída há vários dias possui um grau de oxidação das partículas que podem alterar completamente a qualidade da preparação. No caso de ter-se em casa farinha moída já há certo tempo, recomenda-se tostá-la levemente numa frigideira antes de adicioná-la à água para o mingau.
Com a farinha de arroz, seja ela comprada ou feita em casa, o cozimento do mingau deve ser feito com cuidado, com 30 a 60 minutos de cocção para as pessoas normais. Para doentes, o cozimento do mingau de farinha de arroz, deve ser de 3 horas no mínimo.
A farinha de sarraceno não requer tanto tempo para cozinhar-se, mas não deve ser consumida por doentes yang nem por pessoas com problemas de ulceração de qualquer tipo, hemorragia, feridas, pressão alta, hemorróidas, inflamação, etc., especialmente na época de calor ou no frio, para as pessoas friorentas.

Creme de kuzu, creme de milho ou polenta de sarraceno cozido


O creme de araruta é especialmente indicado nos casos em que haja distúrbios digestivos nos quais se apresente uma tendência aos intestinos soltos ou diarreia. No caso de diarreia ou recuperação de quaisquer distúrbios do apare lho digestivo, o creme de kuzu deve ser consumido com o acréscimo de um pouco de carvão pulverizado de ameixa umeboshi, no fim do cozimento, antes de apagar o fogo.
A preparação do creme de araruta é simples: dissolve-se 1 ou 2 colheres (sopa) de farinha de kuzu em 1 a 2 copos de água fria, mistura-se bem e leva-se ao fogo fraco, sempre mexendo, até que o creme fique transparente, fervendo de dez a quinze minutos. Para casos de intestino solto ou diarreia, pode-se adicionar de 1 a 2 ameixas umeboshi (carbonizadas e pulverizadas, nos casos mais graves) que podem ser cozidas junto com o creme. No final do cozimento, adiciona-se normalmente um pouco de molho de soja, misturando bem antes de apagar o fogo.
Hoje em dia é preciso tomar cuidado ao comprar o kuzu, a maior parte da "kuzu" comercializado vem adulterada com farinha de fécula de mandioca ou batata, que são muito yin, produzindo um efeito contrário ao desejado.
A polenta de milho são pratos bastante yin, recomendado somente para pessoas yang. Especialmente inadequado para pessoas com distúrbios circulatórios ou cardíacos, bem como qualquer tipo de problema yin (enfraquecimento, etc.). Em todo caso, o milho, seja em grão ou farinha, deve ser consumido apenas após longo cozimento e seu uso não deve ser diário, ainda que por pessoas não doentes.
O trigo sarraceno cozido é um excelente prato para o inverno. Um cereal yang que deve ser evitado durante a época de calor.

Pão de farinha de trigo integral e pão de frigideira, tipo chapati, sem fermento


As farinhas em geral, inclusive as de arroz, trigo serraceno e trigo integral, não devem ser consumidas diariamente por pessoas com algum tipo de afecção. O ideal é consumir os grãos inteiros, cozidos. Os grãos de trigo, porém, são bastante difíceis de mastigar e relativamente indigestos e é por isso que a maior parte dos povos do mundo usa o trigo em forma de farinha.
As pessoas com acumulação de muco, gordura, água ou catarro, bem como, aqueles com afecções digestivas ou com problemas inflamatórios, não devem consumir pão. Mesmo as pessoas em estado aparentemente "saudável" não devem exceder-se no seu consumo. Os doentes em geral podem consumir apenas o pão de frigideira, desde que não tenham dificuldades digestivas e com moderação.
Ocasionalmente a massa de pão de frigideira pode conter sobras de verduras e legumes cozidos.
É preciso lembrar-se sempre da necessidade e importância da boa mastigação, especialmente ao consumir pão.
Para o seitan as mesmas recomendações das farinhas.

Biscoitos de cereais integrais e pipoca de arroz integral


Para os biscoitos de cereais integrais, as restrições e recomendações são similares às do pão de frigideira.
É claro que existe um sem número de formas de preparação dos biscoitos com muitas receitas. No entanto, não se deve cair no vício de "beliscar" um bocado fora do horário normal refeição.
A pipoca de arroz pode ser preparada deixando-se os grãos de arroz integral de molho durante um ou dois dias (trocando a água, se necessário) e depois tostá-lo até arrebentarem, numa frigideira, ao fogo médio ou forte, sempre mexendo, para não queimar. Esta forma de consumir o arroz é bastante yang e pode provocar sede, sendo porém muito prática para viagens. Basta mastigar muito bem.

Macarrão de farinha de trigo integral ou sarraceno feito em casa


O macarrão feito em casa pode ser um prato muito adequado, com possibilidades inúmeras de preparação diferentes. Lembrando sempre da importância da boa mastigação, o macarrão pode ser consumido com as mesmas recomendações que para as farinhas em geral e o macarrão feito com farinha de trigo-sarraceno.
É preciso ressaltar que no comércio há dezenas marcas de "macarrão integral" ou "natural" adulterados com farinhas diferentes das de trigo integral ou sarraceno.
Não se recomenda o seu uso.

