terça-feira, 28 de dezembro de 2010

MISTIFICAÇÃO DA MACROBIÓTICA - Tomio kikuchi


Muitas pessoas que tentam aplicar os princípios da Macrobiótica, ou seja, o Principio da Relatividade Absoluta, frequentemente se confundem com o conceito de Yin e Yang. Em muitos casos, há pessoas que fazem uso de palavras aparentemente inteligentes para se convencer a si mesmas e a outros de que eles \ estão efectivamente fazendo uso de Yin e Yang em suas actividades diárias, mas mesmo assim, parece que nada funciona. Elas imaginam que estão aplicando este princípio, mas na realidade tornam-se mais e mais fracas, frequentemente caindo nas armadilhas (armadilha do dinheiro, da profissão, etc.), nas quais todo o resto da sociedade está sempre a cair. A razão desta falha é que não há uma compreensão básica sobre o que é realmente Yin e Yang.
Mesmo os supostos líderes macrobióticos espalhados pelo mundo, frequentemente acham que Yin e Yang significa o mesmo que Bom e Mau, dependendo das circunstâncias. Se eles acham que uma pessoa está muito yin, eles lhe recomendarão yang. E, se lhes parece que uma pessoa está yang demais automaticamente recomendam yin. Isto é absurdo!
Esta compreensão a meias acontece por todo o mundo. Por exemplo: recentemente houve uma comemoração no Centro Macrobiótico do Japão, com a presença de Mme. Lima Ohsawa e de diversos ex-colegas e ex-alunos do Prof.Georges Ohsawa, nosso falecido mestre.
Algumas pessoas falaram ao microfone e, na minha vez, tive que declarar, publicamente, dúvidas sobre a compreensão básica deles de Yin e Yang, após tantos anos. Lembro-me de ter dito que o nosso Princípio Unificador nos diz que tudo que tem uma face tem um dorso. E que tudo que tem um começo, tem um fim. Estas são premissas básicas do Princípio Unificador, conforme formulado por Georges Ohsawa. "Pois bem", disse eu, "se isto é assim, então não pode haver paz sem guerra! Nem pode existir Deus sem Diabo ou felicidade sem desgraça! Não pode existir doença sem saúde e nem saúde sem doença! Portanto, continuei, que conversa é essa, de vocês, sobre paz, amor, felicidade e desenvolvimento espiritual como algo a ser conseguido através da Macrobiótica?
Yin e Yang são indivisíveis e simultâneos! E tudo uma questão de proporcionalidade entre um e outro! Incrivelmente, muitas pessoas ficaram surpresas e até chocadas com esta observação simples e óbvia.
Quando uma pessoa tenta praticar a Macrobiótica sem entender a simultaneidade básica da realidade, ela se torna cada vez mais frustrada, seja por causa da falta de resultados ou seja pela superficialidade dos efeitos dessa prática. Mas, como a sua "fé" na Macrobiótica é aparentemente forte (especialmente se ela depende, para sobreviver, de um restaurante ou loja de produtos macrobióticos ou de um centro de "estudos macrobióticos"), ela continua a enganar as pessoas com a saúde e a felicidade parciais e charlatanescas. E na medida em que se torna mais e mais frustrada com essa insuficiência de compreensão, ela torna-se mística e começa a imaginar como era a vida há muitos séculos ou, como será bacana o mundo dentro de dois mil anos. É exactamente esse tipo de discurso que faz com que os jovens sérios da actualidade rejeitem a Macrobiótica. E eles têm toda razão!
A tridimensionalidade de Yin e Yang é a chave para compreender e aplicar utilmente este princípio simples. É claro que a simultaneidade ternária vai estimular o aparecimento de diversas dúvidas entre os estudantes do Princípio Unificador.
Mas é assim mesmo que deve ser: a dúvida é a mãe da convicção e da compreensão autêntica. Não existe nenhuma outra porta para uma maneira útil de entender a realidade.
Onde quer que haja autêntica compreensão, existe uma dúvida muito maior ainda, sustentando permanentemente essa convicção!
Esta é uma maneira muito eficiente de se verificar a qualidade da compreensão de qualquer pessoa. Isso é especialmente válido hoje em dia, quando aparecem constantemente novos líderes e charlatães das mais variadas tendências.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A INFELICIDADE: DA FORÇA, DO CONHECIMENTO,DA FORTUNA E DA GLÓRIA

A INFELICIDADE: DA FORÇA, DO CONHECIMENTO,DA FORTUNA E DA GLÓRIA

Os que dependem da força, do conhecimento, da fortuna, da glória,etc.....tornam-se os heróis da tragédia, porque tudo isto não é mais que uma visão, imaginação ou imagem microscópica do mundo da "verdade" e porque os óculos coloridos dão a sensação enganosa da realidade e nos induzem a pensar que isto é verdade. Os nossos contemporâneos seguem com confiança a ciência que desenvolve em detalhe a realidade. Significa que eles são possuídos pelo "Demônio astuto", que eles chamam "Ciência". Eles se afogam sem saber num mar lamacento. Existem mesmo pessoas que recusam sair deste mundo chato, apegado-se ao mundo "real", miserável, efêmero, por prisões invisíveis tais como os sentimentos sociais ou humanos: ouro, fama, amor,etc.. por causa do seu mau discernimento, mesmo quando lhes mostramos o caminho do topo dafelicidade. Eles estão verdadeiramente apegados ao mundo do sofrimento. Eles ainda nem subiram a primeira etapa da montanha. Nós não podemos ser mais felizes a não ser que avançamos sobre a via única para o topo da felicidade,com a ajuda do íman precioso que é o Principio Unificador. É inútil ensinar este caminho do topo da felicidade a toda a gente, eu o fiz durante 30 anos. E cheguei a conclusão que é inútil. Por contrário é mais útil distribuir esta bússola, do Principio Unificador aos que merecem e a precisam.- George Ohsawa

A MAIORIA USA LINGUA BIPARTIDA COMO A COBRA

A MAIORIA USA LINGUA BIPARTIDA COMO A COBRA

O ser humano desenvolveu-se espectacularmente depois que descobriu o usa da palavra falada e principalmente escrita. Mas se a palavra é o foco e esperança da humanidade, hoje em dia ela é a origem focal das maiores catastrofes humanitárias. A maioria ainda não aprendeu a usar palavra inteira, interactiva, dinâmica, global, pois todos parecem usar apenas palavras bipartidas, extremistas, unilaterais, venenosas, quer sejam optimistas ou pessimistas. A cobra emite palavra venenosa pela lingua bipartida. Quem usa palavras unilaterais também sem querer ou por querer acaba envenenando a si mesmo e aos outros. Mas existe sempre o antidoto, que é a possibilidade de aprender a usar em cada frase o seu antonimo integrador, aglutinador, salvador.

CORRECÇÃO DOS 10 MANDAMENTOS DO CATOLICISMO:

CORRECÇÃO DOS 10 MANDAMENTOS DO CATOLICISMO:

1º- Amar a Palavra integral com o seu antónimo acima de todas as coisas.
2º - Não usar a sagrada Palavra em vão.
3º - Aproveitar domingos e festas para trabalhar mais ocultamente, vitalmente.
4º - Honrar a cabeça e intestino interligado pelo coração.
5º - Não matar a Palavra viva.
6º - Jejuar um vez a cada 15 dias.
7º - Não roubar tempo e espaço aos outros.
8º - Não se sentir ofendido pelos insultos nem vangloriado pelo elogios.
9º - Utilizar as adversidade como combustivél para a evolução interna e externa.
10º- Sentir o máximo de satisfação com o mínimo de informação e nutrição.

CATÁSTROFES MARAVILOHAS UTILIZÁVEIS-Vai aumentar,dença,miséria e violência

FESTIVIDADE PROVOCADORA-Eterna guerra entre desejo e necessidade

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

PALAVRA É SEMENTE


O que difere o ser humano dos animais é a sua linguagem, a sua palavra, quer escrita, quer falada, sem linguagem não precisariamos de desenvolver solidariedade nem de nos comunicar, só se comunica quem sabe falar, solidariedade é a arte da palavra. Mas a maioria ainda não sabe usar palavra salvadora, solucionadora, funcional, animadora, palavra integral, unificadora, magnética, ou usa palavra enroladora ou aprisionadora, ou usa apenas flores verbais atractivas enroladoras porém enganosas: como paz, amor e felicidade, que não duram muito tempo como as flores, pois murcham rápido, ou usa cadáveres verbais aprisionadores, odiosos, belicistas e infernizadores. Precisamos aprender a usar sementes verbais integrais, pois a semente, como o arroz integral que é semente e fruto ao mesmo tempo, isto é tem em si principio e fim interliagados. Passado e futuro, quem não usa sementes verbais, isto é palavra unificada com o seu antónimo, ou vive no futuro desligado do passado, e ai cai na imaginação e no utopismo irrealizável ou vive no passado desligado do futuro e ai fica preso ao passado sem esperança. Isto é, ou vive desesperado preso ao passado, com prisão de ventre mental ou cai na falsa esperança, sem confirmação, com diarreia mental .

TUDO É RELATIVO, INCLUSIVE A RELATIVIDADE


A teoria da relatividade diz: Que tudo é relativo". Esta teoria no entanto é apenas uma teoria hipotética, pois é muito parcial, unilateral e absolutista . Einstein seria mais razoável se tivesse dito: Tudo é Relativo, inclusive a própria Relatividade. O que significa que a relatividade também é relativa? Significa na realidade, que não apenas existe a relatividade, mas também o absolutismo. Qualquer teoria, religião, ciência, moral, principio que exclua o seu antagónico e complementar, está condenada ao desastre fatal. O que seria de nós se a vida fosse apenas relativa? Seria apenas caos sem ordem. o que seria de nós se a vida só tivesse ordem? Seria apenas ordem sem caos. Mas a vida não é apenas caos ou apenas ordem. Vida é caos ordenado. No Ocidente é o caos sem ordem, pois todo o pensamento Ocidental é empírico, caótico, mesmo a ciência que se diz cientifica, nada mais é que caos, os resultados estam á vista. Os Orientais vivem uma vida de ordem sem caos. Caos sem ordem é cepticismo, ordem sem caos é dogmatismo. É por isso que a maioria é inconfiável, indialógavel, irresponsável.
Dá para confiar numa pessoa céptica Ocidentalizada?
Dá para confiar numa pessoa dogmática Orientalizada?
Para não cair em nenhum dos dois lados unilateralmente, precisamos compreender que pessoa confiável, dialogável,responsável é aquela que aproveita a dúvida para desenvolver confiança provisória, ou aproveita a certeza, para através da dúvida, ampliar a certeza efémera.

TRIÁLOGO, A MAIOR FORÇA DO UNIVERSO


A linguagem é dualista, paz/guerra, amor/ódio, saúde/doença, riqueza/pobreza,felicidade/infelicidade e todos os demais antagonismos existentes. A maioria imagina que a paz existe desligada da guerra, o amor do ódio, a saúde da doença e como tal sempre prefere uma das duas partes antagônicas em prol da outra, a paz em prol da guerra, o amor em prol do ódio, a saúde em prol da doença, etc. Mas a realidade é que paz/guerra, amor/ódio, Saúde/doença, riqueza/pobreza, felicidade/infelicidade e todos os demais antagonismos existentes coexistem simultaneamente, proporcionalmente, indivisivelmente e reversivelmente, quem compreende isso vê a realidade de forma e função ternária, dinâmica e não monogâmica, isto é: a coisa em si o seu oposto e a simultaneidade, e como tal não desespera na pior situação, e tem cuidado quando tudo corre bem. Se o desespero funcionasse as instituições de caridade não proliferavam como cogumelos, se a euforia da paz amor e felicidade funcionasse, já estaríamos todos contaminados a caminho do paraíso perdido, mas na realidade paradoxal o que funciona é compreender a realidade ternária de forma e função paradoxal reversível e provisória.

PENSAMENTO INTEGRAL MUITA MAIS POSITIVO QUE O POSITIVISMO


Perante a péssima situação em que muita gente vive, o pensamento positivo floresce que nem cogumelos. Toda a gente quer ser positiva, optimista, alegre e feliz. Realmente, o positivismo é como cogumelos que crescem rápido e murcham ainda mais rápido. O que sustenta o rápido crescimento de um cogumelo é o frio, a sombra e a humidade. Também o que sustenta o positivismo são as esperiências vivenciadas negativas, dolorosas, sacrificadas, duvidosas, corrigidas. Alegria nada mais é que tristeza corrigida, felicidade nada mais é que infelicidade corrigida. Mas muita gente parece ter nascido já iluminado, a saber pensar, sentir e movimentar-se sozinho, por isso é incorrigível. Nascemos do útero bem escuro, só por esse facto já temos a possibilidade de nos iluminarmos.

O INTESTINO É O DEUS DA MEDICINA


Escupalio o deus da medicina tinha uma serpente numa vara que significa o intestino e e o seu poder de regeneração. A serpente renova toda a sua pele incluindo a dentadura.

3ª GUERRA MUNDIAL VERBAL, NINGUÉM ESCAPA


Desde que o ser humano começou a usar a palavra que a guerra fisica transformou-se em guerra verbal. A guerra que mais pessoas mata hoje em dia é a guerra verbal. A maioria corre dia e noite atrás do dinheiro, paz, amor e felicidade, ignorando o inimigo mais mortal e cruel que existe: A palavra. Mas se palavra é pior inimigo, ela também pode ser o foco da esperança da humanidade. Quem usa palavras desintegradoras, mesmo ficando rico, tendo sucesso, muito amor, caridade e capacidade é so questão de tempo para occorer o processo de desintegração vital, emocional e mental. Pois se o que existe de mais poderoso no mundo para unificar, solidarizar mente e corpo, interligado pelo coração é a palavra, não existe também nada de mais poderoso para desintegrar, infernizar, destruir e matar que a palavra. Palavra salvadora é palavra viva, com fibra, germinadora, interligada com o seu oposto e complementar. Que não sabe usar palavra germinadora, vai ter morte lamentável, inútil, escandalosa e dolorosa.

TEORIA EQUIVOCADA SOBRE O SISTEMA IMUNITÁRIO


Segundo o dogma científico, os glóbulos brancos são as células de defesa proporcionando imunidade ao corpo, são elas:
1. linfócitos
2. monócitos
3. neutrófilos
4. basófilos
5. eosinófilos
A ciência acredita que os glóbulos brancos são formados por mitose de glóbulos brancos pré-existentes dentro do tecido linfático, como os nódulos linfáticos, baço e medula óssea, mas como já expliquei anteriormente não existe um processo mitósico, mas sim uma fusão,portanto, e segundo os meus estudos, os glóbulos brancos, ou leucócitos
tem como função:
TRANSMUTAR-SE EM CÉLULAS TECIDUAIS DE TODOS OS ÓRGÃOS DO CORPO HUMANO
Resumindo: os glóbulos vermelhos transmutam-se em glóbulos brancos para formar novas células nos tecidos. O conceito ortodoxo de fagocitose, está baseado em observações equivocadas. Assim o chamado processo de fagositose é em realidade, o resultado da putrefacção dos glóbulos brancos e outras células nas quais surgiram espontaneamente bactérias. O conceito de fagocitose pressupõe que dentro do nosso organismo temos um arsenal belicista e que ao entrar
um inimigo ele imediatamente entra em acção, bombardeando-o.
Tal conceito é infantil e absurdo, nem a doença é inimiga, nem esse tal sistema belicista existe, constituído por glóbulos brancos, o que existe sim é simbiose, ajuda e apoio mútuo.

Professor Kikuo Chishima

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O ORIGEM DO HOMEM É O MACACO CIENTIFICO OU O DEUS DISFARÇADO?


A maior dúvida do homem que até aos actuais dias permanece uma mistério, que felizmente nunca será resolvido é: de onde viemos? Esta dúvida deu origem ao tecnicismo cientifico que é uma consequência do evolucionismo, o que significa que a ciência e todos os seus derivados são uma macacada. E deu ainda origem ao misticismo quer seja oriental ou ocidental, através do Criacionismo, que é uma mentira divina. Mas a origem do homem nem é Deus, nem Macacos, a origem do Homem é a palavra, falada e escrita. Sem palavra, o homem fica um macaco, e com palavra ilusória, útopica, inexistente, sujeita-se a ser considerado o Deus dos macacos.

