quinta-feira, 29 de abril de 2010

A Verdade e o segredo do Cancro - Professor K. Morishita

A Verdade e o segredo do Cancro
Introdução

Revolução da medicina e da biologia

Em nossa época, as ciências da vida e, particularmente, a biologia e a medicina chegaram a um “ponto de retorno” em sua história. Certos cientistas dizem que "a revolução das ciências da vida se produzirá na segunda metade do Século XX, pela pesquisa histórica e uma reflexão sobre os progressos das ciências da natureza". Eu estou inteiramente de acordo.
É evidente que existem inúmeros paradoxos e dogmas nas teorias da medicina moderna. Para a maior arte, esses paradoxos são uma consequência do facto de que os conceitos de base da teoria do sábio alemão Virchow são geralmente admitidos:” Omnis cellula et cellula” as células provém das próprias células. Esta teoria é geralmente aceite como regra de ouro nas ciências médicas e biológicas.
A ciência é um estudo das relações de causas e efeitos nos fenómenos da natureza. Entretanto, a concepção de Virchow proíbe toda pesquisa mais profunda em relação à causa ou à origem da célula. A partir deste conceito a ciência médica não se desenvolverá nem progredirá jamais. Esta teoria é cancerosa. É uma teoria que nada tem de científico e que é a causa de numerosas superstições no domínio médico.
O cancro é um exemplo de tais superstições. Se nós conhecermos a causa do mecanismo do cancro; nada teremos para temer. A ciência moderna tem medo do cancro, exactamente como os primitivos tinham medo de um raio.
O verdadeiro cancro não está no corpo, mas na mentalidade dos sábios que crêem de maneira absoluta que todas as células se formam a partir de outras células.
O problema do cancro, em nossa civilização, é benéfico, porque ele produzirá uma revolução na medicina moderna. Se a medicina moderna não mudar de orientação, o cancro se tomará uma doença fatal, não somente para os homens mas também para a própria medicina, que espalhou influências perniciosas sobre a sociedade inteira. É por isso que o cancro tem, no decorrer deste século, uma missão histórica: corrigir a medicina moderna.
A medicina moderna jamais porá um ponto final no desastre que representa o cancro - que é uma condenação à morte e que se manifesta tal qual um explosivo desde que ele seja tratado por métodos violentos. Entretanto, ele é um servi-dor fiel, se nós o tratarmos gentilmente, levando em conta seu carácter. Estou tentando escrever aqui a verdade sobre o cancro, de um ponto de vista histórico, de modo que os leitores possam compreender que o cancro não é nosso inimigo mas o nosso benfeitor, pois ele nos ensina como viver e gozar de boa saúde.

O problema fundamental do cancro

De acordo com a medicina moderna, a definição do cancro é a seguinte: as células malignas aparecem repentinamente pela mutação, a partir de células sãs, e isto por qualquer razão; elas se manifestam por uma desordem em seu crescimento e em sua função, conduzindo a consequências desastrosas para o seu hospedeiro, causa da proliferação anormal das células e das metástases.
Várias questões aparecem em relação a esta definição do cancro:
- Por que as células se formam?
- Por que tais células se desenvolvem rapidamente?
Se pudermos responder a tais perguntas, estaremos aptos a curar e prevenir o cancro. No mundo inteiro, professores de medicina fizeram pesquisas sobre esses problemas, trabalhando com ardor, desde mais de meio século.
Infelizmente não temos recebido de sua parte, ainda, respostas adequadas.
Isso não é devido nem à insuficiência de esforços científicos, nem à insuficiência de créditos para empreender tais pesquisas. Isso é devido às ideias ou crenças existentes na mentalidade dos sábios que dirigem as pesquisas sobre o cancro. Em outras palavras, as suas ideias ou concepções sobre: o que é a vida?, o que é uma célula? , qual a origem de uma célula? , ou como se desenvolve uma célula? , são totalmente incorrectas. Lamento que todos os cientistas orientem suas pesquisas sobre a causa do cancro, numa falsa direcção, pois o resultado é que todos os seus esforços são em vão.
A definição mencionada acima foi proposta por um discípulo de Virchow, que aceitava cegamente a doutrina “Omnis cellula et cellula”. Como essa teoria se tornava completamente incorrecta, a definição não corresponde a uma realidade, testemunho de uma falha de reflexão científica. Por exemplo, “por qualquer razão” é uma expressão que admite a ignorância da razão. “Repentinamente” é uma outra expressão de ignorância. Se nós conhecemos a causa, podemos antecipar o efeito. Resolver o problema do cancro, servindo-se de tal definição, é como procurar peixes nas árvores.
Dizem que um terço, ou metade, de todos os cancros poderia ser evitado, se os doentes pudessem consultar um especialista para se submeter a tratamento de urgência, desde a fase inicial. Mas o que se entende por “fase inicial” não está muito preciso. Isso poderia ser uma desculpa dos médicos, que não podem curar o cancro?
Existem 3 tratamentos possíveis para o cancro na medicina ocidental:
1- A cirurgia
2 - A quimioterapia
3 - A radiação

1. A cirurgia

A cirurgia baseia-se na ideia de que a supressão dos sinto-mas é uma cura.
Nisso vemos dois erros:
a) Os sintomas cancerosos (as células) são o resultado e não a causa, porque a eliminação das células cancerosas não será pois uma cura do cancro, e sim uma cura temporária;
b) Toda a doença, inclusive o cancro, ocupa o corpo inteiro. Logo, a repressão das células cancerosas numa parte do organismo, gerá o crescimento de células cancerosas em outra parte. Eu diria que, se o cancro pudesse ser curado por uma operação, ele o seria mais facilmente por outro processo, porque a operação enfraquece a resistência do organismo contra o cancro.

2. A quimioterapia

Existem várias drogas anticancro. Duvido da sua eficácia. A ideia de "anticancro" é-me inaceitável. Pois que as células cancerosas fazem parte integrante do nosso corpo, a destruição destas células por drogas destruirá inevitavelmente as células normais. É por isso que a medicina deveria encontrar uma droga para fortificar nossas células normais que controlariam as células cancerosas e impediriam o seu desenvolvimento e a sua função.