Os alimentos secundários


Os alimentos complementares nunca devem exceder a 40% da comida total. A maneira de preparação destes vai determinar uma boa parte da recuperação ou não de uma pessoa doente e, até, a estabilidade física ou psíquica de uma família.
A maioria dos homens que não obtém resultados imediatos com a adopção de uma dieta alimentar mais coerente, devem procurar a causa de tal demora na ausência de uma preparação adequada do alimento principal e dos pratos secundários. Não há outro factor em que se pode encontrar a causa fundamental do fracasso de um indivíduo ou de uma família, senão na atitude ou habilidade da pessoa que prepara os alimentos.
Às vezes muitas pessoas se queixam de não obter o resultado desejado na recuperação. Nesses casos, quase invariavelmente se trata de um marido cuja esposa, apesar de lhe preparar os alimentos de uma maneira aparentemente adequada, apenas os serve ao marido, dedicando-se, ela mesma, ao consumo de alimentos industrializados prejudiciais. A mulher que não acompanha o marido ou os filhos numa alimentação mais adequada, faria mais bem a estes se os abandonasse de uma vez! Esse alimento, apenas servido, sem ser consumido por quem o prepara, poderia ser chamado de "comida de brinquedo" pois a pessoa que prepara tal tipo de comida não sabe que tipo de efeito está provocando a alimentação. Não é possível uma pessoa preparar um tipo de alimento adequadamente e ela somente consumir outro sistema de alimentação. A esposa que toma esse tipo de atitude desleal ainda não está casada e, caso persista, somente prejudicará ao marido. Seria melhor se o próprio esposo preparasse os alimentos, do que aceitar esse tipo de comida "de brinquedo".
Existem diversos casos de piora nas condições físicas e psíquicas de homens cujas esposas não os acompanham num regime mais sensato. De fato, qualquer pessoa doente não deve permitir-se ser alimentado por uma pessoa que não come a comida que prepara. Seria melhor ele mesmo desenvolver seus dotes culinários e preparar seu próprio alimento, o que, alias, pode tornar-se uma divertida tarefa.

Ameixa japonesa salgada (umeboshi)


As umeboshi são um tipo de ameixa com uma trabalhosa preparação em sal e sol, durante longo tempo. São bastante yang e têm o efeito de alcalinizar o sangue, e eliminar os excessos de ácido oxalacético do organismo, graças ao seu conteúdo de ácido cítrico alcalino. Em quase todos os casos de doença yin, as ameixas umeboshi são recomendadas desde que não levem ao doente a um consumo excessivo de líquidos.
Neste último caso, o seu consumo deve ser regulado, ou a sede suportada.
Esta ameixa pode ser consumida (amassada, com umas gotas de molho de soja) sobre o arroz desde 2 ou 3 vezes por mês, até várias por dia, nos casos muito extremos de yinização, ou deterioração da qualidade sanguínea, quando, por exemplo, se formam feridas espontâneas. Claro que será prejudicial ingerir umeboshi e depois compensar a yanguinização consequente com um excesso de líquidos ou alimentos yin.
Por isso seu consumo deve ser restrito ao mínimo necessário.
Frequentemente se recomenda manter o caroço da umeboshi na boca, durante várias horas, para aumentar a secreção salivar que tem efeitos surpreendentemente benéficos sobre todo o organismo e, em especial, sobre o aparelho digestivo.

Gersal (Gomásio)


O gersal é um condimento preparado com sementes cuidadosamente tostadas e moídas de gergelim preto ou branco (uma semente oleaginosa), junto com sal marinho tostado e finamente moído. A proporção de gergelim/sal geralmente recomendada é de 9/1.
Este condimento deve ser consumido em quantidades mínimas e somente se a pessoa tem certa aceitação do óleo contido nas sementes de gergelim. No caso de doentes com problemas hepáticos se recomenda não consumir gersal ou, se não, fazê-lo de maneira eventual. Em todo caso, é muito comum que a pessoa yin queira usar uma quantidade excessiva de gersal o que provocará muita sede e promovendo uma yinização maior ainda. Não se deve ocultar o subtil sabor do arroz integral com o condimento de mesa.
A preparação do gersal deve ser muito cuidadosa, desde tostar as sementes de gergelim ao ponto exacto (sem queimá-las), até moer tudo, misturando completamente o sal com o gergelim moído. Idealmente, cada pequena partícula de sal deve ficar recoberta de uma camada de óleo, o que provocará menos sede.
O gersal também é um alcalinizante da corrente sanguínea e não deve ser usado por pessoas com pressão alta ou com restrições ao uso do sal.

 

Verduras e legumes com molho de soja (shoyu) ou massa de soja (misso)


Raízes, legumes e verduras cozidas: bardana, cenoura, daikon (nabo branco comprido), rabanete, raiz de lótus, nabo, abóbora hokkaido ou cabacinha, couve chinesa, nirá (cebolinha chinesa), agrião, cebola, alho francês, couve-flor, inhame, bróculos, cebola, aipo, pepino, feijão verde, alface.
Estes são os alimentos que são mais consumidos dentre os alimentos complementares. Uma pessoa doente deveria simplesmente escolher os alimentos, desta categoria, mais adequados para seu uso (se a pessoa está numa condição muito yin ele deveria escolher apenas as verduras e legumes mais yang, por exemplo, bardana, raiz de lótus, cenoura, daikon, nabo branco seco, agrião, cebolinha, etc).
A variação na preparação e no consumo destes alimentos pode ser infinita, se existir uma pessoa dedicada à cozinha.
Na preparação destes alimentos não se utiliza azeite nem outros condimentos que não sejam o molho de soja ou massa de soja.
Para saber que vegetais são mais yin e quais são yang, diremos que o cereal é o mais neutro, que as raízes tendem a ser mais yang (dominadas pela força centrípeta em relação à Terra e que as folhas tendem a ser mais yin (dominadas pela força centrífuga). Porém, na prática, a única forma de saber é provando com um e outro tipo, até reconhecer o seu respectivo efeito físico e mental ao nosso organismo.