QUEM ACREDITA EM DEUS (PALAVRA) VIVO FICA RICO


O que sustenta a democracia é o dinheiro, democracia é dinheirocracia, na democracia só o dinheiro conta. Democracia é ditadura do dinheiro. Mas porque todos os sistemas que supervalorizam o dinheiro paradoxalmente estão a cair na falência total, desde o sistema individual,conjugal, familiar, monetário, saúde, justiça e moral. E porque será que todos os que acreditam em Deus, no sistema teocrático, enriquecem facilmente? Porque o sistema teocrático valoriza principalmente a palavra de Deus. Basta ouvir os relatos das pessoas que foram para igreja em falência total e saíram em riqueza geral. Mas Deus externo desligado de Deus interno(Palavra) não vai durar muito. Mas quem valoriza principalmente a sua própria palavra, isto é valoriza tudo interligadamente, usando mínimo de comida pode obter o máximo de vitalidade, usando o mínimo de informação pode obter o máximo de compreensão, usando o mínimo de dinheiro pode obter o máximo de rentabilidade e produtividade.

COMO OS ORIENTAIS APRESENTAM A ESPOSA-Tomio Kikuchi


Eu já repeti, várias vezes, que quando o homem japonês apresenta a própria mulher fala mal dela. Este hábito, estilo, de apresentação mútua é terrível. Isto é tradicional. O japonês, quando apresenta a própria mulher, fala mal dela, para ela ficar bem. A pessoa que não entende esta realidade magnetizadora fica espantada. O japonês, apresentando sua mulher, diz: "Esta é minha mulher, e sinto vergonha de apresentá-la para vocês."

É assim que o japonês fala: "Eu sinto vergonha de apresentar esta mulher mal-educada, que tem a cabeça ruim, que não sabe nada, burra, que tem uma família terrível". O japonês fala muito mal da própria mulher. A realidade é assim mesmo, não estou exagerando. Isto é bem relativo. Depois de falar bastante mal da mulher, o japonês diz: "Por isso, por favor, eu queria pedir que o senhor nos orientasse". Seja uma autoridade máxima, ou um mendigo, todos fazem assim no Japão, se eles formam um casal. E quando o marido apresenta a mulher, falando mal dela, a mulher diz que ela é assim mesmo como ele esta falando: "Eu sou pior ainda do que o que ele falou". A mulher acrescenta mais coisas ainda. Impressionante. Mas, no ocidente, é o contrário, homem não fala mal da mulher, só fala bem: "Esta é a minha mulher ela é muito bonita, inteligente, toca piano, gosta de estudar, gosta de ler, é muito estudiosa, na sua família tem muitos advogados...". o homem ocidental fala o máximo que pode das qualidades de sua mulher.

Mas, enfim, o que significa tudo isto? O sentido da apresentação do pior lado do outro é muito simples: "Eu me casei, escolhi, uma mulher tão ruim porque sou muito pior do que ela. Eu estou envergonhado". Isto é uma autocritica, revelação da própria burrice, precariedade. A mulher, também, concorda: "Eu sou assim mesmo". No ocidente, no entanto, é o contrário: o homem apresenta sua mulher dizendo que ela é muito bonita e inteligente e com isto quer dizer: "como eu casei com ela eu sou melhor do que ela”. A apresentação ocidental é arrogante, o homem faz assim querendo aparecer: "Eu sou melhor do que ela, por isso a tomei como esposa. Eu tinha mais capacidade, por isto escolhi esta mulher que tem tudo de bom".

Esta diferença de apresentação já é uma revelação do uso das palavras opostas. Somente buscando o lado bom das coisas, a pessoa acaba encontrando o lado ruim, sem querer. Para quem está interligado, o ruim não é ruim. O marido, falando muito mal da mulher, está querendo dizer, que ele se interessou por ela justamente porque ela era muito ruim. Ele quer dizer que se ela tivesse só coisas boas não lhe interessaria: "Eu me interessei por minha esposa porque tudo, nela, é ruim". Esta apresentação tem muita profundidade.

DEMOCRACIA OCIDENTAL SEM DITADURA ORIENTAL É DESORIENTAÇÃO TOTAL


O Oriente que é mais sintonizado com a natureza externa e interna é ditador. A natureza também é ditadora, na natureza não existe democracia, ou será que chove ou faz sol quando queremos? Quem desvaloriza a ditadura e valoriza apenas unilateralamente a democracia a tendência é cair no caos e desorientação psicossomática total. Mas se democracia Ocidental leva ao caos e desnorteamento, a ditadura principal sem o seu antagónico e complementar a democracia, causa anorexia, com falta de individualidade, liberdade e relatividade. Por isso nem democracia nem ditadura funcionam unlilateralmente, isoladas, o principal é ditadura, seguindo a ordem ditatorial da natureza e o complementar é a democracia obedecendo ás nessecidades individuais e únicas. Quem inverte sendo mais democrático que ditador está em contra ciclo com a ordem espirálica universal. E quem não respeita a constituição universal, viola a própria constituição

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O PRINCIPIO UNIFICADOR E OS DIAMANTES


Em 1955, O americanos começaram a fabricação de diamantes artificiais. Eles fizeram cristalizar o carbono sobre uma alta temperatura e alta pressão,1500ºc e 60.000 bar. Estes diamantes não pesam mais que 0,02 gramas. E isto não é conveniente para fazer tesouros nem fortunas, nem mesmo um anel. Mas no entanto estes diamantes são úteis para cortar vidro, por exemplo podemos cortar os vidros com eles. A cor é também longe de ser bonita e nobre. Aqui os estudantes do principio unificador se apaixonam. Com o principio unificador, como podemos fabricar diamantes grandes como um polegar e bonitos como uma estrela? Porque eles não se produziram sob as condições acima citadas? Porque estas condições são Yang:alta temperatura e alta pressão. Sob estas condições yang o carbono que é yang faz obrigatoriamente um cristal pequeno. A cor escura do cristal também indica que ele é yang. A água gela quando o ar é frio, e é transparente, e fica opaca no ar quente.Portanto se fizermos o carbono cristalizar, sobre uma condição yin, baixa temperatura e baixa pressão eles ficaram grandes e transparentes.Provavelmente é preciso utilizar um tratamento de centrifugação do carbono,para deixar o carbono puro e os fazer cristalizar sobre uma baixa temperatura.Aqui está a idéia de fazer diamantes grandes e transparentes. Uma idéia procede sempre as grandes descobertas, o resto é técnica.O principio Unificador é um NON CREDO. Não devemos acreditar, devemos nós mesmo descobrir por nós próprios. Que significa KANGAYERU em Japonês (Voltar a DEUS). Aquele que lê o Principio Unificador numa folha de erva é mais feliz que aquele que fabrica diamantes. -George Ohsawa

O DESASTRE DO YIN E YANG


YANG MORTAL, YIN INÚTIL E RANG POSSIBILITADOR
Yin é amoroso, o yang é odioso, yang é sucesso, Yin é fracasso,relativamente, etc.
É esta a grande confusão de quem usa a visão dualista desastrosa do yin e yang. O ideal seria ter sucesso e ser amoroso. Mas com esta visão estática do yin e yang tal é impossivél. Esta visão do yin e do yang é muito exclusivista, dualista, maniqueista, e religiosa e diabólica, porque exclui a pessoa amorosa ter sucesso, e exclui a pessoa que tem sucesso a amar, mas se aplicarmos o rang, não precisamos ser sempre amorosos, nem sempre odiosos, mas ter o sentimento (amor e ódio interactivos), amar o outro se merecer e odiar e dar um chuto se não merece, provisóriamente até merecer. E isso nos torna livres e não vinculados ao amor inútil e ao ódio fatal. A visão do yin e do yang, apenas com duas forças, sem a interacção do rang é como ter um carro só com o travão e acelerador, sem embreagem. O desasatre é certo na primeira curva, á direita ou á esquerda, o melhor mesmo é ter embriagem. É por isso que a filosofia oriental deixou de atrair pessoas, ou se atrai é graças ao seu folcrore msitico, o que atrai na cultura oriental são apenas as suas técnicas lucrativas e também elas em vias de capotar. Porque técnica sem principio é como um tractor desgovernado, muita potência sem direcção.

ESPERANÇA, DESESPERO E PRESENÇA


Muitos ainda jovens e inexperientes ainda tem esperança num futuro maravilhoso, cheio de amor, dinheiro, paz e felicidade e tranquilidade, porém quando crescem e amadurecem cedo se desvaneia esse sonho, e são confrontados com as vicissitudes da vida, cheia de contradições, incertezas, dúvidas e desiquilibrios. Enquanto crianças vivem esperançosos, depois enquanto adulterados, desesperados, passando da esperança útopica para o desepero inexistente. Vida não é esperança nem desespero, vida é desespero esperançoso, mas a maioria vive ausente, apegado ao passado ou imaginado o futuro.

SIMPATIA, ANTIPATIA E EMPATIA


Em geral as pessoas comportam-se simpaticamente, cegos aos erros do outro, ou antipaticamente excuindo o erro do outro. Simpatia é vitimização, antipatia é inutilização do erro do outro, e quem inutiliza o erro do erro, acaba sozinho, certo, perfeito. Por isso não adianta ser simpático ou antipático unilateralmente, o segredo é ser empático. Empatia(em+phatia(doença,dor) é perceber o problema do outro e vivenciar junto, aprender mutuamente.Empatia é empate.

PALAVRA É SANGUE VEGETAL


O que difere o ser humano dos animais é a sua linguagem, a sua palavra, quer seja escrita, quer falada, sem linguagem não precisariamos de desenvolver solidariedade nem de nos comunicar. Só se comunica quem sabe falar, solidariedade é a arte da palavra. Mas a maioria ainda não sabe usar palavra salvadora, solucionadora, funcional, animadora, palavra integral, unificadora, magnética, ou usa palavra enroladora ou aprisionadora, ou usa apenas flores verbais atractivas enroladoras porém enganosas: como paz, amor e felicidade, que não duram muito tempo como as flores, pois murcham rápido, ou usa cadáveres verbais aprisionadores, odiosos, belicistas e infernizadores. Precisamos aprender a usar sementes verbais integrais, pois a semente, como o arroz integral que é semente e fruto ao mesmo tempo, isto é tem em si principio e fim interliagados,passado e futuro, quem não usa sementes verbais, isto é palavra unificada com o seu antónimo, ou vive no futuro desligado do passado, e ai cai na imaginação e no utopismo irrealizável ou vive no passado desligado do futuro e ai fica preso ao passado sem esperança. Isto é, ou vive desesperado preso ao passado, com prisão de ventre mental ou cai na falsa esperança, sem confirmação, com diarreia mental .

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A FELICIDADE INFELIZ E A INFELIZ FELICIDADE

A FELICIDADE INFELIZ E A INFELIZ FELICIDADE

A felicidade é yin e o tempo é yang, quem é feliz vive pouco tempo, o yin abosrve o tempo, yang. A infelicidade é yang e o tempo é yang, por isso a infelicidade aumenta a longevidade. A felicidade é yin, atrai yang, dificuldades, insatisfação, problemas, a infelicidade é yang, atrai yin, felicidade, satisfação e soluções. Quem é infeliz desenvolve o discernimento, torna-se mais doce, sábio, flexível, resistente e tolerante. A infelicidade yang, atrai yin, vida longa e feliz. A felicidade é yin, atrai vida curta e infeliz,yang.


terça-feira, 22 de junho de 2010

A lesma, Ensina o Principio Unificador



A lesma é super yin, mais de 90% de água, mas ao ficar desidratada era usada como prego muito resistente nas espadas japonesas que tinham que suportar o suor salgado durante várias batalhas, e por isso não podiam enferrujar. Ora tudo o que têm uma parte muito yin, tem outra parte yang maior. Uma parte aparente da lesma é aguada, mas por isso mesmo, existe uma outra parte, interna, super yang.

Tomio Kikuchi

terça-feira, 25 de maio de 2010

Os que amam o feio

Os que amam o feio
G. Ohsawa
Traduzido por Rui Rato
Revista Principe Unique nº 51/ 1973

Eu gosto do feio, do mal, da injustiça, mais que a beleza, o bem e a
justiça;

Eu prefiro a fraqueza, a ignorância, a pobreza á inteligência, á força e á
abundância;

Eu gosto muito mais do malfeitor, o enganador, o mentiroso que o
benfeitor que não causa decepção.

Eu admiro tanto a fidelidade como a infidelidade,

Eu admiro mais a traição que a lealdade,

Eu gosto da revolta, o manifestante, muito mais do que os não-revoltados,
os que aceitam.

É a desigualdade, a hostilidade, e a escravatura que eu prefiro, á
fraternidade, igualdade e liberdade. É o caos que eu admiro mais que a
ordem.

O meu amor é o de amar a arrogância, a ingratidão, o não senso, muito
mais que a modéstia, o reconhecimento, e o bom senso.

(Você concorda? Tudo? Sem excepção).
(Nem uma só objecção?)
(Bom.. Muito bem, estou muito feliz).

Mas eu prefiro o infortúnio á felicidade, a dificuldade e o impossível e o
desagradável á facilidade.

Eu os amo, os admiro, os estimo muito mais que os seus contrários, sim
muito mais, muito mais, sim infinitamente e mil vezes mais.

Por quê?
Ah, aqui está o ignorante que amo tanto!
Por que não?

Se eu não gosto deles muito mais do que os seus contrários eu não
teria a razão de ficar aqui.

Se eles não existissem, era impossível que os seus contrários
existissem.

Eles não são que duas faces da mesma coisa.
Eles são a face e o dorso um do outro;

Se o dorso ou o interior não existisse, como pode a face existir?
Eles são complementares um do outro,
Eles são a parte de cima e de baixo um do outro,

Como pode a cabeça existir sem os pés?
O que eu amo é o dorso que suporta a face, ou a face que nós tanto
amamos.

Vocês amam a vossa mulher bela de face e feia de dorso?
Sim. Então vocês amam uma mascara.

Vocês gostam do vosso marido porque ele é bom?
Então o vosso marido será amado por muitas outras mulheres, como
vocês o amam.

Então a competição do amor é inevitável, elas as amaram também como
você ama o bom !

Vocês não sabem? Que pena!
Quando eu li "O Retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde, uma linha me
surpreendeu.

Estou feliz",
É a frase de uma menina.

Com estas palavras, senti algo que me chocou, Ela é amada por Dorian
Gray. E ela disse: “Estou feliz”.

Esta felicidade, perguntei‐me eu, é isto a felicidade para ela. A
felicidade causada por uma única pessoa não é a verdadeira felicidade,
porque esta incita os outros ao ciúme e transforma‐se cedo ou tarde
em tragédia.

A felicidade ocidental é portanto a infelicidade dos outros?

Não é a felicidade no nível 7 nível(discernimento supremo).

Eu compreendo hoje, quarenta anos depois de ter lido “O Retrato de
Dorian Gray" de Oscar Wilde, que a felicidade Ocidental é a infelicidade
vista do 7º céu. Aqui está porque existem tantos crimes no Ocidente, a
guerra, os impostos, os gansters, etc.

Aqui está porque eu amo o Ocidente, eu que amo as dificuldades, como
um estudante de matemática ama os exercícios os mais difíceis.
Eu vos amos meus queridos “Civilizados”.

Vocês são mais cruéis, mais sábios, mais ignorantes, mais ingratos, mais
rudes que os “Primitivos”….

Estou louco de “Civilizados”...

Os extremos se atraem os civilizados e os primitivos.

Tudo é recíproco, tudo é complementar neste mundo relativo.
Os
civilizados também amam os primitivos.

Eles trocam os seus presentes…

Uns oferecerem conchas, pedras, chá, café, tabaco, fruta, a pele de um
cadáver de animal, e as contas, eles não têm outra coisa.