3. Radiação

É o modo de tratamento mais perigoso. As radiações foram um agente produtor do cancro muito importante, desde 1902. As células cancerosas são destruídas pelas radiações, mas as células normais são auto-transformadas em células cancerosas pela exposição a radiações de fraco comprimento de onda. Assim, não é nada evidente que possamos confirmar a declaração de que um tratamento rápido do cancro em sua fase inicial levaria à cura, na maior parte dos casos. Os tratamentos precoces, seguidamente, não fazem senão avançar para a morte. Deve-se dizer dos numerosos casos de cancro que foram curados naturalmente sem grandes medicamentos, quando os primeiros sintomas não haviam ainda sido observados.
A ciência médica julga o cancro incurável (o que o toma sinonimo de morte). O diagnóstico de um cancro é uma sentença de morte. Isso não é senão a incompetência da medicina moderna. Entretanto, o cancro não é uma doença incurável e fatal.
Doutores em medicina dizem seguidamente que "não se tratava de um cancro", quando observam surpresos uma pessoa curada de um cancro, depois de ter sido abandonada por eles mesmos. É uma boa desculpa. Na realidade, o cancro pode ser curado mais rapidamente, se se evitar má medicação. Pelo menos nós poderemos viver mais longamente, se nos abstiver-mos de maus medicamentos. O doutor Jonh Cryle mostrou mui-tos cancerosos que sobreviveram muitos anos sem medicamentos. Quando se inocula o cancro experimentalmente em animais, alguns morrem, mas outros se curam naturalmente, por si próprios. De facto, os primeiros haviam sido alimentados com alimentos refinados e artificiais, razão pela qual sua resistência ao cancro estava enfraquecida. Em tais animais, pode-se dizer, o cancro se produziria mesmo sem ter sido inoculado. Todavia, podemos mudar o processo de produção do cancro com a mudança dos alimentos. Os alimentos devem ser considerados em qualidade e quantidade. Por exemplo, um rato que elabore 70% de células cancerosas na idade de 1 a 2 anos, pode reduzir a quase O (zero) este processo, pela simples redução de sua ração alimentar de 1/3 a 1/5. Durante as minhas experiências, alimentei frangos atingidos por cancro de fígado, com grãos misturados e sal. Os frangos foram assim completamente curados de seus cancros. Este resultado revela que existe uma estreita relação entre o cancro e a alimentação.
Entretanto não se deve adicionar à alimentação "correta" os três principais alimentos seguintes: hidratos de carbono, proteínas e gorduras - nem aumentar o número de calorias.
Recentemente, nos Zoológicos, numerosos animais são mortos pelo cancro.
Por exemplo, as Otaries morrem com cancro no útero; os macacos, de cancro no esófago. A absorção de alimentos domésticos é posta em relação a este facto, pois os animais jamais morrem de cancro quando eles escolhem por si próprios sua alimentação, lá onde vivem naturalmente.
Para confirmar isto, há uma experiência interessante feita pelo doutor Robert MacCarrisson, Director do Instituto Hindu de Nutrição. Ele deu a um lote de 1.000 ratos a alimentação dos hounzas; e a outro lote de 2.000 ratos, a alimentação dos hindus. Ele praticou a autópsia após 20 meses de regime e fez a comparação dos grupos. Os resultados foram surpreendentes. Os ratos que se tinham alimentado à maneira dos hounzas, estavam com excelente saúde. Não apresentavam nenhum sinal de doença. Por outro lado, a maior parte dos que foram alimentados à maneira hindu, apresentava sintomas de numerosas doenças, tais como o enfraquecimento da vista, tumores, anemia, cáries dentárias, perda de pelos, doenças de pele, do coração, dos rins, do estômago e dos intestinos.
Quando ele pôs o último lote, de mil ratos, sob o regime inglês, ele viu aparecer não só os sintomas citados acima, mas também uma atrofia do sistema nervoso. Os ratos estavam-se tornando tão cruéis que se mordiam entre si.
Eis o regime dado aos três lotes de ratos:
1 Regime Hounza - chápatis (pão de cereais integrais), feijão de soja e malte, cenouras e repolhos crus e leite cru (não pasteurizado).
2 Regime Hindu - arroz branco, feijão, legumes cozidos com especiarias (consumidos quotidianamente pelos Hindus).
3 Regime Inglês - pão branco, margarina, chá açucarado, legumes cozidos, conservas de carnes, doces e geléias.
Essa experiência é muito reveladora no que concerne ao regime alimentar, não somente para os animais mas também para os homens. Ela nos mostra que a longevidade da raça, o carácter da raça e a causa das doenças são dependentes do regime alimentar. A alimentação é a vida. Minha nova teoria sobre o sangue, que anunciarei posteriormente, mostrará o liame entre a civilização e a vida. Se a civilização moderna continuar a evoluir como já evoluiu, os países civiliza-dos serão completamente destruídos, não pela guerra, mas pelos males tais como as doenças cardíacas e mentais. No período crítico actual, somente o sistema de manutenção dos hounzas pode oferecer uma esperança para o futuro. Eles ficaram isolados das outras civilizações. Nunca houve entre eles uma epidemia como a lepra, no século XIV, a peste, no século XV, a sífilis, no século XVI, a varíola, nos séculos XVII e XVIII, ou a tuberculose, no século XIX. " .
Os hounzas são imunizados contra o cancro e as doenças do coração do século XX. Eles nunca sofreram de uma doença. Nesta época, quando a saúde é geralmente tão má, isso é milagroso e inacreditável. O problema do cancro não pode ser resolvido sem uma reflexão sobre esta questão fundamental:
Porque os hounzas têm vivido sempre com boa saúde, enquanto os outros povos sofrem de tão grandes males? Se encontrar-mos a chave do princípio fundamental que resolve o problema do cancro, poderemos encontrar a solução para todas as outras doenças. A medicina sintomática, que ignora as causas do cancro, jamais poderá curá-lo completamente.

Fisiologia do sangue

Pode-se dividir tudo que existe em duas categorias: as plantas e os animais. As plantas são fixas, e por isso suas raízes podem crescer no solo e dele receber os alimentos nutritivos. Por outro lado, os animais não podem fixar raizes, pois que eles se deslocam ao redor. Como, então, o animal recebe a sua alimentação? O intestino faz o trabalho. O intestino é a raiz portátil do trabalho.
A raiz de uma planta retira seus alimentos nutritivos do solo, sob a forma de matéria inorgânica, que ela transforma em seguida em matéria orgânica. Um animal recebe os seus alimentos dos vegetais que crescem no solo. Assim, pois, plantas e animais igualmente se nutrem do solo. Deste ponto de vista não existe diferença essencial.
Segundo a fisiologia moderna, o papel dos intestinos é de digerir e absorver os alimentos. Na realidade, o intestino exerce seu trabalho de maneira muito mais dinâmica. A vilosidade da parede intestinal é semelhante à de uma ameba. Os alimentos digeridos penetram nas vilosidades, não segundo um simples processo químico, mas segundo um processo biológico. E é no decorrer desse processo biológico que se opera a produção fisiológica do sangue. Em outras palavras, a vilosidade absorve os elementos da alimentação digeridos na sua estrutura, assimila-os e finalmente os transforma em glóbulos vermelhos.
Além do mais, os glóbulos vermelhos circulam em todo o corpo e se transformam em células do organismo (células do fígado, dos músculos, células cerebrais etc.).
A medicina moderna e a biologia ensinam que as células crescem pela divisão das próprias células. Por exemplo, uma célula do fígado divide-se em duas, depois em quatro... etc. Isso não é verdade, a não ser em condições especiais - in vitro (isto é, em tubos de ensaio). Mas isto jamais acontece num corpo vivo normal.
Segundo meus estudos, os glóbulos vermelhos se reúnem e formam os diferentes órgãos e tecidos. É por isso que nosso corpo é uma transformação dos alimentos. Nossa constituição e nosso carácter dependem de nossa alimentação. A alimentação é a vida.
Eis o esquema da formação dos glóbulos vermelhos:

1. A partícula nutritiva se encontra envolvida pela vilosidade intestinal;
2. Formação de uma bolsa líquida no interior da partícula;
3. Esta bolsa líquida se transforma em célula da vilosidade;
4. Essa célula se desenvolve e se transforma em glóbulos vermelhos (eritoblasto);
5. Enfim, os numerosos glóbulos vermelhos são contidos neste eritoblasto; eles entram nos vasos sanguíneos e circulam por todo o corpo. Qual é então a função dos glóbulos verme-lhos?
Segundo a fisiologia moderna, considera-se que o papel essencial dos glóbulos vermelhos é o de servir à transferência do oxigénio e do gás carbónico.
Em outras palavras, um glóbulo vermelho leva o oxigénio a uma célula e evacua o gás carbónico da célula no sangue. Entretanto a realidade não é tão simples.
O papel mais importante dos glóbulos vermelhos (que não se reconhecem actualmente) é que estes glóbulos se desenvolvem para formar as diferentes estruturas das células, tais quais as da medula óssea, dos tecidos adiposos e musculares do fígado, do baço, dos rins, do cérebro etc. O glóbulo vermelho não é nada menos que um material fundamental de nosso corpo.
Essa concepção de que um glóbulo vermelho se transforma em célula única - bem como a ideia de que o alimento se transforma em glóbulo vermelho, nunca foi imaginada. Como no domínio da ciência as concepções são novas. Haverá muita resistência antes que elas sejam admitidas pelos cientistas. A meu ver, esses conceitos deverão ser confirmados pelo progresso da ciência. Não pelas actuais opiniões académicas.
Para concluir: no nosso corpo, o alimento digerido (que é uma matéria orgânica) se transforma em célula de vida elementar (glóbulos vermelhos) e esta célula de vida elementar se transforma tomando uma forma de vida mais elaborada - a célula do corpo.
Segundo uma teoria da evolução, só existia outrora sobre a Terra matérias inorgânicas. Depois as matérias inorgânicas se transformaram em matérias orgânicas e estas, em proteínas. As proteínas, por sua vez (estruturadas), em unidades vivas elementares. A organização dessas unidades elementares se desenvolveu para atingir um nível superior de vida animal, depois, finalmente, o da vida humana.
Essa evolução fantástica da vida não é uma simples teoria antropológica. Ela tem seu lugar no nosso corpo, todos os dias, em todos os segundos. Foram necessários biliões de anos para passar do estado inorgânico ao estado de homem. Mas, em nosso corpo isso não leva mais de um ou dois dias. Que milagres nós cumprimos! Que milagre é nossa vida! Nosso corpo é um fenómeno fantástico e maravilhoso.
Nos casos de doenças estomacais, nas diarreias intestinais, ou durante um jejum, os intestinos param de produzir glóbulos vermelhos. Então são as células do corpo que começam a sua transformação inversa em glóbulos vermelhos. Por exemplo, a diarreia faz emagrecer. A razão é que os tecidos adiposos se retransformam em glóbulos vermelhos - muito embora a fisiologia moderna explique este fenómeno como sendo devido à combustão dos tecidos adiposos para produzirem energia.
Por que as células se retransformam em glóbulos vermelhos? O número de glóbulos vermelhos em nosso corpo não pode decrescer indefinidamente, pois ele não pode funcionar harmoniosamente sem certa quantidade de glóbulos vermelhos.
No homem, o número de glóbulos vermelhos é de aproximada-mente cinco milhões por centímetro cúbico. Desce raramente abaixo de três milhões.
Esses glóbulos vermelhos devem levar oxigénio ao cérebro e aos rins porque estes órgãos consomem grande quantidade deles. Se o número de glóbulos vermelhos cai abaixo de três milhões, o montante de oxigénio não seria suficiente para tais órgãos, que, eventualmente, parariam de funcionar. É por isso que, quando cessa a produção de glóbulos verme-lhos, como, por exemplo, durante um jejum, ou em certas doenças, as próprias células se põem a produzir. Esse fenómeno começa pelos tecidos adiposos.
Os coelhos têm 5,5 a 6 milhões de glóbulos vermelhos. Se eles não comem nada, morrem ao cabo de 2 a 3 semanas. Por-tanto, o número de glóbulos vermelhos desce raramente a menos de três milhões. Por que um coelho conserva este número constante de glóbulos vermelhos, enquanto ele parou de produzi-los fisiologicamente? A razão é a mesma do caso do homem mencionado acima. E bem por isso que tal coelho apresenta, após a autópsia, células vazias. Por exemplo, o fígado terá mantido sua dimensão, mas seu citoplasma terá diminuído. As células de todos os órgãos desse coelho (mor-to de fome) revelam danos consideráveis. As células do fígado, dos rins e mesmo do cérebro, tomam-se porosas. Isso é devido, como já expliquei anteriormente, à transformação inversa. Graças a essa transformação inversa, os órgãos do nosso corpo podem funcionar com um mínimo de glóbulos vermelhos, quase até à fase última da vida.
A medicina moderna distingue o glóbulo vermelho e a célula de nossos tecidos (o corpo). Portanto, na realidade, eles são ligados um ao outro e podem-se transformar reversivelmente nos dois sentidos. Quando uma pessoa está em boa saúde, os glóbulos vermelhos se transformam em células do corpo. Numa pessoa doente, é a transformação inversa que se produz.
A fisiologia moderna ensina que o sangue é produzido na medula óssea. Em 1952, quatro fisiólogos, os doutores Donn, Cunningham, Sabin e Jordan, fizeram uma experiência. Deixaram morrer de fome frangos e pombos durante duas semanas. Puderam deduzir que os glóbulos vermelhos eram produzidos a partir da medula óssea. Essa experiência representa a prova fundamental da minha teoria. De facto, essa experiência se explica muito claramente pela minha teoria. Durante o jejum, as células da medula óssea, dos tecidos adiposos, dos tecidos musculares, do fígado etc. etc., se transformam em glóbulos vermelhos em certa ordem. O processo começa pela medula óssea.) por essa razão - contrariamente ao que pensam os quatro fisiologistas - que isso não é o processo normal de produção de sangue. A produção fisiológica normal se faz pelos intestinos.

O perigo das radiações

Os fenómenos mais importantes que concernem ao perigo das radiações são a leucemia e a anemia perniciosa irredutível. A leucemia, em particular, representa o período mais característico das radiações. A leucemia não é somente uma evidência naqueles que foram atingidos pelas irradiações atómicas de Hiroshima e Nagasaki; ela é., também, uma evidência no caso de número crescente de crianças e bebés cujas mães receberam alta dose de radiações durante a gestação.