Sopa de verduras temperada com molho soja ou misso


O consumo de líquidos em geral deve ser restrito ao mínimo possível necessário e isto se aplica às sopas também. Em geral vemos muitas pessoas chamadas macrobióticas que ingerem sopa diariamente, duas ou três vezes ao dia! Isso não está correcto.
As pessoas com problemas de causa Yin não devem consumir sopas e aqueles que têm algum tipo de afecção renal tampouco devem fazê-lo até que a sua condição se restabeleça e ainda assim manter restrito o seu consumo ao mínimo indispensável.

Verduras refogadas ou fritas


 As verduras fritas ou refogadas devem ser consumidas apenas pelas pessoas que não estão queixando-se de alguma afecção, especialmente no aparelho digestivo e principalmente no sistema hepático. No caso de pessoas com afecções menos graves é admissível o consumo de verduras refogadas, com um mínimo de óleo de gergelim prensado a frio ou outro óleo de boa qualidade. O consumo de verduras fritas é restrito àqueles que não apresentam sintomas de má digestão, problemas de pele, dores nas juntas, etc., e mesmo assim, apenas ocasionalmente e em proporções moderadas.

Alga grossa cozida com molho de soja


As algas são uma excelente fonte de sais minerais e devem ser consumidas numa dieta adequada. No entanto, alguns fanáticos macrobióticos se dedicam a consumir algas de qualquer qualidade e em excesso. Isso não está certo. Na dieta anterior dessas pessoas, elas provavelmente nem sequer haviam provado algas marinhas e por isso o aparelho digestivo não está preparado para assimilar os nutrientes contidos nesse alimento. O ideal, portanto, é que se vá introduzindo as algas na dieta, pouco a pouco, consumindo-as com moderação algumas vezes por mês.

 

Alga hijiki ou alga wakame (alface do mar) cozidas com molho de soja


As algas hijiki são um tipo yang de algas, combina-se muito bem com várias preparações de outros vegetais. As wakame são um tipo mais tenro de algas e se desmancham facilmente durante a cocção.

Sopa de feijão azuki com alga grossa ou abóbora hokkaido


Para esta preparação se aplicam as restrições ao consumo de líquidos. Além disso, o uso desta sopa fica restrito às pessoas que não sejam susceptíveis a distúrbios intestinais, especialmente intestinos soltos ou diarreias.

Grão bico ou feijão fradinho cozidos


Estas leguminosas, com efeitos similares ou mais acentuados que o feijão azuki, não devem ser consumidas por pessoas que tenham excessiva soltura de intestinos, gases, acidez estomacal, ou outros distúrbios gastrointestinais. As pessoas diabéticas ou com tendência à diabete não podem comer grão-de-bico.

Peixe assado, cozido ou grelhado


Pargo, linguado, pescada, tainha, perca, bacalhau, camarão, lagosta, carapau, lula, dourada, carpa, etc.)
Dentre as formas de consumir produtos de origem animal, o peixe é a que menos restrições apresenta. Uma chave para a dieta macrobiótica é: "Do Yin, comer o Yang e do Yang, comer o Yin". Isso significa que se temos vegetais (yin) devemos consumi-los de uma maneira yang: cozidos, com sal e sempre escolhendo os vegetais mais yang. Mas se vamos consumir um produto de origem animal, devemos optar pelos animais mais yin como o peixe ou as aves. Se usamos carne de mamíferos como alimento, escaparemos facilmente da ordem do equilíbrio biológico e fisiológico.
Mesmo dentre os peixes, recomendamos que se opte por aqueles que são mais yin. A carpa é um peixe que é bastante mais yin (menos yang) do que outros. O linguado, a pescada, e outros peixes de carne branca e com escamas, também são menos yang. Os peixes sem escamas e com carne vermelha pedirão ao organismo um maior esforço de equilíbrio. Em casos de inflamação, evite-se o uso de peixes.
Recomenda-se que a quantidade de peixe consumido não ultrapasse uns 15 por cento do total da refeição. Recomenda-se também que o peixe seja preparado com produtos vegetais variados e que seja condimentado com gengibre fresco ou nabo branco comprido fresco ralado. Estes dois últimos promovem uma maior facilidade em neutralizar e digerir o alimento de origem animal.

Coalho de soja (tofu), tempeh,  fresco ou cozido com molho de soja


O tofu  e o tempeh, deve ser consumido com moderação, especialmente por aquelas pessoas afectadas por algum problema de causa yin. Não se deve usar abundantemente ainda que tudo pareça estar normal com o organismo. Especialmente com perturbações digestivas devem se moderar ou evitar mesmo o uso de tofu. As pessoas com enfraquecimento cardíaco não devem consumir tofu.