Os outros oferecem os licores, o cinema, os produtos de beleza, as
pistolas, as bombas, e instrumentos assassinos.

Os escuros e os coloridos são felizes com os produtos de beleza
vermelhos para as mãos e negros para os pés.

Os brancos são contentes com a pele de um cadáver, ou uma colher de
conchas, ou duma forma curiosa de fumar, com os frutos tropicais, que
nutrem a mentalidade primitiva, ou a preguiça que não trabalha a terra
(Já que eles são as crianças herdeiras da grande riqueza da natureza).

É a troca livre entre o pavão e o corvo.

É divertido de ver.

A realidade ultrapassa a ficção.
Olhai a cena.
É a cena a mais divertida, a mais apaixonante, impressionante da tragi-comédia
que nós iremos ver; a queda de uma grandiosa civilização.

Silencio, por favor.

Tirem o chapéu, e boa saúde.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mistificação da Macrobiótica

Mistificação da Macrobiótica
Tomio Kikuchi

Pode a macrobiótica ter utilidade se o princípio subjacente (Principio Unificador) que lhe dá origem permanentemente for relegado para uma importância secundária senão completamente ignorado?
A macrobiótica é apenas um nome para algumas técnicas que são a consequência directa da aplicação do que foi chamado Princípio Unificador pelo seu sintetizador, o professor George Ohsawa, com quem o Professor Tomio Kikuchi teve uma vivência discipular como director da Escola Ohsawa,“ Casa Ignoramus”, em Tóquio. A Macrobiótica não tem valor,se, for confundido o princípio básico que a suporta. E a urgência deste tema, deriva do facto, de que mais e mais pessoas estão a sofrer os efeitos da maior crise da civilização moderna, mais e mais. As pessoas se viram para a macrobiótica para uma solução efectiva, e muitas mais ainda estão desapontadas com a falta de resultados ou com o catequismo e o misticismo que tem pervertido a macrobiótica nas últimas décadas. A origem da adulteração desta iniciativa, basicamente educacional, em terapeutismo e misticismo sectário, assenta na inversão da predominância dos princípios sobre a técnica. Actualmente a principalidade normal do pensar sobre o fazer foi invertida e a nossa humanidade teve a sua sensibilidade degenerada num show de marionetas doente, violento e empobrecido.
Actualmente o Princípio Unificador da Relatividade Absoluta parece tão simples, de facto é a própria simplicidade, porque é o princípio da simplificação. Muitas pessoas acreditam que uma solução só aparecerá complicando o problema, enquanto que a realidade óbvia da natureza nos diz constantemente, que a solução está em ser capaz de simplificar todas as coisas, quando e onde for possível.
Mas a simplicidade é desprezada presentemente, senão ignorada, é considerada barata e tem pouco ou nenhum valor de mercado.
Porque é que a sociedade despreza a simplicidade? Será apenas uma questão económica numa sociedade orientada para o consumo? É claro que é também uma questão do tipo da cultura que a civilização moderna adoptou para si mesma. Mas também assenta na falta de um diálogo potente entre os inumeráveis e extremamente variados antagonismos, que compõem a Existência. Este diálogo advém de uma atitude que pode ser chamada dualismo monístico e pode promover a nossa sensibilidade, tomar conhecimento com um relacionamento a cada nível.
O corpo e a mente interactuam para gerar o indivíduo humano.
O homem e a mulher ligam-se para o nível conjugal da existência. Pais e filhos dão nascimento, lugar a uma família, teoria e prática formam um nível regional comunitário de vida. Civis e militares esquerdistas e direitistas defrontam-se perpetuamente pelo controle do nível nacional, o Oriente e Ocidente têm dificuldade em se encontrar para dar forma à Ordem Mundial Internacional.
A origem da dificuldade entre Oriente e Ocidente assente na forma diferente de obter clareza teórica e potência prática.
A capacidade civilizacional do Oriente derivou de uma concepção religiosa da realidade enquanto que a concepção científica da história Ocidental deriva das suas raízes Grega e Romana. Mas depois, influenciados pelas suas próprias incursões ao Oriente o Ocidente desenvolveu as suas próprias concepções religiosas e falsas concepções meio compreendendo a visão monistica unitária, da qual a verdadeira linguagem dos povos orientais é uma manifestação.
Com a sua própria linguagem predominantemente científica a civilização moderna ocidentalizada desenvolveu uma visão maniqueísta da vida, onde o Mal deveria ser vencido e apenas o Bom deveria reinar sem contestação.
E deste maniqueísmo nem a nossa actividade Macrobiótica parece ter escapado pois que cada vez mais supostos líderes macrobióticos espalham a palavra de que através da macrobiótica um indivíduo pode obter miraculosamente a saúde e a felicidade absolutas num mundo de paz total.
Isto é um erro absurdo, total charlatanismo.
Visto o risco que a nossa actividade educacional corre, de se tornar uma seita religiosa sem crédito, devemos afirmar claramente a importância de o processo indispensável para a manifestação de qualquer fenómeno na nossa existência de transformação relativa.
Exactamente como uma actuação teatral, as qualidades do protagonista não podem se completamente apreciadas sem, com a vileza do antagonista.
O mesmo acontece na nossa existência diária: a condição indispensável para a existência da paz é a existência da guerra. A condição indispensável para a existência da saúde é a existência da doença.
A condição indispensável para a existência da felicidade é a existência da adversidade.
A condição indispensável para a existência de Deus é a existência do Diabo.
A condição indispensável para a existência de segurança é a existência da ameaça.
A condição indispensável para a existência da transformação é a existência de formalidade.
A condição indispensável pai a existência da liberdade é a existência da repressão.
A condição indispensável pai a existência do equilíbrio é a existência do desequilíbrio.
A condição indispensável para a existência da convicção é a existência da dúvida.
A condição indispensável pai a existência da salvação é a existência da destruição.
A condição indispensável pai a existência do sucesso (evolução) é a existência do falhanço.
A condição indispensável para a existência do Paraíso é a existência do Inferno.
A condição indispensável para a existência do amor é a existência do ódio.
A condição indispensável para a existência da vida é a existência da morte.
A condição indispensável para a existência de vitalidade é a existência de desvitalização.
A condição indispensável para a existência de resultados é a existência dum processo e a condição indispensável para a existência de uma condição é a existência de um condicionamento.
Os supostos líderes da actividade macrobiótica, na maior parte do hemisfério norte, hoje em dia parecem ignorar este princípio básico da macrobiótica. Claro que é muito sério, para as pessoas em geral, não tomarem conhecimento desta realidade extremamente básica, óbvia e mesmo infantil.
Assim, cada vez mais pessoas estão a justificar mística ou tecnicamente a sua omissão das leis da relatividade (Principio Unificador) as quais constituem precisamente o mesmo erro fundamental que levou a humanidade e os indivíduos até ao seu estado crítico presente.
A totalidade dos grandes líderes históricos, foram obras-primas da dúvida, dificuldade e adversidade extremas.
O homem e a mulher que conscenciosamente confrontaram suas dificuldades durante as suas vidas, tornaram-se líderes para outras pessoas.
Afinal se não tivessem enfrentado o infortúnio para onde é que eles guiariam a humanidade?
Qual seria o papel de um verdadeiro líder, senão ensinar como transformar doença, pobreza e violência? E quem poderia desenvolver essa capacidade armado unicamente com sonhos teóricos e mistificados.
De Buda através de Ghandi a Mao Tse Tung, de Jesus através de Lincoln a Churchil, todos os grandes líderes do Oriente e do Ocidente, tiveram que se confrontar a sua precaridade pessoal face a enormes dificuldades.
O caso de Wiston Churchill é muito interessante para a nossa confirmação. Ele veio a ser considerado um dos mais proeminentes oradores da História. Os seus discursos governaram a maior parte da humanidade numa época crucial.
Mas durante a sua infância e adolescência, ele teve que enfrentar a humilhação e um sentimento permanente de inferioridade de cada vez que abria a boca para dizer fosse o que fosse. Todos os dias ele exercitou e trabalhou a sua dúvida enorme, num espelho.
Ele era um gago muito desafortunado.
Então talvez seja a falta de conhecimento da relatividade (Principio Unificador) óbvia da realidade, que está a fazer com que muitos líderes macrobióticos repetidamente abandonem suas famílias, onde o amor e a dúvida estão em diálogo permanente, para correr atrás do amor absoluto, sem um espinho sequer de insegurança ou infelicidade. Talvez seja falta de uma confirmação real palpável, da simultaneidade e da indivisibilidade de todos os fenómenos, que gera o facto que muito líderes latentes não estejam assumindo as bases da liderança ou seja auto-governamento individual. Isto reflecte-se no enfraquecimento das suas próprias condições globais e nas condições daqueles que o seguem de perto.
Talvez seja a ignorância dos simples facto da relatividade (Principio Unificador) que está a produzir a formação progressiva de uma seita que não pode dialogar efectivamente, com o resto da humanidade e preferirá formar antes um paraíso ilusório no cimo de alguma grande montanha onde a imaginatória paz absoluta, floresça alguma vez no futuro.
Ao mesmo tempo que esta campanha planetária para a autenticação da nossa actividade educacional, pode servir como um exemplo ilustrado, preciso, para os indivíduos que querem descobrir do que é que a Macrobiótica trata e também para aqueles que precisam como qualquer
outro de a redescobrir permanentemente.”

“Um trabalho está meio acabado quando começa bem”- Séneca

“Muitas pessoas que tentam aplicar os princípios da Macrobiótica, ou seja, o Principio da Relatividade Absoluta (Principio unificador), frequentemente se confundem com o conceito de Yin e Yang. Em muitos casos, há pessoas que fazem uso de palavras aparentemente inteligentes para se convencer a si mesmas e a outros de que eles, estão efectivamente fazendo uso de Yin e Yang em suas actividades diárias, mas mesmo assim, parece que nada funciona. Elas imaginam que estão aplicando este princípio, mas na realidade tornam-se mais e mais fracas, frequentemente caindo nas armadilhas (armadilha do dinheiro, da profissão, etc.), nas quais todo o resto da sociedade está sempre a cair. A razão desta falha é que não há uma compreensão básica sobre o que é realmente Yin e Yang.
Mesmo os supostos líderes macrobióticos espalhados pelo mundo, frequentemente acham que Yin e Yang significa o mesmo que Bom e Mau, dependendo das circunstâncias.
Se eles acham que uma pessoa está muito yin, eles lhe recomendarão yang. E, se lhes parece que uma pessoa está yang demais automaticamente recomendam yin. Isto é absurdo!
Esta compreensão a meias acontece por todo o mundo.
Por exemplo: recentemente houve uma comemoração no Centro Macrobiótico do Japão, com a presença de Mme. Lima Ohsawa e de diversos ex-colegas e ex-alunos do Prof. Georges Ohsawa, nosso falecido mestre.
Algumas pessoas falaram ao microfone e, na minha vez, tive que declarar, publicamente, dúvidas sobre a compreensão básica deles de Yin e Yang, após tantos anos.
Lembro-me de ter dito que o nosso Princípio Unificador nos diz que tudo que tem uma face, tem um dorso. E que tudo que tem um começo, tem um fim. Estas são premissas básicas do Princípio Unificador, conforme formulado por Georges Ohsawa.
Pois bem, disse eu, se isto é assim, então não pode haver paz sem guerra! Nem pode existir Deus sem Diabo ou felicidade sem desgraça, não pode existir doença sem saúde e nem saúde sem doença, portanto, continuei, que conversa é essa, de vocês, sobre paz, amor, felicidade e desenvolvimento espiritual como algo a ser conseguido através da Macrobiótica?
Yin e Yang são indivisíveis e simultâneos.
É tudo uma questão de proporcionalidade entre um e outro. Incrivelmente, muitas pessoas ficaram surpresas e até chocadas com esta observação simples e óbvia.
Quando uma pessoa tenta praticar a Macrobiótica sem entender a simultaneidade básica da realidade (Principio Unificador), ela se torna cada vez mais frustrada, seja por causa da falta de resultados ou seja pela superficialidade dos efeitos dessa prática. Mas, como a sua fé na Macrobiótica é aparentemente forte (especialmente se ela depende, para sobreviver, de um restaurante ou loja de produtos macrobióticos ou de um centro de estudos macrobióticos), ela continua a enganar as pessoas com a saúde e a felicidade parciais e charlatanescas. E na medida em que se torna mais e mais frustrada com essa insuficiência de compreensão, ela torna-se mística e começa a imaginar como era a vida há muitos séculos ou, como será bacana o mundo dentro de dois mil anos. É exactamente esse tipo de discurso que faz com que os jovens sérios da actualidade rejeitem a Macrobiótica. E eles têm toda razão!
A simultaneidade de Yin e Yang é a chave para compreender e aplicar utilmente este princípio simples. É claro que a simultaneidade vai estimular o aparecimento de diversas dúvidas entre os estudantes do Princípio Unificador.
Mas é assim mesmo que deve ser: a dúvida é a mãe da convicção e da compreensão autêntica. Não existe nenhuma outra porta para uma maneira útil de entender a realidade.
Onde quer que haja autêntica compreensão, existe uma dúvida muito maior ainda, sustentando permanentemente essa convicção!
Esta é uma maneira muito eficiente de se verificar a qualidade da compreensão de qualquer pessoa. Isso é especialmente válido hoje em dia, quando aparecem constantemente novos líderes e charlatães das mais variadas tendências.”-Tomio Kikuchi