Tratarei aqui da causa das leucemias e anemias, tendo como origem a exposição às radiações.
A leucemia é a doença caracterizada pelo aumento anormal do número de glóbulos brancos. Seu mecanismo não é claramente explicado pela ciência moderna.
Como os sábios crêem verdadeira a teoria segundo a qual o sangue é produzido pela medula óssea, eles procuram a raiz dessa doença na medula óssea. Mas, desde que o sangue jamais se produz na medula óssea em condições fisiológicas normais, seus esforços nunca darão um resultado satisfatório.
Nas condições fisiológicas normais, são os intestinos que produzem o sangue. Em outras palavras, as partículas nutritivas ingeridas se transformam em glóbulos vermelhos, nas vilosidades intestinais. Esses glóbulos vermelhos não somente levam o oxigénio às células do nosso corpo e evacuam o gás carbónico residual dessas células, mas têm também a importante função de se transformarem em células.
Os glóbulos vermelhos agrupados se transformam em células de diferente tipos, sendo que esses glóbulos vermelhos são encontrados em contacto com um tipo ou outro de células, passando por um estágio intermediário, que é precisamente o dos glóbulos brancos.

O Dr. Kikuo Chishima e eu denominamos este fenómeno de diferenciação de glóbulos vermelhos. Nossas células não se desenvolvem por divisão celular mas sim graças à transformação dos glóbulos vermelhos. É Por isso que o material fundamental de todos os órgãos, tecidos e gorduras, é o glóbulo vermelho. Muitas vezes, durante este processo, o estágio intermediário da transformação - quer dizer, os glóbulos brancos - não é observado muito claramente.
Quando estamos doentes, ou fisiologicamente anormais, ou em casos de stress, ou ainda de operações, de jejum, de diarréias crônicas, de nevroses, etc. etc. . . . a produção de sangue nos intestinos pára e as células do corpo se transformam de maneira reversível em glóbulos vermelhos, a fim de que o número de glóbulos vermelhos fique constante. Isso é possível porque todas as células de nosso corpo foram produzidas pelos glóbulos vermelhos - em primeiro lugar. Assim, pois, existe entre os glóbulos vermelhos e as células esta relação de reversibilidade.
Por que esta transformação inversa (da célula em glóbulo vermelho) se produz?
Nosso sangue deve conservar constante o número de glóbulos vermelhos para que eles levem oxigénio suficiente aos órgãos importantes, tais como o cérebro ou os rins, que não podem viver sem oxigénio, mesmo só por alguns minutos. É por isso que esta transformação inversa tem um efeito -compensador, um estado crítico criado pela diminuição da produção de glóbulos vermelhos. Em tal caso a medula óssea, os tecidos adiposos e os musculares começam a se transformar, os primeiros em glóbulos vermelhos, porque eles só são formados de células de importância secundária em relação às células dos órgãos. A teoria moderna da produção do sangue na medula óssea é o resultado de um desconhecimento deste fenómeno de compensação.
Vamos agora reflectir sobre a causa da leucemia e da anemia perniciosa segundo a teoria Chishima-Morishita.
O estômago e os intestinos são os órgãos mais importantes do nosso corpo.
Uma pequena contrariedade sentimental influi grandemente sobre, o estômago ou sobre os intestinos e pode, às vezes, causar uma úlcera. É por isso que podemos facilmente imaginar que as radiações agirão fortemente sobre o estômago e os intestinos. Pudemos ver nos doentes mortos recentemente no hospital Pierre Curry, que as partes que haviam sido mais visivelmente atingidas, foram o estômago e os intestinos.
No Japão observa-se, de mais a mais, que nas pessoas que foram atomizadas e nos doentes tratados pela radioterapia, que se cessou de acompanhar, o estômago e os intestinos sofreram graves danos. É uma tendência geral. A anemia perniciosa ou irredutível resulta de um péssimo estado das vilosidades intestinais, que tem por efeito paralisar o intestino na sua função de produzir sangue. Essa doença aparece seguidamente quando o doente é submetido a forte radiação. O termo "irredutível" significa que o restabelecimento não poderá acontecer, também como há muito tempo os médicos procuram a causa (dessa doença) na medula óssea.

Qual a causa da leucemia?
No caso de leucemias provocadas por radiações, não é só o estômago e os intestinos, mas também outras numerosas células do corpo que foram atingidas ou retardadas em suas funções. O resultado é que os glóbulos vermelhos já não são capazes de se transformar em células, porque esta transformação necessita de severo controle das células para orientar este fenómeno. Quando as células são atingidas ou retardadas no seu desenvolvimento pelas radiações,elas perdem este poder de orientação necessário aos glóbulos verme-lhos para se transformarem em células. OS glóbulos verme-lhos ficam então no estágio intermediário - o dos glóbulos brancos.

Existe uma segunda razão para o aumento do número de glóbulos brancos nas leucemias provocadas por radiações. Quando a quantidade de sangue produzida nos intestinos diminui, as células normalmente se transformam em glóbulos vermelhos. Entretanto as células que não atingiram o estágio terminal de seu desenvolvimento já não podem transformar-se inteira-mente em glóbulos vermelhos e ficam assim no estágio intermediário de glóbulos brancos. Eis um esquema da formação do sangue e da transformação dos glóbulos vermelhos.

Em resumo, existem duas causas na aparição de um excesso de glóbulos brancos provocados pelas radiações.
1. Os glóbulos vermelhos têm uma aptidão mais fraca para se transformar, ou o poder de orientação da célula nessa transformação é enfraquecido. Isso diminui a aptidão das células para assimilar e conduzir a transformação dos glóbulos vermelhos em células da mesma espécie com as que haviam entrado em contacto.
2. Quando os intestinos cessam de produzir os glóbulos vermelhos, as células começam a transformação inversa e dão novamente, nas condições normais, glóbulos vermelhos. Entretanto, quando as células são atingidas, esta transformação não se faz completamente e as células ficam num estágio intermediário (o dos glóbulos brancos) entre o estágio das células e o dos glóbulos vermelhos.
Por essas duas razões, de ordem fisiológica, os glóbulos brancos aumentam.
Assim, a causa e o mecanismo da leucemia podem ser explica-das claramente por nossa teoria.
É um estado caracterizado pelo aumento do número de glóbulos brancos.

A origem da célula cancerosa e suas características

Aceitar a concepção de Virchow, a saber, que uma célula só se forma a partir de uma outra célula, constitui o obstáculo maior no estudo da verdadeira origem da célula cancerosa. Se essa teoria é verdadeira, uma célula cancerosa deve então vir de outra célula cancerosa.
Três teorias concernentes à origem das células cancerosas foram propostas em consequência desta interpretação:
1. Uma célula cancerosa é introduzida pelo exterior. Essa hipótese não tem nenhum carácter de evidência, e é por isso que ela foi abandonada mesmo pelos partidários da teoria de Virchow.
2. Uma célula cancerosa existe no corpo desde o estado embrionário.
Segundo o doutor Cohneim, o cancro teria por origem a intrusão de certas células do embrião numa outra parte do corpo, provocando assim um crescimento anormal. Essa hipótese também não foi admitida.
3. A última hipótese é a mutação repentina de células normais em células cancerosas.
Essa teoria é a mais geralmente aceita pelos partidários da medicina moderna. Entretanto, ela não pode explicar o mecanismo da mutação de uma célula normal em célula cancerosa. Daí o emprego da palavra "repentina". Esse conceito de mutação repentina é uma escapatória que somente a concepção de Virchow de sobrevivência permite (uma célula só se forma a partir de outra célula). Como eu já disse anteriormente, a ciência é a pesquisa da lei ou relação de causa e efeito. O conceito de mutação repentina é uma expressão que traduz o abandono de toda visão científica porque "repentinamente" é um outro termo para designar "razão desconhecida", "acaso", ou "sem causa razoável e definida".