Frango ou galinha assada, cozida ou grelhada; omolete de ovo galado

 

O mesmo comentário a respeito do consumo de peixe ao uso de aves e ovos e com ênfase ainda no facto de as aves e os ovos serem alimentos mais yang do que o peixe.
É necessário ressaltar que o consumo de ovos é adquirido principalmente pelas espécies animais de sangue frio, como o lagarto e a serpente. O ser humano, que já possui certa temperatura corpórea não os deveria consumir. Além disso, as aves e ovos comercializados actualmente são absolutamente envenenados com antibióticos e outros elementos nocivos que são adicionados em grande quantidade à ração das aves para efeito de engorde, incremento na postura de ovos, e "protecção" contra doenças.
A mulher que come ovos perde sua função reprodutora.

Saladas e conservas de verduras


As saladas estão restritas às pessoas que tenham uma constituição yang e ainda assim consumidas apenas durante a época de calor.
Em relação às conservas salgadas cabe ressaltar que são um alimento muito prático e adequado sempre que consumidas com moderação, pois abusar delas produz sede. As conservas de verduras promovem o restabelecimento da flora intestinal vital. As pessoas que sejam portadoras de úlcera duodenal ou afecções renais devem limitar o seu consumo de conservas salgadas.

Frutas (maça cozida ou assada, melancia, morango de quintal, cereja, etc.), a mínima quantidade possível


As frutas devem ser consumidas ocasionalmente e apenas na primavera ou verão. Em geral, a única fruta recomendada é a maçã cozida ou assada, com uma pitada de sal marinho.
É interessante notar que até poucos anos atrás não existiam frutas na quantidade e variedade exageradas que se encontram à venda hoje. Realmente, quando chega a estação de frutas, em pouco tempo elas se esgotam, caindo da árvore ou sendo comida pelos passarinhos, inevitavelmente. Foi o rendoso comércio de artigos de alimentação que proporcionou a possibilidade de ingerir frutas o ano inteiro.
É também interessante verificar que a função bioecológica da polpa da fruta é a de apodrecer, criando um ambiente rico em matéria orgânica, humidade e vida bacteriana para que a semente suporte os raios do sol e brote eficientemente. Esse (apodrecer) é a função da polpa da fruta. Quando a comemos, acontece o mesmo processo, só que dentro do nosso organismo. Por isso é que quem utiliza sempre frutas possui uma forte tendência para infecções e outros problemas mais graves ainda. Deve-se usar a menor quantidade possível de frutas e ter cuidados para que as frutas não entrem dentro da dieta de uma pessoa doente. As mulheres que tem tendência ao sangramento no aparelho reprodutor devem evitar as frutas, por completo.
Quando comemos fruta (yin), faz-se necessá­rio a busca do equilíbrio, o que é pratica­mente impossível com o arroz integral. O trigo-sarraceno é um pouco mais yang. Entre­tanto, para equilibrar uma grande quantidade de potássio (fruta) seria preciso uma quanti­dade de trigo-sarraceno muito superior à que temos capacidade de absorver. Os produtos animais e o sal são os produtos aos quais poderíamos recorrer. Os produtos animais tem um carácter neutralizante em relação ao yin (fruta), devido ao grande teor de sódio que são constituídos. Contudo esse sistema não representa nenhuma vantagem, porque um grande índice de toxinas irá sobrecarre­gar o organismo no processo de eliminação, a carne produz a cadaverina, que segundo alguns estudos científicos é como se sabe a toxina responsável pelo envelhecimento pre­coce. A segunda solução é o sal. O cloreto de sódio é um alimento extremamente yang (cerca de 250 gramas de sal, se ingerida de uma só vez por uma pessoa, poderá matá-la) e por isso provoca uma yanguização muito rápida, violenta, portanto não aconselhável seu uso mais que o necessário, de modo a que não provoque sede.

Bebidas


Chá de arroz integral tostado ou carbonizado


O Chá de arroz tostado é uma das bebidas que podem ser utilizadas diariamente.
Como específico, o chá de arroz integral é recomendado nos casos de febre persistente nas crianças, além de ser um óptimo alcalinizante da corrente sanguínea.
O chá de arroz carbonizado se prepara para os casos de enfraquecimento e hemorragia em pessoas com uma condição extremamente yin com tendência de sangramento vaginal/uterino, hemorragia nasal persistente, etc.

Chá de artemisia


O chá de Artemisia é indicado para problemas de parasitas, pressão alta e icterícia, sendo ainda, eficaz nos casos de cálculos da bexiga, fraqueza estomacal, gases, etc.

O chá de Folhas de Três Anos (Banchá)


O chá de Folhas de Três Anos (Banchá) é um dos chás mais populares na Macrobiótica, sendo digestivo e alcalinizante do sangue. É um chá yang que pode provocar sede nas pessoas yang, durante a época do calor.

O chá de raiz de Lótus


O chá de raiz de Lótus tem sido usado tradicionalmente para todo tipo de problema do aparelho respiratório.
É um chá bastante yang que quando utilizado em forma concentrada também é muito eficaz nos casos de hemorragia em geral, inclusive menorragia, sangramento uterino provocado durante o parto, etc.

O chá de Cevada Perolada


O chá de Cevada Perolada é utilizado como depurativo do sangue e regenerador geral do organismo, sendo por isso, muito eficiente nos casos de doenças degenerativas como o câncer.

O chá de folhas de Abacate


O chá de folhas de Abacate , sendo utilizado nos casos de intestino solto ou diarreia. É também muito útil para provocar a menstruação nos casos de atraso.

