sexta-feira, 26 de março de 2010

Ensaio sobre o Código da Natureza


Ensaio sobre o Código da Natureza
Prof. George Ohsawa – Traduzido do francês por Rui Rato
da revista Le Principe Unique - Fevereiro de 1976
nº85

Se os 7 Princípios e os 12 Teoremas forem aplicados, à lógica e depois introduzidos nas ciências naturais, especialmente, a física, e o domino atómico, depois na cultura, politica, educação, economia, todos os problemas da humanidade encontraram imediatamente a solução.
Isto significa que todos os fenómenos devem ser classificados por estes dois símbolos, Yin e Yang, o que é fácil de realizar.

A crise moderna provém do dualismo e do exclusivismo.
O príncipio Unificador é a única chave que pode trazer a paz.




Carta de Louis Kervran ao Prof. George Ohsawa

Carta de Louis kervran ao Professor George Ohsawa


















quinta-feira, 25 de março de 2010

A força e a flexibilidade

A força e a flexibilidade.
Prof. George Ohsawa – Traduzido do francês por Rui Rato
da revista Le Principe Unique
- Setembro de 1981
nº136


Após a abertura á civilização ocidental, o Japão degenerou.
Ele acreditou que ficaria mais poderoso, munido de armas de fogo e instrumentos ocidentais, ele que teve a sabedoria de não utilizar nada mais que o arco, a esgrima e o judo.
A educação moderna minou o velho Japão que nunca a admitiu que a força ou a maioria dominasse. O Japão era uma grande família de povos doces, na qual a família imperial era a testa que era servida por fieis samurais.
Após duas guerras vitoriosas, chino- japonesa e russo- japonesa, foi a força dos generais, dos militares que chegou ao poder. A força se decompõe e sucumbe todos os dias. Uma sociedade que se constrói pela força é efémera.
O principio do judo e também da estratégia chinesa é: Vencer a força pela flexibilidade. Isto reque as quatro combinações dos elementos Yin e Yang. Yang: Solidez e poder. Yin: Flexibilidade e fraqueza.
Expostos sobre os quatro aforismos da célebre filosofia da estratégica chinesa:

1. O que é flexível e sólido desenvolve-se cada vez mais.
2. O que é fraco e poderoso, fica cada vez mais famoso.
3. O que é flexível e fraco, perderá tudo o que tem.
4. O que é sólido e poderoso, sucumbirá cedo ou tarde.

Sal e actividade fisica

Sal e actividade fisica


Quando estamos em actividade, inalamos quantidades maiores de oxigénio(Yin). Este oxigénio combina com o sódio(yang) e transmuta-se em potasio (yin) de acordo com a teoria de Louis kervran. Portanto a relação de sódio potassio,K/Na no sangue tende a ficar mais alta e consequentemente surge a necessidade de ingerir mais sódio (sal).
Contrariamente, quando estamos inactivos, inalamos menos oxigénio, e por conseguinte a relação de sódio potássio diminui e o sangue fica mais yang.
O cálcio(yin), nos ossos e tecidos, é então atraído para o sangue e lá se dissolve. Este cálcio também se transmuta em potássio com a liberação de hidrogénio no seguinte processo:

Ca H = K
40 1 39

Assim o sangue fica capacitado de manter uma proporção de sódio potássio constante.
Porém o hidrogénio libertado forma ácido, o que poderá ocorrer uma deficiência de cálcio.
Por isso muitas pessoas macrobióticas tem os dentes deteriorados, apesar de não consumirem frutas ou açúcar, por não fazerem exercício físico.
Este fenómeno pode ser explicado pelo processo acima descrito.
Por isso o sal deve ser restrito, nas pessoas doentes ou mais inactivas, salvo quando aumentar a actividade física.
Então se temos menor actividade fisica(Yin) devemos ingerir menor quantidade de sal (Yin).
Se temos mais actividade física(Yang) devemos ingerir maior quantidade de sal(Yang).
Por exemplo os agricultores chineses ou japoneses chegam a ingerir 30 gramas de sal por dia quando estam activos na lavoura, o que seria venenoso para quem está sentado o dia no escritório.