Educação do Extremo Oriente

Educação do Extremo Oriente
George Ohsawa

O ideal da educação do Extremo Oriente é o “Zen” (Chi-nês) e “Zin” em Japonês, que não é outra coisa que o homem munido do Principio Unificador. No zen usam-se koans, os koans são enigmas absurdos, cuidadosamente preparados com o fito de fazer com que o estudante do Zen se aperceba, do modo mais dramático, das limitações da lógica e do raciocínio. O palavreado irracional e o conteúdo paradoxal desses enigmas tornam impossível sua resolução através do pensamento cartesiano. O carácter ideográfico de zen é composto por duas partes que significam: o homem e o princípio unificador. O estudo desta arte se chama “Do” em japonês e “Tao” em chinês. A palavra I-ching, o I significa Principio Unificador e Ching, grande livro.“Gyô” (Prática do principio unificador) deve ser praticado pelo menos durante dez anos. A prática do Principio Unificador é o verdadeiro “Vivere Parvo”, mínimo de comida, exercício e informação para o máximo de energia, circulação sanguínea e sapiência. O Principio unificador é a lógica do universo contrária á lógica dualista de Kant e René Descartes, rígida, dogmática, simplista, sentimentalista, contraditória, da ciência e da civilização moderna. Esta lógica é a causa de todos os males do mundo moderno. Todos os grandes mestres da humanidade, desde Jesus, Buda, Mahvira sempre se dirigiram as todas as classes sociais, de todas as idades, profissões, honestos e desonestos, escravos e pensadores. E como consequência falavam uma linguagem muito simples e acessível. Eles sempre empregavam analogias, metáforas e alegorias. Nascemos munidos de conhecimento analógico, intuitivo e instintivo (etimologicamnete, conhecimento = Co+ nascimento), foi o empirismo, a educação moderna que nos adulterou. Todos os grandes homens sem excepção eram grandes pensadores. Segundo o princípio Unificador não existe bom, nem mau, mas yin e yang que são antagónicas aparentemente e complementares na realidade. Tudo o que é antagónico e complementar é indispensável um ao outro. O bem e o mal não são mais do que resultado do nosso egoísmo sentimentalista. A prática sem um princípio teórico é sentimentalista. E o sentimentalismo não é suficiente, razão pela qual as religiões são muito pouco práticas, apesar de muito estimadas e admiradas. Para quem estuda e pratica o principio Unificador, o problema não é senão a portada solução. O princípio Unificador é o único princípio que abarca todas as contradições, antagonismos, religiões,filosofia, ciência, politica, etc.
A luz só ilumina no escuro, as inumeráveis estrelas não brilham durante o dia, os sábios não se encontram num pais de sábios, os milionários não são milionários num pais de milionários.
A liberdade imposta pela democracia economicista não é a verdadeira liberdade mas a ditadura do dinheiro. A liberdade salvaguardada pela lei não passa de escravatura. A paz salvaguardada pela lei não passa de paz imposta pela violência. A saúde estabelecida com o auxílio da medicina ou de algum instrumento é dependente, incerta e mendiga. Tal saúde é vergonhosa comparada com os animais, mesmo os menores e mais minúsculos. As ideias fundamentais da medicina sintomática, que somente tenta destruir os factores nocivos, são infantis, primitivas, incontroláveis, exclusivas e pré-copérnicas. Não pode existir frente sem dorso, o bem sem o mal, o belo sem o feio. A destruição total do antagonismo é um suicídio. A upressão total do feio, do mal e da escravidão significa a morte da beleza, da bondade e da liberdade. Se a união internacional das ligas femininas sentenciasse os homens à morte e os exterminasse, tal acção seria simultaneamente o suicídio de todas as espécies femininas. A liberdade tem a sua significância na escravidão e nas dificuldades. A beleza encontra a sua expressão somente na presença do desadornado. Trabalhemos, portanto, criando todas as dificuldades, todos os males, feiúras e desventuras para que possamos nos tornar livres, amoráveis, fortes e felizes. É como fazer da vida uma aventura, conforme disse Tom Sawyer.”A liberdade tem de ser encontrada dentro da escravidão. A verdadeira saúde pode ser mantida mesmo sob as condições menos higiénicas. Durante a guerra muitos exemplos disto podem ser vistos entre os soldados.
A felicidade pode ser encontrada no fundo do infortúnio. O lugar mais seguro durante um forte bombardeio é o mais próximo onde caiu a ultima bomba.Tanto quanto qualquer instituição médica, a medicina tem uma orientação negativa, pessimista e derrotista.
Deve ser bem compreendido que a liberdade somente pode ser encontrada e estabelecida na escravidão e no meio das dificuldades.
A felicidade não pode ser distribuída, mas estabelecida somente pela pessoa que a deseja; este mundo foi criado somente para os homens livres. Os que não são livres devem sofrer. O homem livre, forte, fiel e admirado, leva uma vida feliz mesmo entre as dificuldades e a violência. Somente enfrentando as maiores dificuldades poderá ele apresentar toda a sua ilimitada fortaleza. A felicidade deve ser encontrada somente no meio da escravidão. A mais linda flor de lótus cresce no meio da mais imunda lama.
Nada é verdadeiro, real ou infinito; tudo não passa de ilusão. Eis porque, certo dia, para surpresa de seus discípulos, Sinran disse: Mesmo o mais honesto pode ser salvo, por que não o desonesto?
Dar liberdade a alguém parece-nos ser muito beneficente, porém obstrói a germinação, a faculdade de liberdade quando então é um grande crime.
Se ajudar-mos diariamente algum mendigo dando-lhe o suficiente para viver, ele continuará mendigando durante o resto de sua vida. Estaremos cometendo um erro. Ademais, não poderemos sustentar milhares de mendigos. Tudo o que se pudesse fazer não passaria de um bem limitado e paliativo. Existem muitos grandes filantropos que morrem de cancro, o que quer dizer que eles não compreendem a maneira de viver correcta segundo o Princípio Unificador”-George ohsawa

Evolução Degenerativa


Evolução Degenerativa
George Ohsawa



“É sabido que a nossa civilização científica e tecnicista, e mesmo toda a humanidade, encontra-se à beira de uma catástrofe! O homem moderno está profundamente envolvido pelo ‘smog’ (mistura de fumaça e neblina) da incerteza, do medo político, sociológico e fisiológico, do medo a crimes atrozes, a doenças incuráveis das quais a mais temida é o cancro. Sem dúvida, os civilizados venceram ao revolucionar este mundo de escravidão e misérias e estabelecer uma brilhante civilização científica e tecnicista. O que é impar e sem precedentes em toda a história do homem. Todos nós a admiramos e amamos. Mas, quanto maior a face, maior o dorso. Esta civilização tão brilhante, e com ela toda a humanidade, estão ameaçadas a cada instante do perigo de explosão. Podemos perder tudo e pulverizar-nos!... Que lástima!

É uma pena a destruição de todo o processo civilizatório pelo desconhecimento das leis da vida. Mas e as leis produzidas pelo Estado? Elas não resolvem os problemas humanos?

Ao contrário, a Lei, por exemplo, que representa a maior violência, ataca seriamente os inimigos da sociedade, em lugar de amá-los, sobretudo os pobres. Tolera até a pena de morte para certos crimes. Por que ninguém apresenta a outra face? O inimigo rico escapa à lei por intermédio de sua poderosa arma: o dinheiro. Os ‘gangsters’ são, algumas vezes mortos, mas, na realidade, os verdadeiros criminosos que são os educadores, são raramente punidos pela justiça. Não seria mais sensato punir os criadores de ‘gangsters’ e delinquentes do que os próprios delinquentes e ‘gangsters’?

Acontece o mesmo com a medicina, que ataca os micróbios, os vírus e os outros inimigos imaginários do homem. No entanto, todos esses organismos são criações de Deus, exactamente como o homem. A medicina não os ama, nem pergunta por que Deus os criou, em primeiro lugar, e por que são recreados dia a dia, nem por que alguns são atacados por eles, enquanto outros não são. Parece que só a medicina oriental achou sua presença e existência no corpo humano saudável como algo natural no esquema das coisas. Acontece o mesmo com a indústria da guerra, conduzida em nome da Justiça, da Paz e da Liberdade, como se a Justiça pudesse ser destruidora, a Paz sangrenta e a Liberdade conquistada pela violência”- George Ohsawa

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Errar, errar, errar para errar cada vez menos

Errar, errar, errar para errar cada vez menos

Jesus morreu crucificado, um fracassado completo aos olhos da sociedade e sua doutrina transformou o mundo. Van Gogh morreu sem vender seus quadros e é um dos mestres da arte ocidental. “O Rei da Vela”, peça que Oswald de Andrade escreveu em 1937, só veio a ser encenada em 1967 trinta anos mais tarde e ditou novos rumos ao teatro brasileiro. Antes de acender uma lâmpada, Thomas Edison ligou dez mil vezes o interruptor. Ridicularizado, reconhecia a utilidade de cada apagão: «Agora já sei mais um modo de não fazer a lâmpada». Pintores sem mãos pintam com a boca e os pés. Impossibilitado de tocar com a direita, o pianista João Carlos Martins grava com a esquerda. Nossos critérios de avaliação de resultados precisam ser reavaliados. Conceitos como “sucesso e fracasso”, “derrota e vitória”, “sorte e azar”, “felicidade e prazer”, “esforço e realização” precisam ser reavaliados

O sucesso nos ensina muito pouco, temos muito mais a aprender com o fracasso. Quando tudo dá certo, sabemos apenas que tudo deu certo, o que não nos torna aptos a repetir a performance em circunstâncias diferentes. A experiência frustrada nos induz à reflexão crítica sobre o processo. Verificando onde erramos, aprendemos muito mais sobre a maneira certa de fazer as coisas. Ter experiência é ter errado muitas vezes. Ter sabedoria é ter aprendido com esses erros. O fracasso tempera a personalidade, aguça a autocrítica e desenvolve a humildade, qualidades importantes na formação de um vencedor. São as quedas que nos dão a exacta dimensão do desafio de andar. Aquilo que é muito fácil não traz desafio, nem mérito. Só nos sentimos vitoriosos quando fazemos algo difícil de conseguir. Não existe vitória em escovar os dentes, a menos que se tenha que fazê-lo com os pés e existem pessoas que conquistam esta vitória todas as manhãs por necessidade. Quanto maior a dificuldade, maior a sensação de sucesso. “Ganhar de uma sós vez é mais gostoso”, dizem os fanáticos por desportos. A conquista de um título é valorizada pelo empenho e qualidade dos adversários. Arrancar em último lugar e chegar em primeiro é simplesmente o máximo. Não é à toa que a multidão tende sempre a torcer pelo mais fraco. A luta de Davi contra Golias teria ficado na história se Golias tivesse vencido? Erros e acertos, sucessos e fracassos, fazem parte de um processo de aprendizagem, através do qual nos preparamos para enfrentar situações novas e tomar decisões acertadas, que nos levarão a novos sucessos. Portanto, meus amigos, benditos sejam os erros. Louvado seja o erro! Pois sem eles não haveria acertos. Toda experiência é lição. Ninguém chega a um grau consistente de acertos a não ser pela via do erro. Se chegasse, seria anjo e não homem.

Todo o problema tem solução,que é um problema muito maior, crescendo cada vez mais.

Todo o problema tem solução,que é um problema muito maior,
crescendo cada vez mais.

Nascemos dependentes sem necessidade de nos preocuparmos com quase nada, pois a nossa sobrevivência básica está assegurada pela nossa mãe e pai. Á medida que crescemos e evoluímos crescem também os problemas. A vida é uma sequência natural crescente de problemas. Vamos para a escola e temos de estudar para aprender, porém à medida que aprendemos mais no ensino, este se torna também cada vez mais complexo, até ao nível universitário. Depois casamos e os nossos problemas aumentam mais, pois além de cuidarmos de nós temos de aprender a conviver com as diferenças e divergências normais, implacáveis, úteis do nosso/a companheiro/a. Depois procuramos ocupação profissional, e além de ter de conviver com o companheiro/a, temos de aprender a conviver com colegas de religiões e modos de vida diferentes, a vida até à morte é uma sequência inevitável de problemas e soluções crescentes. Não adianta pois ficar à espera de uma vida sem problemas, pois sem problemas não crescemos e amadurecemos.

Sobre o I-ching

Sobre o I-ching

O I-Ching é considerado o mais antigo livro de sabedoria do mundo ainda de uso corrente. Suas origens, na China pré-dinástica, são obscuras, mas seus conceitos foram utilizados durante muitos séculos antes de serem registados por escrito.

O título I-Ching é traduzido, geralmente, como o livro das mutações. Este aspecto de mudança é o que há de fundamental no I-Ching, ligado ao conceito de estados opostos complementares.

Apesar de o I-ching ser a base do Principio Unificador, não existe a necessidade de usar o I-Ching visto ser o Principio Unificador a sua simplificação e síntese. O próprio professor George Ohsawa não recomendava o seu uso, a não ser ler a introdução sobre a ordem do universo.

O filósofo chinês Confúcio não chegou a dominar o I-ching, apesar de o ter estudado anos a fio e ter trocado por três vezes as capas rotas.

Quando se lê esse livro quer seja no livro original quer nas traduções a sua interpretação é muito ambígua e subjectiva e o seu entendimento não raras vezes é muito confuso, especulativo e supersticioso.

Qualquer livro, ou fonte de conhecimento pode ser muito útil desde que tenhamos princípios, óculos mágicos para interpretar as informações nele contidas, caso contrário as informações contidas em qualquer livro ou fonte de conhecimento atrapalham muito mais que ajuda.

O génio é aquele que consegue simplificar o que é confuso.

O princípio Unificador é o único, o mais simples e mais profunda forma de pensamento encontrado até hoje na história da humanidade.

Não exclui nada, inclui tudo indivisivelmente: deus/diabo, saúde/doença, amor/ódio, guerra/paz, riqueza/pobreza, felicidade/infelicidade, sucesso/fracasso, etc .

É o único princípio capaz de resolver todas as questões quer sejam físicas, metafísicas, cientificas, religiosas, filosóficas, medicas, politicas, culturais, educativas, familiares, etc.

A cura de doenças

A CURA DAS DOENÇAS

Toda a doença tem uma razão para existir, ela se regulariza por si mesma, se não prejudicarmos os mecanismos naturais e normais de eliminação. O corpo tem um mecanismo chamado de homeostase (Walter Cannon), que é um mecanismo de auto regulação autónomo. Por vezes pensamos que o nosso corpo é ignorante e a nossa cabeça esperta, mas na realidade o corpo também tem inteligência instintiva muito mais evoluída na maioria das vezes que os nossos pré-conceitos idióticos e sentimentalistas, de querer acabar com a doença a qualquer custo, produzimos doenças mais graves e complicamos em vez de resolver o problema. A medicina através de suas mentiras geniais, nos faz crer que o útero da mulher é tão imperfeito, que cada um de nos está programado para quando adoecer, morrer se não tiver a intervenção de sua santidade: o médico, o cirurgião, ou qualquer outra especialidade médica divina. Hipócrates o pai da medicina usava o termo:”Vis medicatrix naturae” assim era chamada a força curativa da natureza. Essa força teria o poder de accionar os mecanismos de defesa do organismo sem nenhum auxílio exterior. Nesse caso, a conduta do médico deveria ser de espera, pois a própria natureza encontraria os caminhos e meios para restabelecer o equilíbrio perdido (ou seja, a homeostasia). Dizia ele: "Os poderes da natureza frequentemente realizam rápidas e belíssimas curas (...) Doenças graves frequentemente melhoram sozinhas (...) também em afecções crónicas este maravilhoso poder de cura realiza a autodefesa". O nosso corpo é a melhor farmácia do mundo.

As células do corpo humano morrem e renascem na quantidade de 30 biliões por segundo, significando que temos, um número igual de possibilidades de renascimento.

Nosso corpo é uma máquina perfeita, produz remédios gratuitos e necessárias 24 horas por dia, com enfermeiras e médicos de primeira sempre actuando em conformidade e nunca errando no tratamento.

Consegue produzir anticorpos, muito mais poderosos que os antibióticos, endorfinas mil vezes mais poderosas que a morfina que é um anestésico super poderoso, as endorfinas ajudam a ali­viar a dor, é essa produção de endorfinas que ajuda a mulher no parto.

Gintzler demonstrou que a produção de endor­finas aumentava claramente durante o parto e nos dias antecedentes. Produzimos saliva que é o melhor antibiótico, anti-can­cro, anti-doença, anti-médico que existe, muitos prémios Nobel poderiam ser adquiri­dos se os cientistas se debruassem só sobre a saliva. A saliva normal contêm gamaglobuli­nas que tem um papel fun­damental no con­trole da leucemia, devido à sua capacidade de coagulação do sangue, o interferon que con­trola as células cancerosas, a opiorfina, os cientistas testaram a opiorfina salivar in vivo humana em testes com ratos de laboratório, e descobriram que 1 grama do analgésico salivar natural tinha o mesmo efeito que 3 gramas de morfina quando a dor era induzida por uma substância química. Quando a dor era «mecânica» (através do teste dos alfinetes), era necessária uma dose seis vezes maior de morfina do que a de opiorfina para tornar as cobaias insensíveis à dor, a saliva ou liquido divido como é designada em japonês (Shin-eki), possui ainda um harmónio que retarda o envelhecimento, chamado parotina. Não precisamos gastar dinheiro. Já possuí­mos tudo, é só usar.

O professor George Ohsawa dizia:” Mesmo se comer porcarias se mastigar mil vezes não existe perigo”

A palavra que a língua japonesa utiliza para “mastigação” significa “bom entendimento”.

A mastigação é um dos melhores potencializadores nutricionais que existe.

O amido contido nos carboidratos só é adequadamente digerido pela acção da ptialina salivar que se encontra na saliva. O que significa a digestão dos amidos se faz principalmente na boca. Quem se alimenta de cereais integrais e não mastiga não absorve satisfatoriamente.

Os alimentos bons se tornam mais saborosos á medida que mais mastigamos, os maus o contrario.

Os indivíduos da comunidade Hunza dos Himalaias são conhecidos por sua longevidade e prática da mastigação.

Noboru Muramoto diz que o Dr. Ogata descobriu que a mastigação revitaliza o corpo porque activa as glândulas parótidas, localizadas em cada lado das mandíbulas, abaixo dos ouvidos. Quanto mais mastigarmos, mais activas as glândulas se tornam, produzindo o hormónio parotina. Se se mastigar poucas vezes, o hormónio é engolido e destruído no estômago. Mastigando bem faz com que o hormónio parotina seja absorvido pelo sistema linfático. O hormónio renova as células, afectando o sistema endócrino glandular e rejuvenescendo o corpo inteiro.