O chá de Dente-de-Leão


O Dente-de-Leão é considerado o "Rei das Plantas Medicinais", sendo um dos mais poderosos depurativos do sangue intoxicado por anos de consumo de alimentos inadequados. É muito útil nas afecções do aparelho urinário, bem como nas afecções hepáticas.

Chá de folhas de goiaba, carqueja


O chá de folhas de Goiaba é utilizado para combater soltura excessiva dos intestinos como nas diarreias. Este chá, com a adição de duas a três colheres (café) de sal para cada copo, pode ser utilizado externamente, em gargarejos, nas afecções da garganta.
O chá de Carqueja além de ser uma excelente bebida digestiva, constitui-se numa das mais conhecidas preparações para problemas de origem hepática. Eficiente também nas afecções estomacais, é considerado também como tónico geral do organismo.

O chá  Boldo


O chá  Boldo é um tónico orgânico muito eficaz nas afecções hepáticas, inclusive hepatite. Também eficiente nos casos de dificuldades gástricas, este chá é comummente utilizado nos casos de insónia.

Chá de Camomila


O chá de Camomila é conhecido no mundo todo como eficiente remédio para as disfunções estomacais, como nos casos de dispepsia, cólicas, gastralgia, indigestão e falta de apetite. Ainda, é utilizado como febrífugo e vermífugo, nas crianças.

Chá de folhas de três anos com molho de soja


Esta preparação serve para contrabalancear uma condição de enfraquecimento geral do organismo, bem como nos casos em que o coração se encontra dilatado e quando há acidificação sanguínea, dor de cabeça, tontura, e também quando se formam feridas espontâneas (casos de extrema acidificação e intoxicação).
É preciso ressaltar que tanto a ameixa salgada como molho de soja, podem provocar sede excessiva e, portanto, não são recomendados às pessoas portadoras de problemas renais e hipertensão, pelo alto teor salino.

Observações

Deve-se mastigar separadamente os alimentos secundarios e principais
O recomendável é que se tomem três ou quatro bocados de arroz e depois um bocado do prato secundário mais yang. Então, outros três ou quatro bocados de arroz e um bocado de alimento secundário menos yang do que o primeiro e, assim progressivamente, alternando entre principal e secundário, de yang para yin sempre mantendo o alimento neutro, arroz), como eixo da refeição.

Não se usa alimentos ou bebidas geladas.

Deve-se mastigar e ensalivar muito bem, no
 mínimo, 80 vezes

Se a pessoa está em uma condição de doença mais grave e mais enfraquecida, deve mastigar ainda mais até 150 vezes.
A quantidade (volume) ideal de alimento, cada bocado é de aproximadamente 8 a 9 gramas de arroz integral cozido, para as pessoas adultas o que equivale mais ou menos a 130 a 150 grãos. A qualidade ideal da mastigação é de 120 a 160 movimentos por minuto. Esse é o padrão.
A decisão de mastigar adequadamente é a última e mais importante atitude física que se pode tomar em relação ao alimento, antes que este entre para os processos involuntários da digestão.

O consumo de líquidos deve apenas satisfazer a sede


Não se deve consumir líquidos apenas por hábito, ou sem necessidade. Justamente, o controle da quantidade de líquidos ingerida é responsável por grande parte da eficácia da terapêutica alimentar da Macrobiótica e a chave da vida. Quando se sente sede excessivamente, não se deve solucionar essa situação através do consumo excessivo de líquidos e sim analisar quais foram os factores que provocaram essa sede. Especialmente, o controle do consumo de sal permite o controle no consumo de líquidos. No controle da ingestão de sal e líquidos está a chave do auto-controle individual.

Deve-se limitar os banhos apenas ao necessário

Quando uma pessoa adopta a dieta recomendada acima, diminui notavelmente a eliminação por via da pele, que se mantém mais limpa. É óbvio que as pessoas que trabalham intensamente em actividades físicas e que por isso transpiram mais tem uma maior necessidade de banhos. Uma recomendação muito adequada, especialmente para aquelas pessoas que são acometidas de problemas circulatórios e fraqueza é de se fazer, diariamente, um vigoroso esfregamento sobre toda a pele do corpo com uma toalha húmida até que a pele fique inteira avermelhada. As pessoas resfriadas ou gripadas devem limitar os banhos ao máximo.

Ginástica rítmica global  (ritmopratica) diariamente


Essa recomendação é da maior importância e nem tolas as pessoas são conscientes disso. A Vida é movimento e quem se movimenta menos, está menos vivo. As pessoas que não querem praticar exercício físico não têm motivo para praticar a dieta macrobiótica. Vida é Movimento espirálico. Sem combustão não há assimilação.

Deve-se alimentar a mente também


Um grande número de pessoas acredita que apenas enchendo a barriga pode continuar vivendo adequadamente. Isso é incorrecto. Diversas pessoas fracassam na prática da Macrobiótica por falta de conhecimento adequado das Causas da Vida; conhecimento esse que pode ser obtido por meio da leitura dos diversos livros à disposição. Muitos dizem ter lido tais e tais livros, mas, na realidade, apenas "viram" as páginas, sem um aproveitamento teórico e prático da leitura.