O mecanismo de crescimento das células cancerosas

Qual a causa da mutação repentina das células normais em células cancerosas? É esse problema que a medicina moderna terá que enfrentar proximamente. De maneira geral, considera três factores de tais causas:
1) Factores químicos, tais como asfalto, corantes químicos etc.
2) Factores físicos. As irradiações.
3) Factores biológicos. Os vírus cancerosos.

1) Factores Químicos:

Tem-se notado que certas profissões estão mais predispostas ao cancro. Por exemplo, os trabalhadores que lidam nos asfaltos de petróleo têm frequentemente cancro nas mãos ou nos órgãos sexuais. Por isso se considerou o asfalto como cancerígeno. O professor Yamakiwa realizou inúmeras experiências com o asfalto. Experimentando com coelhos, ele aplicou uma camada de asfalto na pele dos animais durante um período de 2 anos. Os coelhos, ao final desse tempo, apresentaram-se cancerosos; entretanto, o cancro não se desenvolveu exactamente no local onde o asfalto era aplica-do, mas nas regiões vizinhas. Ele não explicou a razão de tal fenómeno: e uma questão que precisa ser esclarecida para legitimar esta teoria. Meu ponto de vista é de que o cancro foi resultante do asfalto e de condições fisiológicas particulares.
O hábito de fumar provoca o cancro pulmonar. Esta é uma concepção do mesmo género. A taxa de mortalidade por cancro nos pulmões aumenta de ano para ano, é o que nos afirma a Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu Informativo de Setembro/1965. Esta taxa duplicou, nos últimos 10 anos, só na Europa. Tal estatística atinge seis vezes mais os homens, que as mulheres; ou seja, seis homens para cada mulher atingida pelo cancro pulmonar. Isso nos faz considerar o tabaco como um agente mais importante que a poluição do ar, pois os homens fumam mais que as mulheres.
O fumo poder ser um dos factores determinantes do cancro, mas será parcial de nossa parte considerar este facto como a causa do cancro.
Nas experiências com os animais, podemos produzir o cancro em sua pele, aplicando-se uma camada de asfalto. Entretanto, minhas experiências revelam que, desde que os animais em questão são nutridos com gorduras animais (colesterol, principalmente); sua propensão ao cancro aumenta. O relatório da Organização Mundial de Saúde teria, também, que levar em conta a alimentação.
A taxa de mortalidade pelo cancro pulmonar dobrou em dez anos, mas é bem possível que o consumo de cigarros não tenha dobrado. Se as pessoas em sua alimentação, consomem muita gordura e proteínas animais no mesmo ritmo crescente que se verifica hoje, esta taxa de mortalidade atingirá muito mais que o dobro. Mesmo que essas pessoas não fumem exageradamente.
Em conclusão, creio que a elevação da taxa de mortalidade deverá ser colocada em estreito relacionamento com o aumento do consumo de produtos animais. Este é um factor mais importante que os cigarros.
Em nossa época, os sábios têm a tendência de levar em conta somente os factores exteriores ao nosso corpo e a negligenciar os factores internos. O mais determinante destes fac-tores internos é a alimentação. Os alimentos modernos industrializados e comercializados são portadores de numerosos venenos ou substâncias cancerígenas. Leiam, por favor, Os Venenos em Seus Alimentos, de W. Longgood, ou Primavera Silenciosa, de R. Carson. Mesmo os medicamentos, algumas vezes, provocam o cancro. Por exemplo, já foi utilizada a mostarda azotada como uma droga anticancro, quando ela justamente tinha por efeito produzir o cancro.

2. As radiações

Um relatório estabeleceu que certo doente deveria submeter-se a um tratamento de raios X devido a uma erupção, e desenvolveu um cancro no local, precisamente onde os raios haviam sido aplicados. Nesse campo específico, o cancro apareceu nas pernas e uma amputação tornou-se necessária. Que tragédia! Os casos de cancro ou de leucemia entre os recém-nascidos têm aumentado recentemente. Esta situação decorre, talvez, do facto de que suas mães se submeteram a muitos exames radiológicos durante a gestação.
Existem outros factores, tais quais os raios ultra-violeta, o calor, os choques etc. ; que podem motivar o cancro. Todavia, a condição física, fisiológica e a alimentação são os mais importantes dos factores. O cancro só raramente aparece em pessoas cujo corpo funciona normalmente.

3. Factores biológicos

O cancro era considerado como urna doença contagiosa nos meados do século XIX. Como a etiologia de carácter bacteriológico era a concepção mais correntemente admitida nas pesquisas das causas das doenças, o cancro foi igualmente considerado como uma doença bacteriana. Na realidade, parece natural pensar assim, já que certos cancros se desenvolvem em determinadas áreas ou famílias.
Em 1910, os doutores Payton e Raus, do Instituto Rockefeller, demonstraram experimentalmente (usando frangos) que um tumor pode ser produzido por um vírus. A mesma experiência mais tarde demonstrou cancros devido a vírus, em patos e pombos. Tal teoria viral é uma extensão da precedente teoria bacteriana do cancro.
Eu não posso aceitar esta teoria. Um vírus canceroso se parece com uma célula em decomposição. Em todo caso, é tirar-se muito rapidamente uma conclusão, quer dizer, que o cancro é contagioso porque foi achado seu vírus nas células cancerosas.
O conceito de doença contagiosa é baseado na teoria segundo a qual "uma célula provém de outra célula". Por exemplo, no caso da tuberculose, podemos afirmar, quando se encontra um bacilo tuberculoso num pulmão doente, que este bacilo pode ter aparecido de duas maneiras diferentes. A primeira, segundo a ideia de que o bacilo tuberculoso provém de um bacilo não-tuberculoso. A segunda é baseada na ideia de que um bacilo tuberculoso poderia provir de um outro bacilo tuberculoso.
Esta última ideia conduz a uma outra especulação, a saber, que o bacilo tuberculoso seria o resultado de uma infecção provocada por um bacilo tuberculoso vindo do exterior. É o raciocínio que se fez na teoria contagiosa. Entretanto, ninguém jamais provou que um bacilo tuberculoso que se ache num corpo, aí tenha entrado pelas vias respiratórias, se fixado no pulmão para se desenvolver e provocar finalmente a tuberculose. É praticamente impossível prová-lo.
Mais importante é o facto que observamos, que uma célula (principalmente uma célula vermelha do sangue ou glóbulo vermelho) se transforma em bactéria num contexto puramente bacteriológico. É por isso que podemos afirmar que existe uma relação reversível entre vírus, bactéria e célula.