O Dr. Ogata extraiu o hormónio parotina da saliva da vaca e o injectou em alguns pacientes, em poucos meses esses pacientes tinham a aparência dez anos mais jovens. Mas, com o tempo, os efeitos rejuvenescedores diminuíram porque o hormónio era apropriado para vacas, não para seres humanos. Cada um de nós pode mastigar bem e produzir seus próprios hormónios rejuvenescedores.

”Parece que quanto mais mastigo mais tempo tenho! Completo minhas tarefas com maior rapidez e eficiência. O relógio passou a ser meu aliado.” Jane Quincannon

“Salivação é salvação”-Tomio Kikuchi

O corpo produz probióticos vitais, a medicina antibióticos fatais. O cérebro segrega e produz moléculas neuro-endócrinas com várias funções: excitantes, calmantes, analgésicas, alucinogéneas, acti­vadoras do sistema imunitário, etc.
Assim um tranquilizante só é eficaz porque consegue imitar um produto naturalmente segregado pelo organismo, porque existe já no organismo a capacidade de expressar a tranquilidade. Os medicamentos químicos copiam as moléculas naturalmente produzi­das pelo organismo e provocam, em princípio os efeitos desejados. Através de investigações produzidas por Richard Squires (da compa­nhia farmacêutica de Ferrosan) e Claus Braestrup (do hospital mental de St.Hans, em Roskilde, na Dinamarca), tornou-se evi­dente que as benzodiazepinas funcionam porque têm efeito semelhante nos receptores do cérebro. E se um receptor de benzodiaze­pina se encontra no cérebro, deve haver tam­bém algum tipo de benzodiazepina natural nesse receptor. Isto é o cérebro as produz.

Auto-cura espontânea

Por exemplo ao sentirmos dor de cabeça isso se deve a que algumas células da região do cérebro se encontram dilatadas e por isso oprimem as terminações nervosas. Ao sentir essa dor, que geralmente é provocada por excessos na activi­dade digestiva, fermenta­ções e principalmente gases (gás carbónico), a pessoa imediatamente sente vontade de ficar no escuro, sem barulho, sem comer, sem fumar, sem beber nada. Se a pessoa se mantém assim durante certo tempo, as cau­sas da dor desaparecem e com elas a dor.
Por incrível que parece, o que acontece com a dor de cabeça é o mesmo que ocorre com quase cem por cento dos casos de interferên­cia médico/hospitalar onde quem cura é a natureza e quem leva o dinheiro pela con­sulta é o médico.
Medicina na maior parte das vezes, excepto nos casos traumáticos de acidentes e em alguns casos agudos de pessoas sem carta de condução, não é mais nem menos do que dis­trair o doente enquanto a natureza faz o seu trabalho.
Poucos de nós conhecemos a dimensão das nossas forças. Apenas se formos obrigados a atingir os nossos limites, descobrimos o que somos capazes de fazer.
Consideramos, por exemplo, o caso da jovem mãe cuja filha ficou debaixo da roda traseira de um automóvel. Não havia nenhum homem forte à disposição para ajudar a salvar a criança e a mulher sabia que na altura em que chegasse o equipamento a filha estaria provavelmente morta. Por isso resolveu o problema sozinho. Levantou o carro e liber­tou a filha. Depois disso nem conseguia acreditar no que tinha feito.
Uma história mais exótica reforça este aspecto. Um zoólogo a trabalhar em África ficou alarmado ao descobrir que estava sendo perseguido por hienas: Compreendeu que sua única esperança consistia em saltar e fugir do alcance dos animais. Por isso quando se aproximou de uma árvore a jeito, saltou para cima, segurando-se a um ramo e ficou pendurado em segurança. Foi apenas ao des­cer umas horas depois que percebeu que sal­tara perto de quatro metros no ar. Quando, por fim, conseguiu voltar ao solo, tentou sal­tar novamente para a árvore para ver se o conseguia fazer. Não conseguiu sequer che­gar perto do ramo onde passara a noite. Um agricultor de 70 anos, acordou ao descobrir que a sua quinta estava a arder. Incapaz de fugir, saltou para o telhado e caminhou cerca de nove metros por um fio de telégrafo. A seguir desceu pelo poste telegráfico para o chão. Nunca andara na corda em toda a sua vida.
A absorção de ferro é de apenas 5 a 10% da dieta (cerca de 1mg) por dia, para equilibrar com exactidão a quantidade perdida. A quan­tidade de ferro absorvida pode aumentar até 5 vezes, se as reservas de ferro no organismo estiverem baixas, a quantidade de absorção diminui em estados de sobrecarga.
A absorção de cálcio com uma dieta normal é de cerca de 30%, com uma baixa ingestão de cálcio a absorção aumenta até quase 90%. Estes são exemplos de homeostase orgânica.

Não precisamos pois de suplementos, a carência nos suplementa e completa.

Febroterapia:

1. Uma elevação de temperatura que provoca uma taquicardia e um aumento da pressão arterial.

2. A elevação térmica tem um efeito de fluidi­ficação, processo que facilita a circulação de todos os humores, líquidos orgânicos, e intercâmbio entre os líquidos do organismo.

3. A febre participa, também activamente na mobilização e na dissolução dos resíduos, como é o caso de cristais de urato fixados nas articulações (gota, artrite) e os arrepios favo­recem a drenagem linfática.

4. A fase catabólica (decomposição e elimina­ção) cresce consideravelmente durante a febre, e um processo de autólise selectiva., (destruição de certos tecidos para produzir energia) exerce-se, prioritaria­mente, sobre os tecidos mórbidos ou pouco úteis (gorduras e tumores) é este fenómeno que explica a acção “auto cirúrgica do jejum”.

5. O aumento da circulação em todos os teci­dos do corpo favorece a nutrição e, sobre­tudo, a drenagem e a eliminação das toxinas (transpiração, urinas carregadas e fezes féti­das).

6. Verifica-se uma aceleração da glucólise: diminuição da taxa de açúcar no sangue, o que diminui o risco de infecções e favorece a actividade dos glóbulos brancos (leucócitos).

7. Desenvolve-se anemia, apesar dos níveis adequados de ferro.

8. Produz-se no início uma rápida hipergama­globulinemia, o aumento das gamaglobulinas que têm um papel importante na viscosidade do sangue, tornando o sangue mais espesso, e enzimático devido à sua capacidade de coa­gulação.

9. O fígado aumenta a capacidade de síntese de proteínas.

10. Redução do ferro sérico, que faz diminuir a velocidade de crescimento de vários microrganismos, bactérias e de algumas células tumorais que têm necessidade espe­cífica de ferro sérico como factor de cresci­mento. Daí o motivo dos cancerosos fica­rem anémicos, como processo de auto cura.

11. Aumenta a produção de interferon, que têm propriedades antivirais e anti-tumorais, é usado sinteticamente para o tratamento de Leucemia de células pilosas, Leucemia de mielóide crónica, Mieloma múltiplo, Lin­foma cutâneo das células T, Linfoma culicular das células B, sarcoma de Karposi, Carci­noma de células renais, Síndrome Carci­nóide, etc., contudo o interferon ele é pro­du­zido gratuitamente e de muito melhor quali­dade no sangue.

12. Aumento do metabolismo dos lipídios (gor­duras).

terça-feira, 11 de maio de 2010

A verdade é paradoxal

A verdade é paradoxal

Duas afirmações contraditórias são ao mesmo tempo verdade. Isto é impossível na lógica cartesiana. Aceitar o paradoxo é um dos segredos da vida. Existe a verdade feminina e a verdade masculina. No universo onde tudo muda e se transforma no seu oposto e complementar, o paradoxo é a regra.

O Paradoxo da Escolha: porque mais é menos

“No seu livro de 2004, intitulado The Paradox of Choice: why more is less (O Paradoxo da Escolha: porque mais é menos) – não constatamos a existência de tradução deste livro para o português, Barry Schwartz (Psicólogo, Professor de Teoria Social e Acção Social da Swarthmore College, Pennsyvania, EUA) lida com um dos grandes mistérios da vida moderna: por que é que as sociedades de grande abundância — onde aos indivíduos são oferecidas mais liberdade e opções de escolha (pessoal, profissional, material) que antes — estão agora testemunhando uma depressão beirando uma quase-epidemia? A sabedoria convencional nos diz que mais opções de escolha é melhor para o bem de todos, mas o Prof. Schwartz argumenta exactamente o oposto. Ele defende que a abundância de opções de escolha no mundo de hoje está cada vez mais nos tornando seres infelizes.”

Paradoxo da informação desafia modelo de progresso

No início do século 21, mundo vive um curioso paradoxo: nunca houve tanta informação nem tanta gente desinformada. A avalanche de informações sem qualidade é um desafio para quem quer um novo modelo de progresso, defenderam palestrantes da Icons 2003. Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior, 27 de outubro, 2003
O cineasta alemão Wim Wenders comentou certa vez, ao se referir à avalanche de informações progressivamente alimentada nas últimas décadas: de que me adiantaria receber cem jornais por dia? Ficaria mais informado? O comentário irónico de Wenders foi lembrado pelo economista Ladislau Dowbor, professor titular da PUC de São Paulo e da Universidade Metodista do Estado de SP, durante o painel “Redefinindo Prosperidade e Progresso”, que abriu os trabalhos da Icons 2003 – Conferência Internacional sobre Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, nesta segunda-feira (27), em Curitiba. Cerca de 700 pessoas acompanharam os debates que apontaram os desafios para a construção de um novo modelo de desenvolvimento e de novos indicadores de prosperidade. Um deles é a necessidade de superar a fragmentação dos sistemas de informação que despejam diariamente milhares de dados sobre nossas cabeças, prejudicando uma compreensão mais consistente e lúcida daquilo que nos cerca. Para Dowbor, o actual sistema mundial de produção e distribuição de informação está baseado em um modelo irracional que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade.
Essa situação teria gerado um curioso e perverso paradoxo: nunca houve tanta informação bombardeando nossos sentidos e nosso cérebro, mas nunca também houve tanta desinformação, seja pela simples ausência do direito à informação, seja pela dificuldade em elaborar sínteses satisfatórias acerca dos problemas que dizem respeito directamente à vida das pessoas. Assim, quando se fala de direito à informação, não está se falando apenas de um direito básico de acesso (que, de fato, é negado a milhões de pessoas), mas também do direito a uma informação de qualidade. O professor Dowbor lembrou uma declaração da Unesco, segundo a qual existe uma grande diferença entre ter um direito e poder exercê-lo. No caso da informação, quem não tem acesso a ela – ou tem um acesso defeituoso – não tem como acessar seus demais direitos.

O Paradoxo do Valor

Nada é mais útil que a água; mas esta não comprará nada; nada de valor pode ser trocado por ela. Um diamante, pelo contrário, tem escasso valor de uso; mas uma grande quantidade de outros bens podem ser frequentemente trocados por este.

A economia mundial é baseada no princípio da escassez do trabalho, seguindo os princípios do “paradoxo do valor”. Por exemplo, não existe razão nenhuma para que o ouro valha mais do que a água, porque sem água o Homem morre à sede, e sem ouro o Homem poderia sobreviver sem problemas. Da mesma forma, e segundo o paradoxo do valor, e em termos gerais, o trabalho sempre valeu mais que o ser humano, e com a globalização, a discrepância valorativa entre o trabalho e o Homem aumentou de forma geométrica.

domingo, 2 de maio de 2010

Auto-educação Ternária x Macrobiótica

Auto-educação Ternária x Macrobiótica

Dar nome aos “bois” não é uma tarefa qualquer, senão uma arte das mais requintadas, haja vista os apuros em que se meteu George Ohsawa quando tratou de rebatizar o movimento que liderava.

Os fundamentos do que ensinava, Ohsawa extraiu-os todos da organização Shoku-Yo, a cujos quadros pertenceu na década de vinte do século passado. Segundo Herman Aihara, “shoku” significa “toda espécie de matéria e energia que nutre o homem livre”, enquanto “yo” designa “o caminho para nutrir-se munido do conhecimento de shoku”.

Quando, em 1948, formou propósito de ensinar pelo mundo afora, Ohsawa considerou estratégico europeizar o nome do movimento. Como poderia, entretanto, por melhor poeta que fosse, traduzir em poucas palavras a informação contida na expressão “shoku-yo”? A língua japonesa revelou-se-lhe então, talvez como nunca, um estopim sonoro capaz de deflagrar explosões de significado.

Diante de tarefa talvez impossível, Ohsawa se viu tentado a apropriar-se de um termo já existente. Em 1860, quando decidiu publicar sua obra máxima, o médico alemão Christolph Wilhelm von Hufeland não fez por menos: reavivou dois radicais gregos e uma universal aspiração humana, intitulando-a Makrobiotik oder die Kunst das menschiliche Leben zu Verlängern (Macrobiótica ou a Arte de Prolongar a Vida Humana). Ohsawa, obsedado naqueles tempos do pós-guerra pela idéia de desniponização, decidiu enfim vestir com roupa alheia o singularíssimo corpo de sua doutrina. Estava instalada a barafunda!

A Macrobiótica de Von Hufeland não era senão uma dieta para alcançar a longevidade. Pronunciado o vocábulo “macrobiótica”, ainda hoje são essas mesmas ideias que, de pronto, despertam em nosso cérebro. Os dicionários confirmam esse fenómeno. Lê-se no de Aurélio que macrobiótica é a arte de prolongar a vida por meio de determinadas regras de alimentação. O de Houaiss não vai muito além, acrescentando apenas que se trata de “regras dietéticas japonesas”. Duas teclas insistentemente percutidas: dieta e longevidade, dieta e longevidade, dieta e...Ironicamente, o que essa melodia sem-graça consegui fazer foi espalhar pela superfície do planeta, em vez de Matusaléns*, milhares de Pantagruéis**.

Quanta diferença entre os termos Macrobiótica e Shoku-Yo! Enquanto o primeiro alude à “dieta”, o segundo refere-se a “toda espécie de matéria e energia”; enquanto o primeiro alude à “longevidade”, o segundo refere-se ao “homem livre”. Ou seja: os “meios” do movimento Shoku-Yo não são apenas os alimentos físicos, mas também, podemos inferir, os alimentos sentimentais e mentais; seu “fim”, por outro lado, não é apenas a longevidade, mas o “homem livre”, isto é, aquele que se realiza em todas as direções contando, principalmente, consigo próprio.

A expressão Auto-Educação Ternária, que veio substituir a palavra Macrobiótica, procura recuperar e aprofundar o significado original do termo Shoku-Yo. O homem livre seria aquele que aproveita as dificuldades fisiológicas, afectivas e intelectuais para desenvolver-se. Aprendendo gratuitamente com as ameaças, ele descobre, sozinho, os segredos da vitalidade: auto-educação. A qualificação “ternária” aponta para a importância de se considerarem não só as três espécies de alimentos – mental, emocional e físico -, mas também os três sistemas a elas relacionados: nervoso, circulatório e digestivo. Impossível desenvolver-se sem desenvolver os três sistemas simultaneamente. Impossível desenvolver-se sem atinar na quantidade e qualidade das palavras, dos relacionamentos e dos alimentos que nos mantêm vivos. Ohsawa, a propósito, mesmo escrevendo em condições adversas, seja em sótãos da capital francesa, seja em rústicos bangalôs africanos, seja em frágeis embarcações indianas, sempre com o sentido de urgência, nunca deixou de mencionar em suas obras a “alimentação, o discernimento e a atividade física” como alicerces da auto-realização humana. Com boa vontade, podemos ver aí um esboço da visão ternária: a alimentação, relacionada principalmente ao sistema digestivo; o discernimento, relacionado principalmente ao sistema nervoso; e a actividade física, relacionada principalmente ao sistema circulatório. O que realmente lhe faltou foi um nome que oferecesse ao menos uma pista desse ponto de vista abrangente.