Os tratamentos externos


Nenhum tipo de tratamento externo pode funcionar sem a atenção principal à dieta alimentar. Os tratamentos são na realidade, um complemento das recomendações alimentares.
Também é necessário assinalar que os tratamentos abaixo recomendados são de duração relativamente longa e devem ser aplicados repetida e persistentemente, com confiança na capacidade de auto-regeneração do organismo.

Compressa de sal quente


Para a desidratação infantil, diarreia e doenças originadas pela dilatação renal:

-800 a 1500 grs. de sal marinho
-Pano de algodão (60 x 60cm, aproximadamente)

Esquentar bem o sal numa panela grande. Despejá-lo sobre o pano e amarrar bem as quatro pontas, de maneira que o conteúdo fique adequadamente solto dentro do pano. Envolver este pacote em uma ou várias toalhas grossas e aplicá-lo o mais quente possível, sobre a região abdominal inferior doente, cobrindo-o em seguida com um cobertor. É preciso cuidar para não queimar a pele da pessoa, colocando frequentemente a mão entre o pacote de sal e a pele, aguardando que sal emita plenamente o seu calor. Em caso de temperatura excessiva, envolver o pacote em mais toalhas.
Manter o pacote sobre o ventre até que a temperatura do sal comece a baixar. Esquentar novamente o sal (ou providenciar o aquecimento de uma outra porção, enquanto se faz aplicação da primeira) e tornar a aplicar na mesma região para não deixar esfriar o abdómen.
Após trinta a cinquenta minutos desta aplicação, enrolar rapidamente o abdómen do doente com uma faixa abdominal levemente apertada, cobrindo bem a pessoa para preservar por mais tempo o efeito da aplicação.
Como substitutos do sal marinho, podem ser utilizados sal refinado, areia ou tijolos secos e limpos. No case de utilizar tijolos, esquentá-los directamente sobre a chama do fogão durante dez a quinze minutos de cada lado e, após alguns instantes, enrolá-los com jornal e depois com uma toalha velha. Também podem ser utilizados tijolos inteiros.

Bolsa de água quente ou fria


A bolsa de água quente tem a função de manter, de maneira bastante prática, a temperatura de uma pessoa doente e enfraquecida. Por exemplo, logo depois do parto, uma mulher sem condições adequadas pode sentir frio e, nesse caso se recomenda a bolsa de água quente. No entanto, é preciso lembrar que a condição indispensável para desenvolver a resistência ao frio é justamente enfrentar o frio.
A bolsa de água fria tem a função de abaixar a temperatura excessiva no caso de febre intensa ou de inflamação.
No entanto, existem outros métodos mais adequados para fazer abaixar a temperatura como a utilização de folhas frescas de verdura aplicadas directamente sobre a zona febril.
Nunca se deve aplicar bolsa com água gelada.

Compressa de gengibre


Alivia quase qualquer tipo de dor como nevralgias, dores abdominais de toda ordem, cólicas, dores que antecedem a menstruação, contusões, nefrite, cálculos renais, qualquer tipo de dor de estômago, apendicite, peritonite e ainda dores intensas causadas por câncer em estado adiantado, bem como muitas outras. Activa a circulação do sangue.
É proibido o seu uso nos casos em que haja hemorragia.

-150 a 200 gramas (3 a 4 cabeças) de gengibre ralado, com casca.
-3 a 4 litros de água.
Envolver o gengibre ralado no pano pequeno, formando um saquinho e amarrar as quatro extremidades com um barbante. Deve-se usar gengibre maduro fibroso, de casca grossa.
Esquentar a água numa panela e colocar o pacotinho de gengibre na água.
A água não deve chegar a ferver pois, neste caso, diminuirá o efeito da compressa. A temperatura da água deve permanecer bem alta durante o tratamento.
Segurando as pontas da toalha com os dedos indicador e polegar, torça-a bem e coloque sobre a parte afectada cobrindo com um pano ou uma toalha maior (seca) para preservar ao máximo a temperatura. A acção efectiva da compressa acontece enquanto a toalha está bem quente. No entanto, é preciso cuidar para não queimar a pele do paciente. Nos casos em que ocorra irritação ou queimaduras, pode-se passar um pouco de óleo cru de gergelim sobre a região afectada.
Quando a temperatura da primeira toalha começar a baixar, torcer a segunda toalha e aplicá-la sobre a primeira. Logo que a temperatura permitir, inverter a posição das duas toalhas e colocar a superior de volta na panela para esquentar bem.
Repetir esta operação durante aproximadamente 30 minutos. Para manter a temperatura constante da água, se utiliza um fogareiro a gás, a carvão ou eléctrico, próximo da área da aplicação.
Nunca se deve aplicar compressas (yang) sobre o coração, mas sim, emplastro frio, porque o coração que é yang poderá sofrer uma super estimulação.
Por meio da compressa de gengibre desaparece a estagnação sanguínea e o endurecimento ou frouxidão dos vasos sanguíneos, aumentando, na área de aplicação, a capacidade funcional do metabolismo das células e dos tecidos ou órgãos. O uso de remédios sedativos no tratamento mecânico da Medicina Moderna provoca à debilitação e insensibilização dos vasos sanguíneos, o intumescimento da parte doente e, também, a desestruturação da ordem original de funcionamento fisiológico.
Com a prática repetida da compressa se adquire uma crescente destreza na aplicação. A sua utilidade e eficácia não podem sequer ser comparadas a dos remédios farmacêuticos. O seu efeito é de um benefício enorme que se estende à pessoa que está aplicando a compressa, atingindo o pulmão através do contacto com as mãos, promovendo uma purificação do sangue do próprio aplicador.
Caso o tratamento não surta efeito, deve-se corrigir o método, pois aplicação não falha. Quanto maior a prática melhor e mais rapidamente aparece o resultado.