Transmutação

Transmutação
Prof. George Ohsawa – Traduzido do francês por Rui Rato
da revista Le Principe Unique
- Janeiro de 1981
nº133


O interior e o exterior são opostos e complementares, se compreender isto não terá medo do bandido que o ameaça.
O bandido que parece ser muito violento, yang é no fundo muito fraco, yin. Razão pela qual anda armado.
Pois quanto maior a face, muito maior o dorso.
Porque é que a pessoa é muito activa? É porque ela é muito yang, atraída por todos os lados pela expansão infinita. É a dispersão a anti-gravitação. É porque no fundo é ela é muito inactiva, yin.
Em todas as tabelas de física clássica, existe o ponto de fusão, ebulição e solidificação dos corpos. Com isto vocês podem classificar todos os elementos. Sendo os mais yang, os que solidificam a temperaturas mais baixas, isto é, suportam mais frio.
Notais uma coisa curiosa, o oxigénio solidifica‐se a ‐200 graus e o hidrogénio a ‐273 graus. Os dois são gazes. O mais yang é o mais resistente ao frio, o hidrogénio, que solidifica a menos 273. Combinados eles ficam h20 líquido, que se solidifica a zero graus. Significa que os dois se transformaram de gás a liquido. Nenhum cientista pode explicar como dois gazes combinados se transformam em liquido.Mas graças ao professor Luis kervran, nos conhecemos as transmutações atómicas, mas até ele elas eram ignoradas. Dois gazes muito yin, viram água, yin que depois a zero graus(factor yang) vira gelo, que é relativamente mais yang.

Muito Yin ------------Yin-----------------Yang

Gáz ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐Liquido‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐Sólido

O professor George Ohsawa, transmutou mercúrio em ouro, só que era mais caro que o existente na natureza. Transmutou ainda carbono em ferro inoxidável, do qual registou a patente em França em 1964.
Lao tse, há 2.500 anos também transmutou mercúrio em ouro sem saber nada de fisica e química. Ele fundou a escola do Princípio Unificador.



Por isso deveis aprender a vencer sem lutar, sem nenhuma energia despendida, isto é transmutação. Convencer sem falar, ver sem sair, comprar sem dinheiro, também isto é transmutação. A nossa filosofia é a filosofia da transmutação. Doença em saúde, infelicidade em felicidade, pobreza em riqueza,etc.
Eu dou-vos estes segredos gratuitamente.

As religiões e o Principio Único

As religiões e o Principio Único
George ohsawa – Traduzido do francês por Rui Rato
da revista Le principe Unique – Fevereiro de 1975 - nº75