Não atribuamos à desastrada escolha de Ohsawa a totalidade dos desvirtuamentos de que somos testemunhas. Mas não duvidemos de que uma denominação mais adequada teria feito muito por nós.
Texto: Textos Interessantes - Site do restaurante metamorfose

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A Verdade e o segredo do Cancro - Professor K. Morishita

A Verdade e o segredo do Cancro
Introdução

Revolução da medicina e da biologia

Em nossa época, as ciências da vida e, particularmente, a biologia e a medicina chegaram a um “ponto de retorno” em sua história. Certos cientistas dizem que "a revolução das ciências da vida se produzirá na segunda metade do Século XX, pela pesquisa histórica e uma reflexão sobre os progressos das ciências da natureza". Eu estou inteiramente de acordo.
É evidente que existem inúmeros paradoxos e dogmas nas teorias da medicina moderna. Para a maior arte, esses paradoxos são uma consequência do facto de que os conceitos de base da teoria do sábio alemão Virchow são geralmente admitidos:” Omnis cellula et cellula” as células provém das próprias células. Esta teoria é geralmente aceite como regra de ouro nas ciências médicas e biológicas.
A ciência é um estudo das relações de causas e efeitos nos fenómenos da natureza. Entretanto, a concepção de Virchow proíbe toda pesquisa mais profunda em relação à causa ou à origem da célula. A partir deste conceito a ciência médica não se desenvolverá nem progredirá jamais. Esta teoria é cancerosa. É uma teoria que nada tem de científico e que é a causa de numerosas superstições no domínio médico.
O cancro é um exemplo de tais superstições. Se nós conhecermos a causa do mecanismo do cancro; nada teremos para temer. A ciência moderna tem medo do cancro, exactamente como os primitivos tinham medo de um raio.
O verdadeiro cancro não está no corpo, mas na mentalidade dos sábios que crêem de maneira absoluta que todas as células se formam a partir de outras células.
O problema do cancro, em nossa civilização, é benéfico, porque ele produzirá uma revolução na medicina moderna. Se a medicina moderna não mudar de orientação, o cancro se tomará uma doença fatal, não somente para os homens mas também para a própria medicina, que espalhou influências perniciosas sobre a sociedade inteira. É por isso que o cancro tem, no decorrer deste século, uma missão histórica: corrigir a medicina moderna.
A medicina moderna jamais porá um ponto final no desastre que representa o cancro - que é uma condenação à morte e que se manifesta tal qual um explosivo desde que ele seja tratado por métodos violentos. Entretanto, ele é um servi-dor fiel, se nós o tratarmos gentilmente, levando em conta seu carácter. Estou tentando escrever aqui a verdade sobre o cancro, de um ponto de vista histórico, de modo que os leitores possam compreender que o cancro não é nosso inimigo mas o nosso benfeitor, pois ele nos ensina como viver e gozar de boa saúde.

O problema fundamental do cancro

De acordo com a medicina moderna, a definição do cancro é a seguinte: as células malignas aparecem repentinamente pela mutação, a partir de células sãs, e isto por qualquer razão; elas se manifestam por uma desordem em seu crescimento e em sua função, conduzindo a consequências desastrosas para o seu hospedeiro, causa da proliferação anormal das células e das metástases.
Várias questões aparecem em relação a esta definição do cancro:
- Por que as células se formam?
- Por que tais células se desenvolvem rapidamente?
Se pudermos responder a tais perguntas, estaremos aptos a curar e prevenir o cancro. No mundo inteiro, professores de medicina fizeram pesquisas sobre esses problemas, trabalhando com ardor, desde mais de meio século.
Infelizmente não temos recebido de sua parte, ainda, respostas adequadas.
Isso não é devido nem à insuficiência de esforços científicos, nem à insuficiência de créditos para empreender tais pesquisas. Isso é devido às ideias ou crenças existentes na mentalidade dos sábios que dirigem as pesquisas sobre o cancro. Em outras palavras, as suas ideias ou concepções sobre: o que é a vida?, o que é uma célula? , qual a origem de uma célula? , ou como se desenvolve uma célula? , são totalmente incorrectas. Lamento que todos os cientistas orientem suas pesquisas sobre a causa do cancro, numa falsa direcção, pois o resultado é que todos os seus esforços são em vão.
A definição mencionada acima foi proposta por um discípulo de Virchow, que aceitava cegamente a doutrina “Omnis cellula et cellula”. Como essa teoria se tornava completamente incorrecta, a definição não corresponde a uma realidade, testemunho de uma falha de reflexão científica. Por exemplo, “por qualquer razão” é uma expressão que admite a ignorância da razão. “Repentinamente” é uma outra expressão de ignorância. Se nós conhecemos a causa, podemos antecipar o efeito. Resolver o problema do cancro, servindo-se de tal definição, é como procurar peixes nas árvores.
Dizem que um terço, ou metade, de todos os cancros poderia ser evitado, se os doentes pudessem consultar um especialista para se submeter a tratamento de urgência, desde a fase inicial. Mas o que se entende por “fase inicial” não está muito preciso. Isso poderia ser uma desculpa dos médicos, que não podem curar o cancro?
Existem 3 tratamentos possíveis para o cancro na medicina ocidental:
1- A cirurgia
2 - A quimioterapia
3 - A radiação

1. A cirurgia

A cirurgia baseia-se na ideia de que a supressão dos sinto-mas é uma cura.
Nisso vemos dois erros:
a) Os sintomas cancerosos (as células) são o resultado e não a causa, porque a eliminação das células cancerosas não será pois uma cura do cancro, e sim uma cura temporária;
b) Toda a doença, inclusive o cancro, ocupa o corpo inteiro. Logo, a repressão das células cancerosas numa parte do organismo, gerá o crescimento de células cancerosas em outra parte. Eu diria que, se o cancro pudesse ser curado por uma operação, ele o seria mais facilmente por outro processo, porque a operação enfraquece a resistência do organismo contra o cancro.

2. A quimioterapia

Existem várias drogas anticancro. Duvido da sua eficácia. A ideia de "anticancro" é-me inaceitável. Pois que as células cancerosas fazem parte integrante do nosso corpo, a destruição destas células por drogas destruirá inevitavelmente as células normais. É por isso que a medicina deveria encontrar uma droga para fortificar nossas células normais que controlariam as células cancerosas e impediriam o seu desenvolvimento e a sua função.

3. Radiação

É o modo de tratamento mais perigoso. As radiações foram um agente produtor do cancro muito importante, desde 1902. As células cancerosas são destruídas pelas radiações, mas as células normais são auto-transformadas em células cancerosas pela exposição a radiações de fraco comprimento de onda. Assim, não é nada evidente que possamos confirmar a declaração de que um tratamento rápido do cancro em sua fase inicial levaria à cura, na maior parte dos casos. Os tratamentos precoces, seguidamente, não fazem senão avançar para a morte. Deve-se dizer dos numerosos casos de cancro que foram curados naturalmente sem grandes medicamentos, quando os primeiros sintomas não haviam ainda sido observados.
A ciência médica julga o cancro incurável (o que o toma sinonimo de morte). O diagnóstico de um cancro é uma sentença de morte. Isso não é senão a incompetência da medicina moderna. Entretanto, o cancro não é uma doença incurável e fatal.
Doutores em medicina dizem seguidamente que "não se tratava de um cancro", quando observam surpresos uma pessoa curada de um cancro, depois de ter sido abandonada por eles mesmos. É uma boa desculpa. Na realidade, o cancro pode ser curado mais rapidamente, se se evitar má medicação. Pelo menos nós poderemos viver mais longamente, se nos abstiver-mos de maus medicamentos. O doutor Jonh Cryle mostrou mui-tos cancerosos que sobreviveram muitos anos sem medicamentos. Quando se inocula o cancro experimentalmente em animais, alguns morrem, mas outros se curam naturalmente, por si próprios. De facto, os primeiros haviam sido alimentados com alimentos refinados e artificiais, razão pela qual sua resistência ao cancro estava enfraquecida. Em tais animais, pode-se dizer, o cancro se produziria mesmo sem ter sido inoculado. Todavia, podemos mudar o processo de produção do cancro com a mudança dos alimentos. Os alimentos devem ser considerados em qualidade e quantidade. Por exemplo, um rato que elabore 70% de células cancerosas na idade de 1 a 2 anos, pode reduzir a quase O (zero) este processo, pela simples redução de sua ração alimentar de 1/3 a 1/5. Durante as minhas experiências, alimentei frangos atingidos por cancro de fígado, com grãos misturados e sal. Os frangos foram assim completamente curados de seus cancros. Este resultado revela que existe uma estreita relação entre o cancro e a alimentação.
Entretanto não se deve adicionar à alimentação "correta" os três principais alimentos seguintes: hidratos de carbono, proteínas e gorduras - nem aumentar o número de calorias.
Recentemente, nos Zoológicos, numerosos animais são mortos pelo cancro.
Por exemplo, as Otaries morrem com cancro no útero; os macacos, de cancro no esófago. A absorção de alimentos domésticos é posta em relação a este facto, pois os animais jamais morrem de cancro quando eles escolhem por si próprios sua alimentação, lá onde vivem naturalmente.
Para confirmar isto, há uma experiência interessante feita pelo doutor Robert MacCarrisson, Director do Instituto Hindu de Nutrição. Ele deu a um lote de 1.000 ratos a alimentação dos hounzas; e a outro lote de 2.000 ratos, a alimentação dos hindus. Ele praticou a autópsia após 20 meses de regime e fez a comparação dos grupos. Os resultados foram surpreendentes. Os ratos que se tinham alimentado à maneira dos hounzas, estavam com excelente saúde. Não apresentavam nenhum sinal de doença. Por outro lado, a maior parte dos que foram alimentados à maneira hindu, apresentava sintomas de numerosas doenças, tais como o enfraquecimento da vista, tumores, anemia, cáries dentárias, perda de pelos, doenças de pele, do coração, dos rins, do estômago e dos intestinos.
Quando ele pôs o último lote, de mil ratos, sob o regime inglês, ele viu aparecer não só os sintomas citados acima, mas também uma atrofia do sistema nervoso. Os ratos estavam-se tornando tão cruéis que se mordiam entre si.
Eis o regime dado aos três lotes de ratos:
1 Regime Hounza - chápatis (pão de cereais integrais), feijão de soja e malte, cenouras e repolhos crus e leite cru (não pasteurizado).
2 Regime Hindu - arroz branco, feijão, legumes cozidos com especiarias (consumidos quotidianamente pelos Hindus).
3 Regime Inglês - pão branco, margarina, chá açucarado, legumes cozidos, conservas de carnes, doces e geléias.
Essa experiência é muito reveladora no que concerne ao regime alimentar, não somente para os animais mas também para os homens. Ela nos mostra que a longevidade da raça, o carácter da raça e a causa das doenças são dependentes do regime alimentar. A alimentação é a vida. Minha nova teoria sobre o sangue, que anunciarei posteriormente, mostrará o liame entre a civilização e a vida. Se a civilização moderna continuar a evoluir como já evoluiu, os países civiliza-dos serão completamente destruídos, não pela guerra, mas pelos males tais como as doenças cardíacas e mentais. No período crítico actual, somente o sistema de manutenção dos hounzas pode oferecer uma esperança para o futuro. Eles ficaram isolados das outras civilizações. Nunca houve entre eles uma epidemia como a lepra, no século XIV, a peste, no século XV, a sífilis, no século XVI, a varíola, nos séculos XVII e XVIII, ou a tuberculose, no século XIX. " .
Os hounzas são imunizados contra o cancro e as doenças do coração do século XX. Eles nunca sofreram de uma doença. Nesta época, quando a saúde é geralmente tão má, isso é milagroso e inacreditável. O problema do cancro não pode ser resolvido sem uma reflexão sobre esta questão fundamental:
Porque os hounzas têm vivido sempre com boa saúde, enquanto os outros povos sofrem de tão grandes males? Se encontrar-mos a chave do princípio fundamental que resolve o problema do cancro, poderemos encontrar a solução para todas as outras doenças. A medicina sintomática, que ignora as causas do cancro, jamais poderá curá-lo completamente.

Fisiologia do sangue

Pode-se dividir tudo que existe em duas categorias: as plantas e os animais. As plantas são fixas, e por isso suas raízes podem crescer no solo e dele receber os alimentos nutritivos. Por outro lado, os animais não podem fixar raizes, pois que eles se deslocam ao redor. Como, então, o animal recebe a sua alimentação? O intestino faz o trabalho. O intestino é a raiz portátil do trabalho.
A raiz de uma planta retira seus alimentos nutritivos do solo, sob a forma de matéria inorgânica, que ela transforma em seguida em matéria orgânica. Um animal recebe os seus alimentos dos vegetais que crescem no solo. Assim, pois, plantas e animais igualmente se nutrem do solo. Deste ponto de vista não existe diferença essencial.
Segundo a fisiologia moderna, o papel dos intestinos é de digerir e absorver os alimentos. Na realidade, o intestino exerce seu trabalho de maneira muito mais dinâmica. A vilosidade da parede intestinal é semelhante à de uma ameba. Os alimentos digeridos penetram nas vilosidades, não segundo um simples processo químico, mas segundo um processo biológico. E é no decorrer desse processo biológico que se opera a produção fisiológica do sangue. Em outras palavras, a vilosidade absorve os elementos da alimentação digeridos na sua estrutura, assimila-os e finalmente os transforma em glóbulos vermelhos.
Além do mais, os glóbulos vermelhos circulam em todo o corpo e se transformam em células do organismo (células do fígado, dos músculos, células cerebrais etc.).
A medicina moderna e a biologia ensinam que as células crescem pela divisão das próprias células. Por exemplo, uma célula do fígado divide-se em duas, depois em quatro... etc. Isso não é verdade, a não ser em condições especiais - in vitro (isto é, em tubos de ensaio). Mas isto jamais acontece num corpo vivo normal.
Segundo meus estudos, os glóbulos vermelhos se reúnem e formam os diferentes órgãos e tecidos. É por isso que nosso corpo é uma transformação dos alimentos. Nossa constituição e nosso carácter dependem de nossa alimentação. A alimentação é a vida.
Eis o esquema da formação dos glóbulos vermelhos:

1. A partícula nutritiva se encontra envolvida pela vilosidade intestinal;
2. Formação de uma bolsa líquida no interior da partícula;
3. Esta bolsa líquida se transforma em célula da vilosidade;
4. Essa célula se desenvolve e se transforma em glóbulos vermelhos (eritoblasto);
5. Enfim, os numerosos glóbulos vermelhos são contidos neste eritoblasto; eles entram nos vasos sanguíneos e circulam por todo o corpo. Qual é então a função dos glóbulos verme-lhos?
Segundo a fisiologia moderna, considera-se que o papel essencial dos glóbulos vermelhos é o de servir à transferência do oxigénio e do gás carbónico.
Em outras palavras, um glóbulo vermelho leva o oxigénio a uma célula e evacua o gás carbónico da célula no sangue. Entretanto a realidade não é tão simples.
O papel mais importante dos glóbulos vermelhos (que não se reconhecem actualmente) é que estes glóbulos se desenvolvem para formar as diferentes estruturas das células, tais quais as da medula óssea, dos tecidos adiposos e musculares do fígado, do baço, dos rins, do cérebro etc. O glóbulo vermelho não é nada menos que um material fundamental de nosso corpo.
Essa concepção de que um glóbulo vermelho se transforma em célula única - bem como a ideia de que o alimento se transforma em glóbulo vermelho, nunca foi imaginada. Como no domínio da ciência as concepções são novas. Haverá muita resistência antes que elas sejam admitidas pelos cientistas. A meu ver, esses conceitos deverão ser confirmados pelo progresso da ciência. Não pelas actuais opiniões académicas.
Para concluir: no nosso corpo, o alimento digerido (que é uma matéria orgânica) se transforma em célula de vida elementar (glóbulos vermelhos) e esta célula de vida elementar se transforma tomando uma forma de vida mais elaborada - a célula do corpo.
Segundo uma teoria da evolução, só existia outrora sobre a Terra matérias inorgânicas. Depois as matérias inorgânicas se transformaram em matérias orgânicas e estas, em proteínas. As proteínas, por sua vez (estruturadas), em unidades vivas elementares. A organização dessas unidades elementares se desenvolveu para atingir um nível superior de vida animal, depois, finalmente, o da vida humana.
Essa evolução fantástica da vida não é uma simples teoria antropológica. Ela tem seu lugar no nosso corpo, todos os dias, em todos os segundos. Foram necessários biliões de anos para passar do estado inorgânico ao estado de homem. Mas, em nosso corpo isso não leva mais de um ou dois dias. Que milagres nós cumprimos! Que milagre é nossa vida! Nosso corpo é um fenómeno fantástico e maravilhoso.
Nos casos de doenças estomacais, nas diarreias intestinais, ou durante um jejum, os intestinos param de produzir glóbulos vermelhos. Então são as células do corpo que começam a sua transformação inversa em glóbulos vermelhos. Por exemplo, a diarreia faz emagrecer. A razão é que os tecidos adiposos se retransformam em glóbulos vermelhos - muito embora a fisiologia moderna explique este fenómeno como sendo devido à combustão dos tecidos adiposos para produzirem energia.
Por que as células se retransformam em glóbulos vermelhos? O número de glóbulos vermelhos em nosso corpo não pode decrescer indefinidamente, pois ele não pode funcionar harmoniosamente sem certa quantidade de glóbulos vermelhos.
No homem, o número de glóbulos vermelhos é de aproximada-mente cinco milhões por centímetro cúbico. Desce raramente abaixo de três milhões.
Esses glóbulos vermelhos devem levar oxigénio ao cérebro e aos rins porque estes órgãos consomem grande quantidade deles. Se o número de glóbulos vermelhos cai abaixo de três milhões, o montante de oxigénio não seria suficiente para tais órgãos, que, eventualmente, parariam de funcionar. É por isso que, quando cessa a produção de glóbulos verme-lhos, como, por exemplo, durante um jejum, ou em certas doenças, as próprias células se põem a produzir. Esse fenómeno começa pelos tecidos adiposos.
Os coelhos têm 5,5 a 6 milhões de glóbulos vermelhos. Se eles não comem nada, morrem ao cabo de 2 a 3 semanas. Por-tanto, o número de glóbulos vermelhos desce raramente a menos de três milhões. Por que um coelho conserva este número constante de glóbulos vermelhos, enquanto ele parou de produzi-los fisiologicamente? A razão é a mesma do caso do homem mencionado acima. E bem por isso que tal coelho apresenta, após a autópsia, células vazias. Por exemplo, o fígado terá mantido sua dimensão, mas seu citoplasma terá diminuído. As células de todos os órgãos desse coelho (mor-to de fome) revelam danos consideráveis. As células do fígado, dos rins e mesmo do cérebro, tomam-se porosas. Isso é devido, como já expliquei anteriormente, à transformação inversa. Graças a essa transformação inversa, os órgãos do nosso corpo podem funcionar com um mínimo de glóbulos vermelhos, quase até à fase última da vida.
A medicina moderna distingue o glóbulo vermelho e a célula de nossos tecidos (o corpo). Portanto, na realidade, eles são ligados um ao outro e podem-se transformar reversivelmente nos dois sentidos. Quando uma pessoa está em boa saúde, os glóbulos vermelhos se transformam em células do corpo. Numa pessoa doente, é a transformação inversa que se produz.
A fisiologia moderna ensina que o sangue é produzido na medula óssea. Em 1952, quatro fisiólogos, os doutores Donn, Cunningham, Sabin e Jordan, fizeram uma experiência. Deixaram morrer de fome frangos e pombos durante duas semanas. Puderam deduzir que os glóbulos vermelhos eram produzidos a partir da medula óssea. Essa experiência representa a prova fundamental da minha teoria. De facto, essa experiência se explica muito claramente pela minha teoria. Durante o jejum, as células da medula óssea, dos tecidos adiposos, dos tecidos musculares, do fígado etc. etc., se transformam em glóbulos vermelhos em certa ordem. O processo começa pela medula óssea.) por essa razão - contrariamente ao que pensam os quatro fisiologistas - que isso não é o processo normal de produção de sangue. A produção fisiológica normal se faz pelos intestinos.

O perigo das radiações

Os fenómenos mais importantes que concernem ao perigo das radiações são a leucemia e a anemia perniciosa irredutível. A leucemia, em particular, representa o período mais característico das radiações. A leucemia não é somente uma evidência naqueles que foram atingidos pelas irradiações atómicas de Hiroshima e Nagasaki; ela é., também, uma evidência no caso de número crescente de crianças e bebés cujas mães receberam alta dose de radiações durante a gestação.

Tratarei aqui da causa das leucemias e anemias, tendo como origem a exposição às radiações.
A leucemia é a doença caracterizada pelo aumento anormal do número de glóbulos brancos. Seu mecanismo não é claramente explicado pela ciência moderna.
Como os sábios crêem verdadeira a teoria segundo a qual o sangue é produzido pela medula óssea, eles procuram a raiz dessa doença na medula óssea. Mas, desde que o sangue jamais se produz na medula óssea em condições fisiológicas normais, seus esforços nunca darão um resultado satisfatório.
Nas condições fisiológicas normais, são os intestinos que produzem o sangue. Em outras palavras, as partículas nutritivas ingeridas se transformam em glóbulos vermelhos, nas vilosidades intestinais. Esses glóbulos vermelhos não somente levam o oxigénio às células do nosso corpo e evacuam o gás carbónico residual dessas células, mas têm também a importante função de se transformarem em células.
Os glóbulos vermelhos agrupados se transformam em células de diferente tipos, sendo que esses glóbulos vermelhos são encontrados em contacto com um tipo ou outro de células, passando por um estágio intermediário, que é precisamente o dos glóbulos brancos.

O Dr. Kikuo Chishima e eu denominamos este fenómeno de diferenciação de glóbulos vermelhos. Nossas células não se desenvolvem por divisão celular mas sim graças à transformação dos glóbulos vermelhos. É Por isso que o material fundamental de todos os órgãos, tecidos e gorduras, é o glóbulo vermelho. Muitas vezes, durante este processo, o estágio intermediário da transformação - quer dizer, os glóbulos brancos - não é observado muito claramente.
Quando estamos doentes, ou fisiologicamente anormais, ou em casos de stress, ou ainda de operações, de jejum, de diarréias crônicas, de nevroses, etc. etc. . . . a produção de sangue nos intestinos pára e as células do corpo se transformam de maneira reversível em glóbulos vermelhos, a fim de que o número de glóbulos vermelhos fique constante. Isso é possível porque todas as células de nosso corpo foram produzidas pelos glóbulos vermelhos - em primeiro lugar. Assim, pois, existe entre os glóbulos vermelhos e as células esta relação de reversibilidade.
Por que esta transformação inversa (da célula em glóbulo vermelho) se produz?
Nosso sangue deve conservar constante o número de glóbulos vermelhos para que eles levem oxigénio suficiente aos órgãos importantes, tais como o cérebro ou os rins, que não podem viver sem oxigénio, mesmo só por alguns minutos. É por isso que esta transformação inversa tem um efeito -compensador, um estado crítico criado pela diminuição da produção de glóbulos vermelhos. Em tal caso a medula óssea, os tecidos adiposos e os musculares começam a se transformar, os primeiros em glóbulos vermelhos, porque eles só são formados de células de importância secundária em relação às células dos órgãos. A teoria moderna da produção do sangue na medula óssea é o resultado de um desconhecimento deste fenómeno de compensação.
Vamos agora reflectir sobre a causa da leucemia e da anemia perniciosa segundo a teoria Chishima-Morishita.
O estômago e os intestinos são os órgãos mais importantes do nosso corpo.
Uma pequena contrariedade sentimental influi grandemente sobre, o estômago ou sobre os intestinos e pode, às vezes, causar uma úlcera. É por isso que podemos facilmente imaginar que as radiações agirão fortemente sobre o estômago e os intestinos. Pudemos ver nos doentes mortos recentemente no hospital Pierre Curry, que as partes que haviam sido mais visivelmente atingidas, foram o estômago e os intestinos.
No Japão observa-se, de mais a mais, que nas pessoas que foram atomizadas e nos doentes tratados pela radioterapia, que se cessou de acompanhar, o estômago e os intestinos sofreram graves danos. É uma tendência geral. A anemia perniciosa ou irredutível resulta de um péssimo estado das vilosidades intestinais, que tem por efeito paralisar o intestino na sua função de produzir sangue. Essa doença aparece seguidamente quando o doente é submetido a forte radiação. O termo "irredutível" significa que o restabelecimento não poderá acontecer, também como há muito tempo os médicos procuram a causa (dessa doença) na medula óssea.

Qual a causa da leucemia?
No caso de leucemias provocadas por radiações, não é só o estômago e os intestinos, mas também outras numerosas células do corpo que foram atingidas ou retardadas em suas funções. O resultado é que os glóbulos vermelhos já não são capazes de se transformar em células, porque esta transformação necessita de severo controle das células para orientar este fenómeno. Quando as células são atingidas ou retardadas no seu desenvolvimento pelas radiações,elas perdem este poder de orientação necessário aos glóbulos verme-lhos para se transformarem em células. OS glóbulos verme-lhos ficam então no estágio intermediário - o dos glóbulos brancos.

Existe uma segunda razão para o aumento do número de glóbulos brancos nas leucemias provocadas por radiações. Quando a quantidade de sangue produzida nos intestinos diminui, as células normalmente se transformam em glóbulos vermelhos. Entretanto as células que não atingiram o estágio terminal de seu desenvolvimento já não podem transformar-se inteira-mente em glóbulos vermelhos e ficam assim no estágio intermediário de glóbulos brancos. Eis um esquema da formação do sangue e da transformação dos glóbulos vermelhos.

Em resumo, existem duas causas na aparição de um excesso de glóbulos brancos provocados pelas radiações.
1. Os glóbulos vermelhos têm uma aptidão mais fraca para se transformar, ou o poder de orientação da célula nessa transformação é enfraquecido. Isso diminui a aptidão das células para assimilar e conduzir a transformação dos glóbulos vermelhos em células da mesma espécie com as que haviam entrado em contacto.
2. Quando os intestinos cessam de produzir os glóbulos vermelhos, as células começam a transformação inversa e dão novamente, nas condições normais, glóbulos vermelhos. Entretanto, quando as células são atingidas, esta transformação não se faz completamente e as células ficam num estágio intermediário (o dos glóbulos brancos) entre o estágio das células e o dos glóbulos vermelhos.
Por essas duas razões, de ordem fisiológica, os glóbulos brancos aumentam.
Assim, a causa e o mecanismo da leucemia podem ser explica-das claramente por nossa teoria.
É um estado caracterizado pelo aumento do número de glóbulos brancos.

A origem da célula cancerosa e suas características

Aceitar a concepção de Virchow, a saber, que uma célula só se forma a partir de uma outra célula, constitui o obstáculo maior no estudo da verdadeira origem da célula cancerosa. Se essa teoria é verdadeira, uma célula cancerosa deve então vir de outra célula cancerosa.
Três teorias concernentes à origem das células cancerosas foram propostas em consequência desta interpretação:
1. Uma célula cancerosa é introduzida pelo exterior. Essa hipótese não tem nenhum carácter de evidência, e é por isso que ela foi abandonada mesmo pelos partidários da teoria de Virchow.
2. Uma célula cancerosa existe no corpo desde o estado embrionário.
Segundo o doutor Cohneim, o cancro teria por origem a intrusão de certas células do embrião numa outra parte do corpo, provocando assim um crescimento anormal. Essa hipótese também não foi admitida.
3. A última hipótese é a mutação repentina de células normais em células cancerosas.
Essa teoria é a mais geralmente aceita pelos partidários da medicina moderna. Entretanto, ela não pode explicar o mecanismo da mutação de uma célula normal em célula cancerosa. Daí o emprego da palavra "repentina". Esse conceito de mutação repentina é uma escapatória que somente a concepção de Virchow de sobrevivência permite (uma célula só se forma a partir de outra célula). Como eu já disse anteriormente, a ciência é a pesquisa da lei ou relação de causa e efeito. O conceito de mutação repentina é uma expressão que traduz o abandono de toda visão científica porque "repentinamente" é um outro termo para designar "razão desconhecida", "acaso", ou "sem causa razoável e definida".

O mecanismo de crescimento das células cancerosas

Qual a causa da mutação repentina das células normais em células cancerosas? É esse problema que a medicina moderna terá que enfrentar proximamente. De maneira geral, considera três factores de tais causas:
1) Factores químicos, tais como asfalto, corantes químicos etc.
2) Factores físicos. As irradiações.
3) Factores biológicos. Os vírus cancerosos.

1) Factores Químicos:

Tem-se notado que certas profissões estão mais predispostas ao cancro. Por exemplo, os trabalhadores que lidam nos asfaltos de petróleo têm frequentemente cancro nas mãos ou nos órgãos sexuais. Por isso se considerou o asfalto como cancerígeno. O professor Yamakiwa realizou inúmeras experiências com o asfalto. Experimentando com coelhos, ele aplicou uma camada de asfalto na pele dos animais durante um período de 2 anos. Os coelhos, ao final desse tempo, apresentaram-se cancerosos; entretanto, o cancro não se desenvolveu exactamente no local onde o asfalto era aplica-do, mas nas regiões vizinhas. Ele não explicou a razão de tal fenómeno: e uma questão que precisa ser esclarecida para legitimar esta teoria. Meu ponto de vista é de que o cancro foi resultante do asfalto e de condições fisiológicas particulares.
O hábito de fumar provoca o cancro pulmonar. Esta é uma concepção do mesmo género. A taxa de mortalidade por cancro nos pulmões aumenta de ano para ano, é o que nos afirma a Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu Informativo de Setembro/1965. Esta taxa duplicou, nos últimos 10 anos, só na Europa. Tal estatística atinge seis vezes mais os homens, que as mulheres; ou seja, seis homens para cada mulher atingida pelo cancro pulmonar. Isso nos faz considerar o tabaco como um agente mais importante que a poluição do ar, pois os homens fumam mais que as mulheres.
O fumo poder ser um dos factores determinantes do cancro, mas será parcial de nossa parte considerar este facto como a causa do cancro.
Nas experiências com os animais, podemos produzir o cancro em sua pele, aplicando-se uma camada de asfalto. Entretanto, minhas experiências revelam que, desde que os animais em questão são nutridos com gorduras animais (colesterol, principalmente); sua propensão ao cancro aumenta. O relatório da Organização Mundial de Saúde teria, também, que levar em conta a alimentação.
A taxa de mortalidade pelo cancro pulmonar dobrou em dez anos, mas é bem possível que o consumo de cigarros não tenha dobrado. Se as pessoas em sua alimentação, consomem muita gordura e proteínas animais no mesmo ritmo crescente que se verifica hoje, esta taxa de mortalidade atingirá muito mais que o dobro. Mesmo que essas pessoas não fumem exageradamente.
Em conclusão, creio que a elevação da taxa de mortalidade deverá ser colocada em estreito relacionamento com o aumento do consumo de produtos animais. Este é um factor mais importante que os cigarros.
Em nossa época, os sábios têm a tendência de levar em conta somente os factores exteriores ao nosso corpo e a negligenciar os factores internos. O mais determinante destes fac-tores internos é a alimentação. Os alimentos modernos industrializados e comercializados são portadores de numerosos venenos ou substâncias cancerígenas. Leiam, por favor, Os Venenos em Seus Alimentos, de W. Longgood, ou Primavera Silenciosa, de R. Carson. Mesmo os medicamentos, algumas vezes, provocam o cancro. Por exemplo, já foi utilizada a mostarda azotada como uma droga anticancro, quando ela justamente tinha por efeito produzir o cancro.

2. As radiações

Um relatório estabeleceu que certo doente deveria submeter-se a um tratamento de raios X devido a uma erupção, e desenvolveu um cancro no local, precisamente onde os raios haviam sido aplicados. Nesse campo específico, o cancro apareceu nas pernas e uma amputação tornou-se necessária. Que tragédia! Os casos de cancro ou de leucemia entre os recém-nascidos têm aumentado recentemente. Esta situação decorre, talvez, do facto de que suas mães se submeteram a muitos exames radiológicos durante a gestação.
Existem outros factores, tais quais os raios ultra-violeta, o calor, os choques etc. ; que podem motivar o cancro. Todavia, a condição física, fisiológica e a alimentação são os mais importantes dos factores. O cancro só raramente aparece em pessoas cujo corpo funciona normalmente.