Banho de assento de clorofila

O banho de assento de clorofila se faz com folhas de nabo branco comprido, secas à sombra. Tem um efeito extraordinário actuando na recuperação das afecções dos órgãos genitais, má circulação em geral, catarro intestinal, catarro ou inflamação na bexiga, hemorróidas e diversos tipos de afecção cerebral (especificamente aquelas provocadas por má circulação sanguínea e falta de irrigação de sangue na região craniana). O banho de assento é recomendado às mulheres gestantes e não deve ser utilizado durante o período menstrual nem em casos de hemorragia.
Ferver as folhas secas de nabo branco comprido em 10 a 15 litros de água durante 10 a 20 minutos, até que a água fique amarelada. Nos casos de tendência à fraqueza ou anemia, adicionar 2 colheres (sopa) de sal marinho, durante a fervura.
Despejar aproximadamente 2/3 desta decocção numa tina de madeira, de 30 a 35 cm de profundidade, por 45 a 50 cm de diâmetro, adicionando água fria até alcançar uma temperatura suportável, porém, a mais quente possível.
Sentar-se no centro da tina, cobrindo os ombros com uma toalha e tomando cuidado para que a água não passe do nível do umbigo. As pernas devem ser mantidas fora da tina e nunca submersas na água.
Observações: quando se senta directamente sobre o fundo da tina, absorve-se rapidamente o frio do chão, diminuindo, dessa forma, o efeito do banho. Para evitar isso, aconselha-se colocar uma toalha no fundo da tina, o que funcionará como isolante térmico.
Para que a água se mantenha sempre na temperatura máxima suportável, o 1/3 restante da água fervente deve ser a pouco, despejando-o pela lateral frontal
Para aumentar o efeito do banho, se aconselha, durante o mesmo, fazer movimentos laterais com as coxas.
A duração do banho de assento é de 20 a 30 minutos, depois dos quais deve-se enxugar com uma toalha e, agasalhando-se bem, deitar-se. Quando se sentir cansaço ou fraqueza após o banho, pode-se tomar banchá com uma colher (chá) de molho de soja. Esta preparação também pode ser tornada antes do banho.

  

Emplastro de inhame com gengibre


Contra dores, inflamações, doenças internas febris, etc., o emplastro ou cataplasma de inhame também é muito útil para extrair objectos para fora do corpo, como no caso de espinhos, farpas de madeira, metal ou vidro, etc., sendo muito eficiente nos casos de contusão com ferida. A duração efectiva da cataplasma de inhame é de 4 a 5 horas, aproximadamente. Em casos agudos é necessário fazer nova aplicação a cada 3 ou 4 horas, sempre alternando com a compressa de gengibre. Em alguns casos agudos como feridas, fracturas, queimaduras, etc., não é necessário o uso da compressa de gengibre.
Preparação:

-4 ou 5 inhames brancos de tamanho médio (a quantidade de inhame depende da área a ser tratada). -
-1/2 cabeça de gengibre (10% da quantidade do inhame)
- farinha de trigo branca
-um pedaço de pano de algodão
- uma faixa longa de pano de algodão