Existe no Japão uma centena de novas religiões que nasceram do turbilhão da incerteza social da segunda guerra mundial. A maioria das que aparecem seguem as linhas xintoístas ou budistas, se bem que os fundadores pretendem o titulo de Deus ou de Buda ou um Messias e o fazem crer a seus adeptos. Eles fazem numerosos, supostamente milagres, deixam ensinamentos e formam grupos religiosos unidos sob uma ideia. É sabido que esses fundadores fazem desaparecer os sintomas da doença, adivinham o passado das pessoas, transformam a água em álcool, etc. E não faltam também impostores. Algumas destas religiões foram mesmo introduzidas em França depois de algum tempo. Dado que o homem é por natureza atraído pelos efeitos misteriosos como as formigas por açúcar, estas religiões tem um sucesso onde quer que elas vão. O que é de facto uma característica comum destas religiões.
No outro dia eu conheci um dos lideres destas religiões que disse:”A nossa religião começou a formar um grupo de pessoas macrobióticas do vosso centro. Mesmo agora essas pessoas praticam todos os dias a macrobiótica. Uma vez que eles já estão preparados pelo estudo do principio único, eles compreendem mais rápido a nossa religião. Eu estou portanto muito agradecido ao mestre George Ohsawa. No outro dia eu também dei um estágio a um grupo macrobiótico em Itália ”
É muito normal o que esta pessoa diz. O principio único é a essência de todas as religiões do extremo oriente, uma nova concepção lógica da velha concepção do universo do extremo oriente.
Ela é o monismo, que é a base de todas as filosofias do extremo oriente. De qualquer maneira, estes estudos seja sobre a filosofia indiana, xintoismo, zen, budismo, taoismo, confuncionismo, são muito complicados e por vezes incompreensíveis se não temos este pequeno instrumento prático, fácil e muito simples que é o Principio Único.
É por esta razão que eu estou sempre optimista quando vejo pessoas que estudaram uma vez o Principio Único, e se meteram em seguida dentro de uma religião ou seita espiritual. Sem dúvida, seria mais útil aprofundar o Principio Único, é de lamentar profundamente que tais pessoas se tornem numa múmia. Segundo a expressão do professor George Ohsawa:” É como ser tentado pelo diamante artificial depois de ter herdado um filão de diamantes.”
Aqueles que não retornam à macrobiótica não compreenderam nada do Principio Único e deixaram também a sua religião. Seja lá o que for que eles se apeguem, mesmo que seja tentador e espectacular, não encontraram nada que tenha sentido e seja seguro e útil para as suas vidas.
Se eles querem seguir uma outra via ou religião, que vão até à sua origem, e que verifiquem se isso é válido para todas as pessoas em qualquer lugar e a qualquer hora.
O Principio Único é a via do NON-CREDO, é preciso compreender as coisas a fundo.
Não são as religiões que são a origem do Principio Único é o Principio Único que é a origem das religiões.
Na minha opinião, a coisa mais estranha no Ocidente é a ausência de qualquer conceito sobre os princípios alimentares, e não fazem parte do estudo de nenhuma escola. Estes estudos no entanto outrora eram de extrema importância, no inicio da nossa historia estes alimentos eram ainda endeusados. Os Oupanishads diziam que os sábios à procura de deus acreditavam que ele era representado na terra pelo trigo. Assim, seguindo esta tradição as famílias dos Brahmanes Orthodoxes do sul da índia ofereciam uma oração antes de comer arroz.
Eu penso que esta assemelhação do trigo a deus é a concepção mais importante da humanidade. Tem uma importância enorme como o fogo. Ao chegar neste lado da terra apercebi-me que estas concepções e noções haviam desaparecido completamente. Claro que podemos naturalmente comer tudo o que satisfaz os nossos sentidos, mas existe sempre um limite para este tipo de alimentação, e a primeira consequência é a falta de felicidade, a aparição de dificuldades de todas as espécies, as doenças e os crimes e a guerra.
Fazendo uma distinção entre os alimentos principais e secundários, os orientais tinham uma vida livre e feliz até vir a brilhante civilização ocidental, mais ou menos violenta com as suas maquinas cientificas e industrias.

sábado, 20 de março de 2010

Diagnóstico visual

O bo-shin (Diagnóstico visual)

O diagnóstico visual usado pela macrobiótica parece surpreender tudo e todos. Realmente quem estuda durante algum tempo este tipo de diagnóstico pode com facilidade relativa perceber os órgãos afectados de um doente com grande facilidade e precisão. E isso impressiona os mais distraídos e ofuscados pelos holofotes da ribalta. Mas a precisão não é sinónimo de eficácia. Aliás a ciência que é cada vez mais precisa é também cada vez mais impotente e iatrogénica. O mesmo erro se verifica em relação ao diagnóstico visual. Percebe-se as partes doentes mas não se sabe por onde principiar o tratamento, nem qual o órgão mais importante a diagnosticar. Porque o conceito de principalidade e complementaridade não é ensinado no diagnóstico. O diagnóstico principal é a examinação das fezes e urina e não o diagnostico visual que pode ser usado como uma ferramenta complementar. Quando se inverte a parte principal com a complementar o diagnóstico apesar de certo, está errado. É o máximo de precisão para o mínimo de eficácia. O intestino é a raiz da vida, por isso o diagnóstico e os tratamentos devem ser focalizados principalmente e maioritariamente no sistema digestivo. O diagnóstico e tratamentos devem ser radicais (radical tem a mesma raiz etimológica que raiz), isto é verificar a nossa raiz, e a nossa raiz é o intestino.A boca é a (frente) e o ânus é o (dorso), a raiz focal das doenças.