Vírus - Bactéria - Célula

Segundo esta ideia, devemos considerar a bactéria etiológica como sendo uma célula decomposta aparecida na vizinhança da célula doente. Em outros termos, a célula do pulmão doente decomposta produz o bacilo tuberculoso. Este bacilo tuberculoso resultante pode afectar uma outra célula sensitiva (causa) e gerar uma destruição similar de tecidos. É assim que a tuberculose se desenvolve. Onde há bacilo tuberculoso, este é o resultado da doença, mas ele será por sua vez a causa da extensão da doença.
A teoria segundo a qual o cancro é produzido por um vírus deve ser reconsiderada deste mesmo ponto de vista. Encontraram-se tais vírus mesmo naqueles que gozam de boa saúde. Em resumo: vírus, bactérias e células são uma coisa só. Uma célula pode gerar diferentes vírus ou bactérias, a variedade depende do estado da célula. Concluindo, os factores de ordem química, física ou biológica são secundários como causa do cancro. A causa principal está em nosso corpo, nas células, em nosso estado fisiológico. Esses factores externos (químicos, físicos, biológicos) causarão o cancro, pois é necessário reconhecer que eles exercem uma acção sobre os factores internos, tais como as células de nosso corpo e nossas características fisiológicas.
Afinal de contas, tais células e características fisiológicas se deterioram, e o que resulta é o desenvolvimento do cancro.
Como o cancro se desenvolve? A medicina moderna nunca colocou em dúvida a concepção segundo a qual um cancro se desenvolve pela divisão celular. Ela pensa que as células só crescem pela divisão celular. Essa ideia é acomodada demais e constitui o elemento inibidor no desenvolvimento da pesquisa sobre o cancro e seu tratamento.
Os doutores Shleleiten e Schwann provaram que as células crescem pelo processo de reprodução. O doutor Haeckell pro-vou que as células se desenvolviam a partir de um estado protoplásmico da matéria que não tinha uma estrutura céluar - a monera. O. B. Lopeshinskaya provou que uma célula é gerada a partir da matéria viva e não a partir de uma outra célula. O doutor Shishima provou a mesma coisa por uma experiência diferente.
Peço para que a medicina oficial seja corrigida por esta "teoria da geração celular espontânea". Nossa "teoria da geração celular espontânea" não é ainda bastante aceita; entretanto, a própria natureza revela a sua validade.
Nos vários casos de tumores malignos ou de cancros, não se vê apenas as células cancerosas típicas, mas também os glóbulos vermelhos combinados que formam a monera, estágio anterior na formação da estrutura das células do corpo. A extremidade dos capilares nos tecidos dos tumores é aberta como nos tecidos sadios. Os glóbulos vermelhos que penetram no espaço livre entre as células tumorais se aglomeram e formam uma "célula monera vermelha". Esta monera se transforma numa célula do corpo (que será da mesma espécie da célula mãe) sob a conduta da célula cancerosa. Só existe, pois, um estágio transitório da monera à célula.
Segundo a teoria Shishima-Morishita, um glóbulo vermelho que se forma nas vilosidades intestinais é uma célula imatura do corpo. Este glóbulo vermelho se transforma em monera do sangue vermelho no espaço intercelular do tecido e a transformação prossegue até que a formação do tecido adiposo, do tecido muscular, do tecido do fígado etc., seja ter-minada. O factor essencial, que influi sobre a transformação da monera em célula, é o poder biológico de orientação que exercem as células circundantes...como o glóbulo verme-lho do sangue é uma célula imatura, não tem nenhum carácter especifico. Ele se transformará em qualquer de nossas células segundo a orientação particular dada pelas células vizinhas. É muito difícil reconhecer o facto da divisão celular (mitose) no corpo de um canceroso. Isso se explica da seguinte maneira: in vitro a célula é colocada em perigo por insuficiência de nutrição. Ela então se autodivide, a fim de crescer a sua superfície e a sua capacidade nutricional (poder de absorver o alimento). Em outras palavras, a divisão celular in vitro é o resultado do poder de adaptação da célula. Num meio fisiológico as células cancerosas se desenvolvem por um processo de fusão e não pela divisão celular.
Recentemente o professor, Halpern de Medicina Francesa, se fez notabilizar por todos os pesquisadores em cancerologia, afirmando que as células cancerosas se desenvolviam não por divisão, mas por fusão. Sua teoria é vizinha à nossa. Entretanto, ela seria mais perfeita se houvesse ajuntado o conceito de transformação de um glóbulo vermelho em célula cancerosa.
Para terminar, eu gostaria de adicionar um factor suplementar à causa da transformação do glóbulo vermelho em célula cancerosa. Esse factor é a teoria do doutor Yanagisawa concernente à taxa de acidez do sangue, levando em conta particularmente a diminuição do (ionCa (cálcio) e do aumento do Mg (magnésio).
A tradução exacta de "célula vermelha do sangue" a partir do japonês é "glóbulo vermelho". Mas não esquecer que o glóbulo é de facto uma célula.
O leitor deve também saber que uma célula do sangue é diferente de uma célula normal do corpo na sua estrutura e nas suas propriedades. Uma célula vermelha do sangue (glóbulo vermelho) é particularmente diferente de uma célula normal (corpo ou tecido), pois que às vezes tem um núcleo e outras vezes não o tem.