Retirar a casca dos inhames, raspando lateralmente o fio da faca e ralá-los crus. Não se deve utilizar inhame com manchas avermelhadas sob a casca, uma vez que esse tipo de inhame provoca irritação na pele.
Descascar e ralar o gengibre.
Adicionar a estes ingredientes à farinha de trigo, pouco a pouco, até obter uma massa uniforme e pastosa, que quase não grude nos dedos. Espalhar directamente sobre o local a ser tratado, com 1,5 cm de espessura. Para que o emplastro não se desloque da parte afectada, esta última deve ser enrolada com a faixa de algodão.
É proibido o uso de plástico para cobrir o emplastro já que esse material gera o sufocamento e isolamento das funções fisiológicas, criando também, um outro factor negativo: a electricidade estática.
O doente pode ser alérgico ao inhame. Basta colocar pouco da massa de inhame ralado sobre o dorso da sua mão, para saber se este produz coceira ou irritação. Nesse caso convém passar óleo de gergelim na área da pele que entrará em contacto com o emplastro.
No caso de tratamento de queimaduras, o emplastro de inhame deve ser feito sem farinha e sem gengibre. O gengibre aumentaria a ardência da queimadura e a farinha, ao se secar ao emplastro, ficaria aderida à ferida. O mesmo é recomendado nos casos de tratamento de feridas abertas.
O emplastro de inhame é de grande efeito no tratamento de doenças internas febris e inflamativas. Nos casos de doenças sem febre e sem inflamação, será necessário esquentar o emplastro, colocando por cima dele, um saquinho, do tamanho do emplastro, de sal marinho bem quente numa panela, ou uma bolsa de água quente. O melhor que há para manter a temperatura bem quente é um konyakku inteiro cozido por bastante tempo, usado no lugar do sal ou da bolsa. Uma, inflamação pode ser yin ou yang. Caso seja yin, será recomendável esquentar, o emplastro para intensificar o efeito.
Nos casos de afecções agudas (com febre superior a 38ºc) convém substituir o emplastro de inhame pelo de tofu, até que abaixe a tempera.
O endurecimento provocado pelo câncer também desaparece através da aplicação deste emplastro, sempre que seja precedido de compressa de gengibre, 3 a 4 vezes por dia, durante 3 a 4 semanas ininterruptas. Um tratamento comprovado por meio de inúmeras experiências. O resultado varia segundo a capacidade de concentração da pessoa que aplica. Quanto mais concentração e prática, melhor o efeito.
Podem aparecer ocasiões em que seja necessário aplicar dois tipos de emplastro simultaneamente. Por exemplo, nos lembramos de uma batida de automóvel contra um caminhão de garrafas, no qual a vítima recebeu uma forte pancada na cabeça que ocasionou uma hemorragia cerebral. Ao mesmo tempo, uma infinidade de farpas de vidro de garrafa se incrustaram profundamente na pele do peito e do rosto. Aplicamos imediatamente o emplastro de tofu para fazer cessar a hemorragia e, simultaneamente, o de inhame, no rosto. As farpas de vidro foram logo expulsas, sem sequer deixar marcas.
É sempre necessário praticar. Doentes não faltam mundo actual.
Uma das razões pelas quais a aplicação de inhame pode não apresentar o resultado desejado, é a quantidade de massa utilizada, que muitas vezes é insuficiente. Quando isso acontece, o tratamento não tem efeito e perde-se erroneamente o interesse por ele.
A falta de inhame, este pode ser substituído por batata comum. Nesses casos é recomendável adicionar 50% de folhas verdes maceradas que contém clorofila. No entanto, essa aplicação não será tão eficaz como o inhame.
O nosso organismo funciona perfeitamente e a sua tendência é sempre a de voltar à normalidade. A função dos tratamentos aqui recomendados é de permitir ou facilitar as medidas que o próprio organismo precisa tomar para restabelecer as suas condições normais de funcionamento. Existem até mesmo inúmeros casos de cirurgia caseira por meio de emplastro de inhame, ocasiões essas em que se favoreceu a eliminação de quistos e tumores (e até mesmo objectos como gase e algodão, esquecidos por cirurgiões), de dentro de pacientes, de maneira progressiva, indolor, sem riscos e a baixo custo.
O efeito do emplastro de inhame é realmente fabuloso!
De fato, ao aplicar-se o tratamento da Autocuraterapia persistentemente, com certa prática e conhecimento, o organismo sempre reage adequadamente.

Emplastro de tofu (coalho de soja)


O emplastro de tofu é muito eficiente em casos graves e agudos de hemorragia cerebral ou derrame cerebral (apoplexia), meningite, meningite cérebro-medular e contusão ou hemorragia cerebral provocada por batidas fortes. Usado também nos casos de queimaduras da pele como aplicação no local e como segunda opção (se não se puder aplicar o emplastro de carpa ou outro peixe similar) no tratamento de pneumonia aguda. O emplastro de tofu também é recomendado para neutralizar a taquicardia intensa e as dores no peito, aplicando-se sobre o tórax, nas pessoas com sintomas yang.
Também é recomendado para casos agudos de febre (mais do que 38º C), como é frequente na amigdalite, inflamação no aparelho genital, parotidite (caxumba) e muitos outros problemas.
Nos casos de disenteria e desidratação infantil, a febre alta (que frequentemente provoca meningite) pode ser mantida numa temperatura segura até que o problema se resolva naturalmente.
Elementos necessários:

-1,5 a 2,0 kg de tofu .
-10 a 20% de farinha branca de trigo

Cortar o tofu em fatias. Cobrir uma tábua com um pano e colocar ordenadamente as fatias sobre o pano, formando uma sanduíche com outro pano, por cima das fatias e outra tábua por cima de tudo. Apoiar a tábua inferior sobre alguma elevação para que fique em desnível e, dessa maneira, a água em excesso, do tofu, escorrerá. Colocar um peso de 2 a 3 kg sobre a tábua superior para acelerar a eliminação da água.
Quando a água tenha sido eliminada, desmanchar as fatias de tofu e misturar com 10 a 20% de farinha branca. Espalhar a massa uniforme obtida, sobre um pano, na espessura de 1,5 a 2,0 cm. Se a aplicação for feita na cabeça, a massa de tofu deverá cobrir totalmente o crânio. No lugar do pano para a aplicação sobre a cabeça, também podem ser utilizadas folhas de repolho dentro das quais se coloca a massa de tofu. O lado da cabeça que tenha sofrido a hemorragia deverá receber uma camada mais espessa de tofu. A aplicação deste emplastro deve durar aproximadamente 2 horas, inclusive nos casos agudos, com raras excepções. Nos casos de queimaduras externas, o emplastro de tofu deve trocar-se 3 a 4 vezes por dia. Nos casos de hemorragia cerebral, antes de aplicar o emplastro, deve-se cortar rapidamente todo o cabelo do paciente com tesoura ou com lâmina de barbear. O emplastro deve ser aplicado na cabeça e fixado com uma faixa comprida de pano de algodão. Nos casos de inflamação dolorosa, o emplastro de tofu deve ser aplicado localmente para atenuar o processo inflamatório e fazer cessar a dor.