O ânus é o complementar antagónico da boca. O ânus é o mestre da boca.
O bos-hin, ou diagnóstico visual exige muito tempo de estudo e é difícil de usar de forma fácil e acessível a qualquer pessoa, sendo que sem uma pratica diária é fácil esquecer e normalmente só é usado por especialistas, contrariamente ao uso do diagnóstico através das fezes e urina, que pode ser usado e aprendido em 20 a 30 minutos por qualquer um. Apesar de ser mais simples é muito mais eficaz. O Principio unificador nos ensina que o mais simples é o mais eficaz. É o mínimo de estudo e esforço, para um máximo de resultado. O professor Michio kushi, num livro seu sobre diagnóstico da medicina oriental, disse: “Se Pretende estudar diagnóstico oriental, aconselho-o vivamente a estudar o Principio unificador, de outra forma as técnicas particulares contidas neste livro quase não têm valor algum.”

Teoria dos cinco elementos

A teoria dos cinco elementos

“Eu deixo de lado como inútil a teoria dos cinco elementos”-George Ohsawa-Livro :Le Príncipe Unique et la philosophie de le extreme-orient - 1943- Página 48

A china parece querer dominar o mundo ao vender produtos mais baratos que o preço de custo. A sua cultura ancestral também ela prolifera ferozmente pelos quatro cantos do mundo.
E disso nem a macrobiótica escapou. A cultura chinesa apesar de sábia é na maioria das vezes muito confusa, uma verdadeira chinezice, senão vejamos os tratados de medicina chinesa. O Professor George Ohsawa, apesar de se ter inspirado na cultura chinesa (O Professor George Oshawa sistematizou e sintetizou os princípios milenares que sustentam a Cultura, a Filosofia e a Medicina Tradicional Chinesa e em geral do Extremo Oriente, chamados “Lei Universal e as 12 Proposições Axiomáticas” atribuídas ao Primeiro imperador divino da china: Fu Shi á 5 mil anos), o fez de forma primorosa, tendo-a simplificado através do que chamou inicialmente de Principio Único. Mas como a simplificação não é lucrativa e comercializável, poucos foram os que aproveitaram utilmente o seu legado mais precioso.
O uso da teoria dos cinco elementos, ou “Cinco confusões” como lhe queiram chamar, deriva da cultura milenar chinesa, sendo uma das base da acupunctura, moxabustão, bo-shin (diagnostico visual) ensinado frequentemente na macrobiótica), feng shui, ki das 9 estrelas, etc.. e erradamente a macrobiótica atribui-lhe um valor demasiado prepoderante, atribuido-lhe ás vezes principalidade.Esquecendo que o conceito de yin e yang deve ser principal em relação à teoria dos cinco elementos.Por exemplo: não é pelo facto de o milho estar associado ao coraçao que todos os pacientes cardiacos devem comer milho, aliás o milho é yin e prejudicial se usado por pacientes com cardiopatia yin. E mesmo assim, não é por estar associado ao coração que deve ser o alimento básico de doentes cardiacos yang.
Poderá ser usado eventualmente com preparações mais adequadas e após longo tempo de cozimento, apenas como alimento secundário e apenas no verão e ocasionalmente.
A base da macrobiótica é o Princípio Unificador. Com as suas 7 leis universais e os 12 teoremas relativos, e se esquecermos isto a macrobiótica não tem qualquer utilidade e é muito perigosa.
Apesar das informações contidas na teoria dos cinco elementos poderem ser úteis se usadas complementarmente. O que se verifica é que este tipo de informações sem a aplicação de um princípio de simplificação (Princípio unificador), que simplifica todas as informações, tem gerado muita confusão e desnorteamento por parte de quem as aplica, sem eficácia e resultados, tornando quem as aplica em pessoas supostamente muito inteligentes, mas sem percepção e sensibilidade normais, muito unilaterais, exclusivistas e orientalistas. O grande problema na minha perspectiva é que se percebe as partes, mas não o princípio, o foco das questões. E quando o princípio está errado, tudo fica errado. Como ao marcar o número de telefone, se o primeiro número estiver errado mesmo os outros números estando certos a chamada não irá para o lugar pretendido. Era o objectivo do professor George Ohsawa fazer um princípio simplificador que tornasse as pessoas mais independentes. Mas ao que parece tal não sucedeu. Razão pela qual alguns alunos da macrobiótica não estando o suficientemente confundidos, ainda procuram a medicina chinesa, para uma confusão ainda maior. Pois num mundo de confusão generalizada quem está mais confundido parece o mais esclarecido. O princípio unificador é a simplificação da medicina chinesa, não existe portanto motivo para a usar como principal. Seria retroceder.