3. Factores biológicos

O cancro era considerado como urna doença contagiosa nos meados do século XIX. Como a etiologia de carácter bacteriológico era a concepção mais correntemente admitida nas pesquisas das causas das doenças, o cancro foi igualmente considerado como uma doença bacteriana. Na realidade, parece natural pensar assim, já que certos cancros se desenvolvem em determinadas áreas ou famílias.
Em 1910, os doutores Payton e Raus, do Instituto Rockefeller, demonstraram experimentalmente (usando frangos) que um tumor pode ser produzido por um vírus. A mesma experiência mais tarde demonstrou cancros devido a vírus, em patos e pombos. Tal teoria viral é uma extensão da precedente teoria bacteriana do cancro.
Eu não posso aceitar esta teoria. Um vírus canceroso se parece com uma célula em decomposição. Em todo caso, é tirar-se muito rapidamente uma conclusão, quer dizer, que o cancro é contagioso porque foi achado seu vírus nas células cancerosas.
O conceito de doença contagiosa é baseado na teoria segundo a qual "uma célula provém de outra célula". Por exemplo, no caso da tuberculose, podemos afirmar, quando se encontra um bacilo tuberculoso num pulmão doente, que este bacilo pode ter aparecido de duas maneiras diferentes. A primeira, segundo a ideia de que o bacilo tuberculoso provém de um bacilo não-tuberculoso. A segunda é baseada na ideia de que um bacilo tuberculoso poderia provir de um outro bacilo tuberculoso.
Esta última ideia conduz a uma outra especulação, a saber, que o bacilo tuberculoso seria o resultado de uma infecção provocada por um bacilo tuberculoso vindo do exterior. É o raciocínio que se fez na teoria contagiosa. Entretanto, ninguém jamais provou que um bacilo tuberculoso que se ache num corpo, aí tenha entrado pelas vias respiratórias, se fixado no pulmão para se desenvolver e provocar finalmente a tuberculose. É praticamente impossível prová-lo.
Mais importante é o facto que observamos, que uma célula (principalmente uma célula vermelha do sangue ou glóbulo vermelho) se transforma em bactéria num contexto puramente bacteriológico. É por isso que podemos afirmar que existe uma relação reversível entre vírus, bactéria e célula.

Vírus - Bactéria - Célula

Segundo esta ideia, devemos considerar a bactéria etiológica como sendo uma célula decomposta aparecida na vizinhança da célula doente. Em outros termos, a célula do pulmão doente decomposta produz o bacilo tuberculoso. Este bacilo tuberculoso resultante pode afectar uma outra célula sensitiva (causa) e gerar uma destruição similar de tecidos. É assim que a tuberculose se desenvolve. Onde há bacilo tuberculoso, este é o resultado da doença, mas ele será por sua vez a causa da extensão da doença.
A teoria segundo a qual o cancro é produzido por um vírus deve ser reconsiderada deste mesmo ponto de vista. Encontraram-se tais vírus mesmo naqueles que gozam de boa saúde. Em resumo: vírus, bactérias e células são uma coisa só. Uma célula pode gerar diferentes vírus ou bactérias, a variedade depende do estado da célula. Concluindo, os factores de ordem química, física ou biológica são secundários como causa do cancro. A causa principal está em nosso corpo, nas células, em nosso estado fisiológico. Esses factores externos (químicos, físicos, biológicos) causarão o cancro, pois é necessário reconhecer que eles exercem uma acção sobre os factores internos, tais como as células de nosso corpo e nossas características fisiológicas.
Afinal de contas, tais células e características fisiológicas se deterioram, e o que resulta é o desenvolvimento do cancro.
Como o cancro se desenvolve? A medicina moderna nunca colocou em dúvida a concepção segundo a qual um cancro se desenvolve pela divisão celular. Ela pensa que as células só crescem pela divisão celular. Essa ideia é acomodada demais e constitui o elemento inibidor no desenvolvimento da pesquisa sobre o cancro e seu tratamento.
Os doutores Shleleiten e Schwann provaram que as células crescem pelo processo de reprodução. O doutor Haeckell pro-vou que as células se desenvolviam a partir de um estado protoplásmico da matéria que não tinha uma estrutura céluar - a monera. O. B. Lopeshinskaya provou que uma célula é gerada a partir da matéria viva e não a partir de uma outra célula. O doutor Shishima provou a mesma coisa por uma experiência diferente.
Peço para que a medicina oficial seja corrigida por esta "teoria da geração celular espontânea". Nossa "teoria da geração celular espontânea" não é ainda bastante aceita; entretanto, a própria natureza revela a sua validade.
Nos vários casos de tumores malignos ou de cancros, não se vê apenas as células cancerosas típicas, mas também os glóbulos vermelhos combinados que formam a monera, estágio anterior na formação da estrutura das células do corpo. A extremidade dos capilares nos tecidos dos tumores é aberta como nos tecidos sadios. Os glóbulos vermelhos que penetram no espaço livre entre as células tumorais se aglomeram e formam uma "célula monera vermelha". Esta monera se transforma numa célula do corpo (que será da mesma espécie da célula mãe) sob a conduta da célula cancerosa. Só existe, pois, um estágio transitório da monera à célula.
Segundo a teoria Shishima-Morishita, um glóbulo vermelho que se forma nas vilosidades intestinais é uma célula imatura do corpo. Este glóbulo vermelho se transforma em monera do sangue vermelho no espaço intercelular do tecido e a transformação prossegue até que a formação do tecido adiposo, do tecido muscular, do tecido do fígado etc., seja ter-minada. O factor essencial, que influi sobre a transformação da monera em célula, é o poder biológico de orientação que exercem as células circundantes...como o glóbulo verme-lho do sangue é uma célula imatura, não tem nenhum carácter especifico. Ele se transformará em qualquer de nossas células segundo a orientação particular dada pelas células vizinhas. É muito difícil reconhecer o facto da divisão celular (mitose) no corpo de um canceroso. Isso se explica da seguinte maneira: in vitro a célula é colocada em perigo por insuficiência de nutrição. Ela então se autodivide, a fim de crescer a sua superfície e a sua capacidade nutricional (poder de absorver o alimento). Em outras palavras, a divisão celular in vitro é o resultado do poder de adaptação da célula. Num meio fisiológico as células cancerosas se desenvolvem por um processo de fusão e não pela divisão celular.
Recentemente o professor, Halpern de Medicina Francesa, se fez notabilizar por todos os pesquisadores em cancerologia, afirmando que as células cancerosas se desenvolviam não por divisão, mas por fusão. Sua teoria é vizinha à nossa. Entretanto, ela seria mais perfeita se houvesse ajuntado o conceito de transformação de um glóbulo vermelho em célula cancerosa.
Para terminar, eu gostaria de adicionar um factor suplementar à causa da transformação do glóbulo vermelho em célula cancerosa. Esse factor é a teoria do doutor Yanagisawa concernente à taxa de acidez do sangue, levando em conta particularmente a diminuição do (ionCa (cálcio) e do aumento do Mg (magnésio).
A tradução exacta de "célula vermelha do sangue" a partir do japonês é "glóbulo vermelho". Mas não esquecer que o glóbulo é de facto uma célula.
O leitor deve também saber que uma célula do sangue é diferente de uma célula normal do corpo na sua estrutura e nas suas propriedades. Uma célula vermelha do sangue (glóbulo vermelho) é particularmente diferente de uma célula normal (corpo ou tecido), pois que às vezes tem um núcleo e outras vezes não o tem.

Profilaxia e a cura do cancro

Para curar o cancro, o que mais importa é a compreensão do mecanismo de seu crescimento. Sem este conhecimento, o cancro permanece uma doença incurável. E, contrariamente à crença popular, desde que nós conheçamos a causa e o mecanismo do cancro, não terá por que temer esta doença.
O cancro é uma doença crónica e uma doença de corpo inteiro. É possível que seja necessário muito tempo para o curar, mas é possível curá-lo se má medicação não foi ordenada.
Há numerosas maneiras de curar o cancro. Por exemplo, uma simples mudança na alimentação (de um regime carnívoro a um regime vegetariano, do arroz branco ao arroz integral) pode curá-lo. Os especialistas do cancro dirão então: "não se tratava de um cancro", isto porque eles não conhecem o mecanismo do desenvolvimento do cancro. Como não conhecem o mecanismo ou a causa do cancro, eles fazem dele uma doença incurável. O termo "incurável" é uma ilusão da medicina moderna. Isto é particularmente verdadeiro para os especialistas do cancro. Eles criaram um reflexo de medo generalizado ou cancrofobia. Uma tal cancrofobia é uma doença iatrogênica.
Os tratamentos actuais do cancro (cirurgia, tratamentos químicos e radiações) não convêm porque eles estão baseados numa falta concepção. O cancro pode ser curado se ele for tratado precocemente, é um slogan empregado pela medicina moderna. Entretanto, este tratamento é mais nocivo que um tratamento de higiene natural, poder que nos é dado pela própria natureza.
Como se pensa na medicina moderna que uma célula cancerosa cresce pela divisão celular, estamos tentando encontrar uma substância química que impediria tal divisão celular. Os sábios encontraram produtos químicos que fariam parar a divisão celular nos tubos de ensaio. Entretanto, como eles são muito tóxicos, esses produtos químicos utilizados em nosso corpo destruiriam a faculdade natural que tem este último de sempre restabelecer nossa saúde. Em outras palavras, nós vamos destruir nosso poder de cura natural, a fim de parar uma divisão de células cancerosas que na realidade não existe. Esta é a razão pela qual o cancro é incurável. Mesmo se nós aceitamos a concepção destes sábios, a eficácia de uma tal droga contra o cancro dependeria ainda da resistência relativa das células cancerosas e das células normais. Infelizmente as células cancerosas, de maneira geral resistissem mais que as c as normais..!.., Como eu já havia dito, a célula cancerosa é um tipo de célula de nosso corpo que foi transformada a partir de um glóbulo vermelho. Este glóbulo vermelho é uma célula de tal maneira imatura que pode transformar-se em qualquer de nossas células, segundo a orientação particular dada pelas células vizinhas. Quando um glóbulo vermelho se funde com uma célula cancerosa, ele recebe desta célula uma forte orientação e se transforma então em uma outra célula cancerosa. A vitalidade da célula cancerosa é tão grande que seu crescimento é duas vezes mais que o da célula normal. É por isso que o emprego de medicamentos químicos para paralisar a imaginária "divisão das células cancerosas" não tem sentido algum. As substâncias químicas suficientemente fortes, para ter um efeito sobre as células cancerosas, destroem tudo, mesmo as células normais.
A medicina popular chinesa e japonesa prescreveu vários tratamentos interessantes contra o cancro. A cevada perolada, os cogumelos das glicinas, os feijões pretos, a semente de bardana, etc. . . . são tidos como agentes curativos do cancro. Deve haver outras plantas eficazes para curar o cancro. A acção terapêutica é, em todo caso, sempre mais fraca quando estas plantas são cultivadas. As plantas selvagens têm um poder de acção maior que o das plantas cultivadas. Quando se prescrevem tais plantas, deve-se sempre levar em conta cuidadosamente a constituição particular da doença, e do estado de progressão do cancro.
Generalidades

Quando o cancro se desenvolve, o apetite diminui e caímos em estado de anemia. Segundo a minha teoria, esses sintomas podem ser explicados da seguinte maneira: a perda de apetite, que faz com que praticamente não comamos, é um bom sinal, porque o resultado fisiológico do jejum é o de fazer com que as células (particularmente as células cancerosas) se retransformem em glóbulos vermelhos.
A perda do apetite é pois um sintoma que prova que nosso poder natural de cura está agindo. Podemos também compreender muito facilmente este estado geral de anemia pela minha teoria de crescimento das células cancerosas. Portanto os especialistas modernos do cancro aconselham comer mais carne para aumentar os glóbulos vermelhos, o que agrava o cancro. Devemos raciocinar que os glóbulos vermelhos que se formam a partir da carne são de bons materiais para fazer desenvolver as células cancerosas quando os bacilos do cancro já existem. As células cancerosas se transformam a partir dos glóbulos vermelhos numa velocidade maior que as células normais; elas são, pois, menos bem formadas; em outras palavras, elas são disformes e fracas. É por isso que elas podem, mais facilmente que as células normais, transformar-se em glóbulos vermelhos. É a razão pela qual afirmei anteriormente que o cancro não é uma doença terrível.
A ideia de base para curar o cancro deveria ser de tentar reforçar nosso poder natural de cura que dá início ao pro-cesso inverso de transformação das células cancerosas em glóbulos vermelhos.
O Dr. Shelton, do Texas, pensando que o cancro poderia ser curado por um estado de harmonia entre o corpo e o espírito, obteve bons resultados aconselhando o jejum e a dieta frugivora a seus doentes.
Entretanto, é necessário estar bem atento e prudente, se se faz um jejum para curar o cancro. O jejum aparentemente reduz as células cancerosas, mas ele diminui ao mesmo tempo a vitalidade. É por isso que, quando se observa um jejum para curar, se deve observar a variação da relação que existe entre a diminuição das células cancerosas e a diminuição da vitalidade. Durante o jejum, deve-se observar que a diminuição da vitalidade não seja mais importante que a diminuição das células cancerosas. É por isso que, para o cancro, recomendo o jejum apenas por breves e repetidos períodos, de modo que a vitalidade possa sempre ser mantida.
A dieta frugívora dará bons resultados no caso de o cancro ser divido a um excesso de carnes na alimentação. Mas, essa dieta não será boa para curar o cancro de estômago dos japoneses. Uma sopa de arroz integral ou de cereais integrais seria melhor para eles. As plantas mencionadas anteriormente seriam também eficazes.
Além do regime e das plantas, poderia aplicar-se uma terapia física. A ideia básica dessa terapia é a destruição das células cancerosas através do restabelecimento do poder natural de nosso corpo para curar. Tal tratamento se faz por eletricidade estática. Os íons negativos penetram em nosso corpo e estimulam o sistema nervoso parassimpático, que tem como resultado o deslocamento do equilíbrio ácido-alcalino do sangue e de aumentar a vitalidade das células normais.
Segundo minha opinião, os três tratamentos principais do cancro (cirurgia, quimioterapia e radiações) deveriam ser substituídos por uma terapia mental, dietética e física.

Profilaxia do cancro

De maneira geral a causa do cancro repousa sobre a evolução final de um estado biológico que tem por efeito geral a doença de nossas células. Do ponto de vista da célula, a causa do cancro é um problema funcional do sistema respiratório no seio da célula que resulta do metabolismo celular dependente dos fenómenos de oxidação e fermentação. Todas as características deste estado biológico que produzem tal metabolismo celular são considerados como a causa do cancro.
Os medicamentos químicos de síntese, as radiações, a acidificação do sangue, enfraquecem sua constituição e são alguns dos factores que criam esse estado biológico. É por isso que a cura do cancro significa a eliminação dos factores que contribuíram para gerar este estado.
1. Viva, tanto quanto possível, perto da natureza, onde a água e o ar são puros, onde há bastante sol e árvores.
2. Evite todos os alimentos comercializados artificiais e artificializados. Coma produtos cultivados organicamente.
3. Suprima o uso de medicamentos químicos sintéticos. De modo geral, todas as drogas químicas são tóxicas. Estão incluídos os pesticidas, os preservativos, pílulas anticoncepcionais, desinfestantes, antibióticos e condimentos químicos.
4. Trabalhe e faça exercício físico, isso ajuda a restabelecer o mau funcionamento da função respiratória das células. Você terá bom sono e bom apetite, e um bom peristaltismo intestinal.
5. Evite todo problema mental (stress), estudando o ensinamento dos velhos sábios. Isso ajuda a compreender os ensinamentos tais como o Princípio Único e as filosofias chinesa e Hindu.

Professor K. Morishita