Profilaxia e a cura do cancro

Para curar o cancro, o que mais importa é a compreensão do mecanismo de seu crescimento. Sem este conhecimento, o cancro permanece uma doença incurável. E, contrariamente à crença popular, desde que nós conheçamos a causa e o mecanismo do cancro, não terá por que temer esta doença.
O cancro é uma doença crónica e uma doença de corpo inteiro. É possível que seja necessário muito tempo para o curar, mas é possível curá-lo se má medicação não foi ordenada.
Há numerosas maneiras de curar o cancro. Por exemplo, uma simples mudança na alimentação (de um regime carnívoro a um regime vegetariano, do arroz branco ao arroz integral) pode curá-lo. Os especialistas do cancro dirão então: "não se tratava de um cancro", isto porque eles não conhecem o mecanismo do desenvolvimento do cancro. Como não conhecem o mecanismo ou a causa do cancro, eles fazem dele uma doença incurável. O termo "incurável" é uma ilusão da medicina moderna. Isto é particularmente verdadeiro para os especialistas do cancro. Eles criaram um reflexo de medo generalizado ou cancrofobia. Uma tal cancrofobia é uma doença iatrogênica.
Os tratamentos actuais do cancro (cirurgia, tratamentos químicos e radiações) não convêm porque eles estão baseados numa falta concepção. O cancro pode ser curado se ele for tratado precocemente, é um slogan empregado pela medicina moderna. Entretanto, este tratamento é mais nocivo que um tratamento de higiene natural, poder que nos é dado pela própria natureza.
Como se pensa na medicina moderna que uma célula cancerosa cresce pela divisão celular, estamos tentando encontrar uma substância química que impediria tal divisão celular. Os sábios encontraram produtos químicos que fariam parar a divisão celular nos tubos de ensaio. Entretanto, como eles são muito tóxicos, esses produtos químicos utilizados em nosso corpo destruiriam a faculdade natural que tem este último de sempre restabelecer nossa saúde. Em outras palavras, nós vamos destruir nosso poder de cura natural, a fim de parar uma divisão de células cancerosas que na realidade não existe. Esta é a razão pela qual o cancro é incurável. Mesmo se nós aceitamos a concepção destes sábios, a eficácia de uma tal droga contra o cancro dependeria ainda da resistência relativa das células cancerosas e das células normais. Infelizmente as células cancerosas, de maneira geral resistissem mais que as c as normais..!.., Como eu já havia dito, a célula cancerosa é um tipo de célula de nosso corpo que foi transformada a partir de um glóbulo vermelho. Este glóbulo vermelho é uma célula de tal maneira imatura que pode transformar-se em qualquer de nossas células, segundo a orientação particular dada pelas células vizinhas. Quando um glóbulo vermelho se funde com uma célula cancerosa, ele recebe desta célula uma forte orientação e se transforma então em uma outra célula cancerosa. A vitalidade da célula cancerosa é tão grande que seu crescimento é duas vezes mais que o da célula normal. É por isso que o emprego de medicamentos químicos para paralisar a imaginária "divisão das células cancerosas" não tem sentido algum. As substâncias químicas suficientemente fortes, para ter um efeito sobre as células cancerosas, destroem tudo, mesmo as células normais.
A medicina popular chinesa e japonesa prescreveu vários tratamentos interessantes contra o cancro. A cevada perolada, os cogumelos das glicinas, os feijões pretos, a semente de bardana, etc. . . . são tidos como agentes curativos do cancro. Deve haver outras plantas eficazes para curar o cancro. A acção terapêutica é, em todo caso, sempre mais fraca quando estas plantas são cultivadas. As plantas selvagens têm um poder de acção maior que o das plantas cultivadas. Quando se prescrevem tais plantas, deve-se sempre levar em conta cuidadosamente a constituição particular da doença, e do estado de progressão do cancro.
Generalidades

Quando o cancro se desenvolve, o apetite diminui e caímos em estado de anemia. Segundo a minha teoria, esses sintomas podem ser explicados da seguinte maneira: a perda de apetite, que faz com que praticamente não comamos, é um bom sinal, porque o resultado fisiológico do jejum é o de fazer com que as células (particularmente as células cancerosas) se retransformem em glóbulos vermelhos.
A perda do apetite é pois um sintoma que prova que nosso poder natural de cura está agindo. Podemos também compreender muito facilmente este estado geral de anemia pela minha teoria de crescimento das células cancerosas. Portanto os especialistas modernos do cancro aconselham comer mais carne para aumentar os glóbulos vermelhos, o que agrava o cancro. Devemos raciocinar que os glóbulos vermelhos que se formam a partir da carne são de bons materiais para fazer desenvolver as células cancerosas quando os bacilos do cancro já existem. As células cancerosas se transformam a partir dos glóbulos vermelhos numa velocidade maior que as células normais; elas são, pois, menos bem formadas; em outras palavras, elas são disformes e fracas. É por isso que elas podem, mais facilmente que as células normais, transformar-se em glóbulos vermelhos. É a razão pela qual afirmei anteriormente que o cancro não é uma doença terrível.
A ideia de base para curar o cancro deveria ser de tentar reforçar nosso poder natural de cura que dá início ao pro-cesso inverso de transformação das células cancerosas em glóbulos vermelhos.
O Dr. Shelton, do Texas, pensando que o cancro poderia ser curado por um estado de harmonia entre o corpo e o espírito, obteve bons resultados aconselhando o jejum e a dieta frugivora a seus doentes.
Entretanto, é necessário estar bem atento e prudente, se se faz um jejum para curar o cancro. O jejum aparentemente reduz as células cancerosas, mas ele diminui ao mesmo tempo a vitalidade. É por isso que, quando se observa um jejum para curar, se deve observar a variação da relação que existe entre a diminuição das células cancerosas e a diminuição da vitalidade. Durante o jejum, deve-se observar que a diminuição da vitalidade não seja mais importante que a diminuição das células cancerosas. É por isso que, para o cancro, recomendo o jejum apenas por breves e repetidos períodos, de modo que a vitalidade possa sempre ser mantida.
A dieta frugívora dará bons resultados no caso de o cancro ser divido a um excesso de carnes na alimentação. Mas, essa dieta não será boa para curar o cancro de estômago dos japoneses. Uma sopa de arroz integral ou de cereais integrais seria melhor para eles. As plantas mencionadas anteriormente seriam também eficazes.
Além do regime e das plantas, poderia aplicar-se uma terapia física. A ideia básica dessa terapia é a destruição das células cancerosas através do restabelecimento do poder natural de nosso corpo para curar. Tal tratamento se faz por eletricidade estática. Os íons negativos penetram em nosso corpo e estimulam o sistema nervoso parassimpático, que tem como resultado o deslocamento do equilíbrio ácido-alcalino do sangue e de aumentar a vitalidade das células normais.
Segundo minha opinião, os três tratamentos principais do cancro (cirurgia, quimioterapia e radiações) deveriam ser substituídos por uma terapia mental, dietética e física.

Profilaxia do cancro

De maneira geral a causa do cancro repousa sobre a evolução final de um estado biológico que tem por efeito geral a doença de nossas células. Do ponto de vista da célula, a causa do cancro é um problema funcional do sistema respiratório no seio da célula que resulta do metabolismo celular dependente dos fenómenos de oxidação e fermentação. Todas as características deste estado biológico que produzem tal metabolismo celular são considerados como a causa do cancro.
Os medicamentos químicos de síntese, as radiações, a acidificação do sangue, enfraquecem sua constituição e são alguns dos factores que criam esse estado biológico. É por isso que a cura do cancro significa a eliminação dos factores que contribuíram para gerar este estado.
1. Viva, tanto quanto possível, perto da natureza, onde a água e o ar são puros, onde há bastante sol e árvores.
2. Evite todos os alimentos comercializados artificiais e artificializados. Coma produtos cultivados organicamente.
3. Suprima o uso de medicamentos químicos sintéticos. De modo geral, todas as drogas químicas são tóxicas. Estão incluídos os pesticidas, os preservativos, pílulas anticoncepcionais, desinfestantes, antibióticos e condimentos químicos.
4. Trabalhe e faça exercício físico, isso ajuda a restabelecer o mau funcionamento da função respiratória das células. Você terá bom sono e bom apetite, e um bom peristaltismo intestinal.
5. Evite todo problema mental (stress), estudando o ensinamento dos velhos sábios. Isso ajuda a compreender os ensinamentos tais como o Princípio Único e as filosofias chinesa e Hindu.

Professor K. Morishita

quinta-feira, 15 de abril de 2010

As festas com a dieta nº7



As festas com a dieta nº7

Prof. George Ohsawa – Traduzido do francês por Rui Rato
da revista Lettre du TENRYU Janeiro de 1970
nº16

Por um japonês primitivo

NÚMERO 7!!!
-“Oh! É fanatismo!” ; “Muito Yang!”; “Perigoso!”; ”Muito severo”; ”Não é suficiente para viver”
Em todo o caso, são famosas todas as opiniões que criticam a dieta nº7.
Cada vez que oiço esta palavra,”Numero 7” eu me lembro…….
Há mais de trinta anos no Japão, a alimentação não era envenenada como hoje me dia. Para as crianças, a maior felicidade era comer uma bola de arroz com uma umeboshi. Era portanto o numero 7.
Comia-se a cada dia, pela manhã duas tigelas de arroz e uma pequena tigela de sopa de missô, ao almoço, duas pequenas tigelas de arroz e alguns pedaços de pickles de nabo salgado, ao jantar, uma pequena tigela de sopa de missô ou tamari, pequena quantidade de legumes cozinhados sem água, duas tigelas de arroz e uma pequena quantidade de peixe ocasionalmente. Não era a dieta número 7, mas era baseada sobre a dieta número 7. Quando estávamos estressados, esta dieta era imediatamente trocado pela número 7, tais como arroz com pickles salgados de nabo ou uma umeboshi. O arroz desta época não era integral, nem branco como hoje (era semi-integral). Muito frequentemente, a cevada e o millet integral era comida com o arroz na proporção de 50%(arroz), 50% (millet/cevada) .
Íamos para a escola com uma marmita que continha arroz e uma umeboshi. Nós chamávamos a esta marmita : “A marmita da subida do sol”. Mesmo os soldados japoneses comiam uma marmita muito semelhante. Era portanto o numero 7.
A maior festa anual, era a passagem do ano, a qual preparávamos arroz moti com muita antecedência.
Como ficávamos impacientes por este moti. Era bom de comer grelhado e temperado com tamari.
Este grande prazer, não era o número 7 . Nós decorávamos durante duas semanas os lugares sagrados da casa com este alimento de longevidade, acompanhado de folhas de feto e desejávamos a longevidade da família. As mães preparavam para as crianças bolos de arroz para cada estação do ano, era absolutamente o número 7, ainda que estes fossem envoltos em folhas de plantas selvagens, ou coloridos de verde para os harmonizar. Estes bolos eram bons, deliciosos, obras artísticas que davam um grande prazer ás crianças. A festa do nascimento das crianças era celebrada com arroz integral e azuki (número 7). No aniversário de um ano, nós fazíamos caminhar o bebé com um saco de moti de 2 kilos nas suas costas, contando quantos passos ele poderia dar.
Que felicidade estes nº7 podem dar a toda a família.
Desde que me lembro com ternura do meu pais natal, as 4 estações não poderiam existir sem a dieta número 7.
Os japoneses viviam esta tradição do “ Vivere parvo” com a maior alegria eterna e com reconhecimento infinito. Não existiam na altura doenças complicadas, podres e desumanas como hoje em dia. Os jovens eram ainda os príncipes e as princesas do reino dos céus.
Depois de 30 anos, o Japão mudou.
A tradição do número 7, desapareceu. Hoje, as pessoas preferem bolos estrangeiros açucarados, coloridos, artificiais e sedutores, que confundem os sentidos dos olhos e da língua, ao invés da dieta número 7, simples e natural. Eles adoptaram uma outra medida estrangeira para julgar os valores da nutrição, tais como vitaminas, proteínas, calorias, etc….
Antigamente havia um só supermercado de fruta para 30.000 mil habitantes, e no presente existe mais de trinta onde se vende banalmente todos os frutos estrangeiros, tropicais: bananas, mangas, ananás, etc., que violam a ordem do universo.
Os bombons e bolos coloridos artificialmente e quimicamente que são mais perigosos que a bomba atómica, atacam e envenenam a boca das crianças a cada dia e momento. As suas dietas já não são mais o arroz, nem a sopa de missô, ou os pickles salgados, mas são feitos de carne sintetizada feita a partir de petróleo, o leite esterilizado, as conservas, as algas açucaradas, bebidas vitaminadas artificialmente, tudo isto colorido por materiais cancerígenos e venenosos.
O Japão do número 7, morreu.
Quando eu me lembro desta nutrição eu reconheço afirmativamente a justiça do número 7 da macrobiótica.
Tenho portanto a convicção da vida ideal do homem que se nutre sobre a base da dieta número 7.
Também se pode praticar a macrobiótica do número 3 ao 5. Simplesmente é um pouco mais difícil de a praticar correctamente, comparando com o número 7, porque nos enganamos muito facilmente no equilíbrio quantitativo. A dieta macrobiótica é certa, se a praticarmos sobre a base do número 7, com a flexibilidade e concepção do equilíbrio do yin-yang. Nós temos que voltar à número 7 em breve se percebemos que as coisas não funcionam com deveria ser, com legumes, peixe, sobremesas e fruta.
Na minha infância quando eu apanhava frio ou febre, ou problemas de intestinos, a minha mãe me obrigava imediatamente a comer creme de arroz, com uma simples umeboshi. Nesta altura, a alimentação japonesa seguia ainda a tradição segundo a filosofia do extremo oriente. As pessoas praticavam ainda a dieta número 7 para curar as suas doenças.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Seminário de Macromicrobiótica - Abril 2010

Você está convidado(a) a participar no próximo Seminário de Macromicrobiótica, dia 18 de Abril de 2010, na Quinta da Picota, em Bucelas, a 20 km de Lisboa.

Veja o cartaz para mais detalhes. Clique na imagem, para visualizá-la em tamanho maior. Por favor divulgue aos seus amigos e familiares.




Programa

08:00-9:00 - Ritmoprática (Ginástica regenerativa Humana)
- Sara Ricardo


09:00-12:00 - Aula de Culinária Natural (Arte Fundamntal da Vida)
- Sara Ricardo


09:00-10:00 - Moxabustão - Terapia pelo Fogo - Fácil, Económico, Ecológico, Independente, Rápido, Caseiro e Eficaz - Prof. Manuel Moreira

10:00-11:00 - Yinyologia - Júlio Cesário

11:00-12:00 - Entusiasmo quotidiano, capacidade de se surpreender - Jorge Rebelo

12:00-13:00 - Almoço

14:00 -15:00 - Passeio pedestre pelo campo

15:00 - 16:30 - Chás e Tratamentos Caseiros - Carlos Ricardo


16:30 -17:30 - Nutrição (Transmutações biológicas) - Rui Rato

17:30 -18.30 - Jantar